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Disaster (Trilogia do Halloween)

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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Dom Set 18, 2011 1:56 pm

Capítulo 8




- E o que achas de metermos jarras com flores na mesa?
- Pode ser mãe. - Respondi, com um longo suspiro.
- Mas devíamos colocar rosas amarelas, vermelhas e brancas, salteadas percebes? As amarelas aqui, as vermelhas acolá, misturadas para não parecer que estava tudo dividido na mesa.
- Sim, concordo.
- E as velas? A condizer com as flores ou noutra cor?
- Podem ser a condizer, tanto faz.
- Jessica, é o teu Jantar de Noivado. Não podes estar um pouquinho mais animada? - Reclamou a minha mãe, lançando-me um olhar censurador.
- Mãe, já me perguntaste sobre as flores, as velas e as toalhas mais de quatro vezes, e eu dou-te sempre as mesmas respostas! Acho que já podemos parar por hoje, até porque o jantar é só na quarta-feira. - Respondi, com a minha paciência finalmente a chegar ao fim.
- Acho que tens razão… desculpa querida, mas é que me deixei entusiasmar! És filha única, por isso este é o único casamento que eu vou poder ajudar a planear, percebes… - Explicou ela.
E depois usou aquele truque baixo, muito baixo, de olhar para mim com olhinhos de cachorrinho abandonado, cintilantes de emoção. Suspirei e encolhi os ombros, tentando desdramatizar a situação, mas até era capaz de perceber a ansiedade dela.
- Pronto mãe. Não faz mal, estás a agir da maneira mais normal que uma futura sogra podia agir. Vamos lá voltar às flores…
Ela quase batia palmas, e voltou a escrevinhar no seu bloco de notas. Mas como já eram quase horas de jantar, fomos para a cozinha e enquanto ela punha a mesa e discutia as roupas que devíamos usar, eu ia fazendo a comida. Nem tinha de alimentar a conversa, a minha mãe falava pelas duas. Fiz o jantar e mesmo antes de servir a comida, Tyler e Matt vieram trazer James de volta a casa.
Felizmente, nenhum deles parecia demasiado bêbedo, porque se assim fosse a minha mãe era capaz de lhes arrancar a pele só com aquele olhar do género "ai ai estes rapazes a portarem-se mal".
- Querem jantar? - Convidei, quase a suplicar.
- Claro! Obrigada pelo convite Jess. - Agradeceu Tyler, beijando-me na testa.
Pus mais dois lugares na mesa (Stefan tinha comprado a carrinha familiar, mas em minha casa era TUDO familiar, a pensar em todas as vezes que o Grupo Maravilha lá ia comer e dormir). A mesa dava para doze pessoas lá comerem à vontade, apesar de nessa noite sermos só seis. Os meus pais já conheciam Tyler e Matt, por isso o momento não se tornou constrangedor, muito pelo contrário, divertirmo-nos imenso e deu para descontrairmos um pouco.
Depois da refeição Matt e Tyler despediram-se de nós e foram embora, mas como nem eu nem James estávamos com pachorra para aturar mais preparativos de Jantar de Noivado, despedimo-nos dos meus pais e subimos para o quarto.
- Tenham juízo meninos. E durmam bem. - Aconselhou o meu pai, e lançou um olhar censurador e acusatório para James.
Revirei os olhos. Como se eles não soubessem que eu e James fazíamos sexo desde os dezassete. Mas como se havia de meter naquelas cabeças duras que eu já não era uma criança por desflorar?
- Com certeza Mr. Silver, vamos apenas dormir. - Brincou James, levando-me consigo para o quarto.
Assim que fechei a porta, soltei aquele longo suspiro de alívio que tinha contido o dia todo e deixei-me cair em cima da cama, exausta e com a cabeça a doer imenso de ter ouvido aquele discurso interminável da minha mãe.
- Desculpa ter-me ido embora durante a tarde… tiveste de suportar os planos da tua mãe sozinha. - Disse James, enquanto se despia e enfiava as calças do pijama.
- Não faz mal. Se tivesses cá ficado estavas ainda pior que eu. - Respondi, já de olhos fechados.
James sentou-se ao meu lado e despiu-me calmamente, enquanto eu me deixava estar imóvel, sem me mexer nem um bocadinho, e teve de ser ele a tirar-me a roupa toda e a enfiar-me o pijama, porque eu nem para isso tinha disposição.
Depois abriu a cama e enfiou-nos a ambos lá dentro. Aninhei-me nos seus braços e voltei a suspirar.
- Tenho a certeza que hoje vou ter pesadelos com flores e velas. - Murmurei, e James desatou a rir-se.


O dia seguinte - Domingo - foi passado da mesma maneira que o Sábado, mas com uma diferença notável que me salvou a cabeça de explodir: as minhas amigas foram todas lá para casa ajudar nos preparativos.
Chegaram depois do almoço, e ficámos todas reunidas com a minha mãe na sala de estar (enquanto James e o meu pai saíam para irem pescar com Damon e Stefan, algo que eles adoravam fazer) a planear as coisas para o Jantar de Noivado, que seria daí a três noites.
A minha mãe fartou-se de tagarelar com Laala e Jennifer (eram as suas preferidas, uma vez que as tinha visto crescer quase tanto como a mim, por isso eram quase afilhadas dela) e mataram as saudades umas das outras. Mas no fim do dia, pelo menos, já estava tudo a postos para o Jantar de Quarta-feira.
A minha mãe dava mais alarido a isso do que à notícia que vinha no jornal, de que tinham havido três homicídios violentos na cidade onde agora morava. Devia ter ficado preocupada - eu tinha ficado por ela - mas nem por isso. Estava mais interessada nas grinaldas, nos vestidos e no glamour.
Quando esse dia chegou ao fim eu sentia-me exausta. Realmente exausta, e depois de as minhas amigas - e também madrinhas e damas de honor - se terem ido embora, James despediu-se dos meus pais, pegou-me ao colo como se eu fosse um saco de batatas e levou-me escadas acima quase a correr até ao nosso quarto.
- O que vais fazer? - Perguntei, alarmada, quando ele trancou a porta só com o poder mental.
- Passei o dia todo longe da minha noiva, está claro que vou aproveitar agora. - Respondei, com um sorrisinho perverso, enquanto me beijava avidamente no pescoço.
- Mas os meus pais estão em casa! - Murmurei, preocupada com o facto de eles poderem ouvir alguma coisa.
- Não te preocupes, eles não vão ouvir nada porque reforcei o feitiço à prova de som de todas as paredes. - Riu-se James, e depois despiu a minha t-shirt com uma rapidez incrível.
Foi quando ele uniu os lábios aos meus que deixei de me preocupar. Ele tinha razão: os meus pais não iam ouvir nada do que nós fizéssemos naquele quarto, por isso podíamos aproveitar
- Não sei bem… o que vai haver de interessante, na nossa lua-de-mel… se esgotares a tua energia toda para o sexo antes do casamento, o que será de mim depois? - Gaguejei, enquanto continuávamos a despir-nos.
- Oh querida, está descansada que a minha energia para ti nunca há-de acabar. - Provocou James, e depois beijou-me mais intensamente.


Chegada a segunda-feira, a nossa vida voltava mais ao menos ao normal. As aulas ocupavam-nos a maior parte do tempo, e quando James saída da Universidade ia para o escritório, onde estava a estagiar na área de Economia, enquanto eu vinha para casa. Normalmente Gabriela, Lys ou alguma das outras vinham comigo, e ficávamos sempre deliciadas com as refeições quentinhas e saborosas que a minha mãe tinha preparado antes de nós chegarmos.
Ninguém fazia bolo de chocolate como ela!
E os dois dias antes do meu Jantar de Noivado passaram a voar. Jennifer e Laala andavam entusiasmadíssimas com tudo, e na tarde de quarta-feira ninguém foi às aulas da Universidade - bem, faltarmos uma vez por outra também não era crime federal - para podermos enfiar-nos no shooping à procura dos vestidos perfeitos.
Foi uma tarde só de mulheres que eu adorei realmente, que serviu para me afastar de toda a azáfama que ia em minha casa. Escolhemos os vestidos e tudo o mais que precisávamos e depois fomos para a minha casa, uma vez que elas se iam vestir lá antes de seguirmos para o restaurante.
Quando os meus pais me viram entrar em casa com tantos sacos nas mãos, ficaram logo muito chocados, mas explicámos-lhes o que tínhamos passado a tarde a fazer. Depois de ouvirmos o sermão do meu pai sobre como "vestidos e montras não eram razões suficientemente fortes para se faltar às aulas", subimos para o meu quarto para nos arranjarmos.
- Eu vou tomar banho primeiro, depois podem ir vocês está bem? - Avisei-as, enquanto entrava na minha casa de banho privativa.
- Sim, sem problema.
Despi-me rapidamente e entrei para a banheira. Tomei um duche rápido, mas lavando o cabelo duas vezes com o meu champô preferido, e consegui despachar-me em menos de quinze minutos. Saí, enrolei a toalha cor-de-laranja em volta do corpo e uma outra na cabeça, e saí de volta ao meu quarto.
- Próxima! - Ordenei, apontando para a porta do quarto, que dava para o corredor.
Laala pegou nas coisas que eu lhe tinha emprestado e na sua roupa e correu para fora do quarto, dirigindo-se à casa de banhos dos convidados no piso de cima da minha casa. Enxuguei-me enquanto ouvia Jennifer tagarelar sobre a noite passada dela e de Damon, mas começou a falar tão depressa e com tanto entusiasmo que só apanhei algumas partes, basicamente "vodka… musica… Strip Póker… filmes pornográficos caseiros… chocolate derretido e banho conjunto". Ri-me à gargalhada da maneira como ela descrevia tudo, com aquele ar ao mesmo tempo sonhado e perverso.
Não havia ninguém neste mundo mais indicado para Jennifer do que Damon Salvatore. Era como se eles tivessem nascido para estarem um com o outro.
Laala chegou pouco depois, já com o banho tomado, e Jennifer foi por sua vez despachar-se na casa de banhos dos convidados. Entretanto eu tentava apertar o fecho minúsculo do vestido vermelho-escuro que elas me tinham dito que comprasse porque "me ficava a matar". Era cai cai, com decote em V e a saia, na parte da frente, chegava até acima dos joelhos mas atrás era um pouco maior, quase chegando aos calcanhares, e plissada, o que tornava o vestido ainda mais bonito. Era justo na cintura para me realçar as curvas, e eu tinha-o combinado com umas sandálias, mala e jóias pretas. Laala dissera que eu estava mesmo bem.
Quando Jennifer acabou de se vestir, elas duas trataram de me pentear e maquilhar a rigor para a ocasião, e depois também se arranjaram. Iam tão bonitas como eu: Laala com um vestido azul muito querido e Jennifer atrevida e espampanante como sempre, naquele mini mini mini vestido branco de cetim, que contrastava com o bronzeado perfeito e o cabelo ruivo avermelhado dela.
Olhei para as minhas duas melhores amigas e senti que estava finalmente preparada para aquilo. Para ir em frente com o meu Jantar de Noivado. A confiança crescia dentro de mim como o sorriso na minha cara.
- Vamos a isto, meninas. Está na hora. - Declarei, e dirigi-lhes sorrisos confiantes e determinados.

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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jenn em Qui Set 22, 2011 6:36 pm

"Enxuguei-me enquanto ouvia Jennifer tagarelar sobre a noite passada dela e de Damon, mas começou a falar tão depressa e com tanto entusiasmo que só apanhei algumas partes, basicamente "vodka… musica… Strip Póker… filmes pornográficos caseiros… chocolate derretido e banho conjunto". Ri-me à gargalhada da maneira como ela descrevia tudo, com aquele ar ao mesmo tempo sonhado e perverso.
Não havia ninguém neste mundo mais indicado para Jennifer do que Damon Salvatore. Era como se eles tivessem nascido para estarem um com o outro. "

hei o jess, nem deste atenção á minha conversa Evil or Very Mad
lol
bem tou pra ver... esse jantar nao me esta a parecer nada familiar e sim UM JANTAR DE GALA!!!
caramba, que PRODUÇÃO
a tua mão continua a ser cómica!!
oh jess manda me pra uma ilha com o damonzinho sim?
heheheh
isso dele se por a pescar enquanto eu fico histerica com o teu casorio esta a deixar me de cabelos em pé!! preciso de uma sessão de sexo Damoniaca pra superar isso hahahah lolol
lembrei me da MESA DE JANTAR AGORA!!!
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Mensagem por Jess Silver em Dom Set 25, 2011 7:35 am

Jennifer escreveu:"Enxuguei-me enquanto ouvia Jennifer tagarelar sobre a noite passada dela e de Damon, mas começou a falar tão depressa e com tanto entusiasmo que só apanhei algumas partes, basicamente "vodka… musica… Strip Póker… filmes pornográficos caseiros… chocolate derretido e banho conjunto". Ri-me à gargalhada da maneira como ela descrevia tudo, com aquele ar ao mesmo tempo sonhado e perverso.
Não havia ninguém neste mundo mais indicado para Jennifer do que Damon Salvatore. Era como se eles tivessem nascido para estarem um com o outro. "

hei o jess, nem deste atenção á minha conversa Evil or Very Mad
lol
bem tou pra ver... esse jantar nao me esta a parecer nada familiar e sim UM JANTAR DE GALA!!!
caramba, que PRODUÇÃO
a tua mão continua a ser cómica!!
oh jess manda me pra uma ilha com o damonzinho sim?
heheheh
isso dele se por a pescar enquanto eu fico histerica com o teu casorio esta a deixar me de cabelos em pé!! preciso de uma sessão de sexo Damoniaca pra superar isso hahahah lolol
lembrei me da MESA DE JANTAR AGORA!!!


looool dona Jennifer eu prestei atenção à sua conversa sim acha que eu te deixava a falar pro boneco??
E realmente esse jantar parece mais de gala que outra coisa qualquer hein...
quanto à ilha e ao sexo Damoníaco, nessa fic nao deve aparecer nao, porque a lua de mel é de mim e de James
mas voce já teve a sua fic privada com o Damon não já? kkk
e a eterna mesa de jantar que há-de ficar para sempre rsrsrrs
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Dom Set 25, 2011 7:37 am

:: COMUNICADO::


bem eu venho pedir mil desculpas, eu sei que não tenho postado nada ultimamente, mas eu explico porque: minha net acabou antes do final do mes, como de costume, então eu não posso postar capítulos Sad
se tudo correr bem, no próximo sábado a minha net volta e aí haverão 4 capítulos novos e super especiais de Disaster!!
espero que fiquem por cá até lá!! beijoos
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Laala saalvatore ;) em Dom Set 25, 2011 5:52 pm

Jess minha amiga querida, que saudades eu estou de você!!!!
Bem, eu imagino que o James estava a querer explodir com a visita inesperada de manhã dos pais da Jess.. E então a coitada despachou o James para ficar ouvindo flores e velas o dia inteiro, isso é que é amor, ein, dona Jess Silver!
Mas em compensação estou louca para ver este noivado, louca mesmo!
Os momentos "hot's" escondidos dos pais da Jess e do James foram hilarios! rsrsrs ri mt aqui!
E olha só, eu e a Jenni somos tão queridas que ja temos até uma tia por parte da Jess!
Vamos, estamos mesmo todas lindas para o noivado, adorei os vestidos, principalmente o meu Wink
Laala saalvatore ;)
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Miriam Salvatore em Dom Set 25, 2011 7:32 pm

Me atualizei Jess Vestido chiquerrimo esses seu ..
Estou anciosa por esse Jantar viu ..
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Sex Set 30, 2011 8:19 pm

Laala e Miriam, muitissimo obrigada pelos comments lindas!!
ainda bem que gostaram do ultimo capítulo, fico muito agradecida por terem vindo ler e comentar!!

Agora uma notícia:
o próximo capítulo: que vou postar ainda hoje é PRESENTINHO PRA VOCES!
acho que vao gostar rsrrsrs

vou postar agora, beijoos
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Sex Set 30, 2011 8:27 pm

Flashbacks…
Como o Grupo Maravilha Se Conheceu!





Dei por mim a relembrar a maneira como tinha conhecido as minhas melhores amigas e amigos. A maioria deles tinha nascido em Mystic Falls, como eu, e como esta era uma vila pequena, toda a gente conhecia toda a gente. E também foi mais ou menos assim connosco.
Quando entrei para a escola primária - ou seja, antes do primeiro ano do ensino básico - a minha turma era pequena. No primeiro dia que a minha mãe me foi levar à escola, eu lembro-me de não querer lá ficar, porque ela se ia embora e eu não conhecia ninguém de lá. Mas ela disse-me que ia correr tudo bem, e acabou mesmo por correr.
Foi nesse dia que conheci Jennifer. Ela era uma menina super conversadora, estava sentada num puff cor-de-rosa quase maior que ela a tagarelar sem parar para vários meninos à volta dela, que a olhavam de olhos arregalados e sorrisos de orelha a orelha. Fui ter com eles e disse "olá". Viraram-se todos para mim com ar espantando e desconfiado, mas quando eu pensava que me mandariam embora e me diriam que não queriam ser meus amigos, aquela rapariga dos dois laçarotes no cabelo apontou para mim e sorriu.
- Olá. És a Jessica Silver? - Perguntou, entusiasmada.
- Sou. E tu quem és? - Perguntei, e sentei-me numa das grandes almofadas que estavam no chão, à frente dela.
- Eu sou a Jennifer, mas podes tratar-me por Jenny. E estes são o Brand, o Paul, o Garret e o Matt. - Apresentou, apontando para cada um dos meninos.
Eles disseram-me também olá e depois perguntaram, na inocência adorável que tínhamos naquela altura:
- Jessica, queres ser nossa amiga para sempre?
E eu disse que sim.
Brand tinha morrido no nosso último ano no liceu Robert E. Lee, naquela desastrosa festa de Halloween onde James, acidentalmente, invocara as Criaturas das Trevas, que tinham dado cabo das nossas comemorações.
Paul ainda era meu amigo nos dias de hoje, mas Garret tinha-se mudado de Mystic Falls para Atlanta e tínhamos perdido o contacto.
Jennifer, ainda hoje passados tantos anos, era a minha melhor amiga.
Nos primeiros anos que passámos juntas, nunca nos chateámos. Éramos quase almas gémeas, porque gostávamos das mesmas coisas, fazíamos as mesmas coisas e queríamos sempre as mesmas coisas. E pessoas.
Jennifer apaixonava-se sempre pelos rapazes de quem eu gostava, e no fim acabávamos por decidir que nenhuma de nós ficava com ele, porque não seria um rapaz qualquer a meter-se entre nós. Às vezes demorávamos mais tempo que o normal a perceber isso, mas no fim a amizade ficava sempre por cima.
Fazíamos sempre os trabalhos de grupo juntas, e ela passava a vida a jantar e a dormir em minha casa, tal como eu na dela, para fazermos os trabalhos de casa juntas, vermos filmes, brincarmos com a minha coleção incrivelmente grande de Barbies, ou simplesmente para falarmos bem (e mal, claro) de toda a gente à nossa volta.
Durante a primária e os primeiros anos do ensino básico conhecemos o resto das nossas amigas do grupo. Laala chegou às nossas vidas no 4º ano, uma menina doce, reservada mas incrivelmente meiguinha, que se encolhia sempre que ouvia um insulto e parecia brilhar de satisfação com um elogio. Demo-nos bem automaticamente, nos primeiros dias na mesma turma, e rapidamente me tornei tão próxima dela como de Jennifer.
Gabriela e Lys eram as melhores amigas quase desde a nascença porque eram vizinhas e tinham crescido sempre juntas. Eram tão parecidas como duas gotas de água, e como estavam sempre juntas, nós chamávamos-lhes "as Gémeas Falsas". Também se tornaram parte integrante e imprescindível do meu círculo de amigos, e eu já não imaginava a minha vida sem elas.
Dawn era desde muito pequena uma artista fantástica. Conhecemo-la no quinto ano e já aí ela desenhava melhor que toda a gente que eu conhecia. Fazia desenhos para toda a gente, para nós e para os rapazes, e nós adorávamos cada um porque eram sempre muito bonitos. Ela também se tornou parte do meu grupo de amigas, e tinha sempre um bom conselho a dar a cada uma na altura certa.
Mas Elena, Caroline e Bonnie só conhecemos quando andávamos já no sétimo ano do liceu Robert E. Lee. Elas eram as três melhores amigas inseparáveis para a vida toda, andavam sempre juntas, e demorou mais tempo para que as incluíssemos no nosso grupo, mas depois de o termos feito, elas tornaram-se tão importantes como as outras.
Quanto aos rapazes, a história era diferente.
Matt e Tyler tinham crescido ao meu lado. Eram como irmãos para mim, porque tinham-me visto crescer e mudar e acompanhado cada fase da minha vida. Eu também os tinha visto mudar diante dos meus olhos. Matt em pequeno era como aqueles meninos perfeitinhos de aparência angelical, olhos azuis e cabelo loiro e bochechas que dava vontade de apertar, sempre com aquele sorriso adorável. Tyler tinha uns olhos castanhos capazes de conquistar qualquer menina, cabelo sempre despenteado e uma capacidade incrível para atrair toda a gente. À medida que foram crescendo - e ficando mais giros - as raparigas também começaram a reparar mais neles.
Caroline tinha conhecido Tyler também no sétimo ano. Tornara-se a melhor amiga de Matt mas não conseguia sentir o mesmo pelo Tyler, porque era mais atração e amor que amizade, mas não aconteceu nada até ao décimo ano, em que começaram a namorar.
E depois chegaram os irmãos Salvatore, Damon e Stefan, e o primo deles, James.
Lembro-me tão bem do dia em que conheci James como se fosse ontem.
Estava um dia frio para a época, era no décimo ano e eu estava a chegar à escola para a primeira aula da manhã. Estava cheia de sono e sem paciência para estudar, mas sabia que tinha de me concentrar nas aulas. Só que, quando toda a turma entrou para a sala e a professora se preparava para começar a dar a aula, alguém bateu à porta. Ela foi abrir para ver quem era e entraram os três rapazes mais giros que eu já tinha visto em carne e osso.
A professora pediu-lhes que se apresentassem e foi Damon quem o fez.
- Eu sou o Damon Salvatore, e este é o meu irmão Stefan e o nosso primo James, senhora professora. - Respondeu Damon, com um sorriso divertido e brincalhão.
A professora deixou-os entrar e escolher os seus lugares. Damon e Stefan ficaram juntos na mesa do fundo, e James foi sentar-se ao lado de Cláudio, outro colega nosso de turma, por quem Lys era apaixonada desde o início do ano - sim, porque os Salvatore chegaram quase a meio do ano, transferidos de outra escola.
A meio dessa primeira aula, quando eu calhei a olhar para a mesa onde o novo aluno, James, estava sentado, apanhei-o a olhar para mim. Corei, espantada com isso, e virei-me outra vez para a frente na cadeira.
Desde esse primeiro dia que havia aquela coisa estranha entre mim e James. Tornámo-nos grandes amigos, tal como fiquei de Damon e Stefan. Eles já eram giríssimos com a idade que tínhamos naquela altura, mas quanto mais tempo passava melhor eles ficavam.
O primeiro momento caricato entre Jennifer e Damon aconteceu apenas três semanas depois dos Salvatore terem chegado à nossa turma.
Era dia de Educação Física, e a aula tinha corrido bem, como normalmente. No final tomámos duche nos balneários femininos do liceu, só que Jennifer como de costume atrasava-se sempre porque tinha de meter o seu creme hidratante corporal, o perfume de marca, os brincos e os anéis e todos aqueles pormenores que demoravam montes de tempo. Nesse dia ainda ela estava no duche quando nós já estávamos despachadas, por isso dissemos-lhe que íamos andando para o pátio do liceu, e que depois ela ia lá ter connosco, e ela disse que estava tudo bem.
Mas não tinha corrido assim tão bem, pelo menos era o que ela achava na altura.
Depois de nós termos saído, Brittany Fortanni, a miúda mais estúpida e odiosa da escola - e eterna inimiga de Jennifer, porque tinha ciúmes de Jennifer ser a rapariga mais gira da escola - tinha entrado sorrateiramente no balneário das raparigas e levado a roupa toda de Jennifer. Quando a minha melhor amiga saiu do duche e foi para se vestir, descobriu que a sua roupa não estava ali. Soube logo quem lhe tinha feito aquilo, e ficou furiosa. Envolveu o corpo na toalha de banho e não se acobardou nem se armou em princesa - coisa que ela raramente fazia, mesmo naquela altura - e saiu do balneário quase nua, entrando no dos rapazes, onde ela sabia que Brittany tinha deixado a sua roupa.
Àquela hora era suposto o balneário estar vazio, já todos os rapazes se deviam ter ido embora, mas não era verdade. Quando Jennifer estava a reunir as suas roupas para ir embora, foi surpreendida por Damon, que entrara no balneário sem ela notar.
Jennifer virou-se para ele, chocada e envergonhada, e contou-me que Damon a tinha olhado como se aquela fosse a coisa mais insólita que ele esperava ver na vida. Mais tarde, quando eu falei com ele, Damon disse-me que naquele momento tinha olhado para Jennifer como se ela fosse Afrodite a aparecer-lhe à frente sem mais nem menos.
Com a atrapalhação toda - e para piorar ainda mais a situação - Jennifer deixou cair a toalha ao chão e ficou completamente nua em frente a Damon. Nenhum deles se mexeu, limitaram-se a olhar chocados um para o outro, até Damon recuperar o controlo e se baixar para pegar na toalha de Jennifer, e envolver-lhe o corpo com ela.
Ainda hoje eles se lembravam dessa ocasião. Tinha sido a primeira vez que Damon vira Jennifer nua, e era quase uma premonição de que no futuro a veria nua quase todos os dias. Atualmente, era mesmo todos.
E desde esse dia que eles tinham sentido a química entre os dois a crescer. Durante os dois anos seguintes não namoraram a sério, ora começavam a curtir ora paravam, mas no décimo segundo ano tinham mesmo namorado a sério, e hoje em dia eram o meu casal exemplo. Não havia nada no mundo que se comparasse a Dannifer. Damon era a pessoa mais perfeita deste mundo para Jennifer.
Tal como Stefan era para Elena.
Ao contrário de Jennifer e Damon, e eu e James, Stefan e Elena apaixonaram-se imediatamente um pelo outro. Nas aulas nem conseguiam parar de olhar um para o outro, nos intervalos estavam sempre juntos. Stefan comprava-lhe prendas sempre que havia ocasião para isso, Elena ajudava-o em tudo o que podia. Eles ficavam mesmo queridos juntos. Da vez em que Elena caiu em Educação Física e esfolou os joelhos e os cotovelos, tanto que ficaram quase em carne viva, Stefan pegou nela ao colo e correu com ela até à Enfermaria, que ficava na outra ponta da escola, e ficou com ela o tempo todo enquanto lhe desinfetavam as feridas e lhe punham as compressas. Não a abandonou um só segundo.
Eles estavam juntos desde o décimo ano, e ainda hoje mantinham a mesma paixão, a mesma amizade e confiança um no outro que tinham naquela altura.
Gabriela apaixonara-se por Tyler no décimo primeiro ano, apesar de já serem os melhores amigos antes disso. Tyler pediu-a em casamento depois do grandioso jogo de final de campeonato do liceu Robert E. Lee, em que a equipa dele e de todos os rapazes do nosso grupo tinha ganho a partida, e depois ele correu para o pódio, tirou o microfone da mão do Diretor da escola e pediu Gabriela em namoro em frente à escola inteira. O público desatou a bater palmas e a nossa amiga desceu das bancadas a correr, entrou no campo e lançou-se nos braços de Tyler. Foi um momento realmente romântico.
Mas nem tudo tinha sido fácil e bonito na nossa vida. O nosso grupo também passara momentos maus, discussões um com os outros que tinham abalado os alicerces da nossa amizade, mas no fim o que nos unia era sempre mais forte do que o que nos separava. Mesmo quando tivemos de lidar com todo o horror e o medo do Halloween por dois anos seguidos, mantivemo-nos juntos.
E era assim que eu esperava que fosse sempre.

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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jenn em Sex Set 30, 2011 9:32 pm

foi perfeito esse cap jess, saber dessas coisas do passado foi tão fixe!!
adorei!
foi comico,
foi fofo,
foi sexy
foi romantico
foi delicioso ler esses flash, eu adoro flashs.
imagina los pequeninos foi tão adoravel!! xDD
lembra me de agradecer a essa Brittany Fortanni pela oportunidade de me exibir pro damonzinho!!
xDDD

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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Miriam Salvatore em Sex Set 30, 2011 10:21 pm

Adorei esse cap Jess ..
Eles tiverem momentos engraçados ...
A Jenny sempre fora tagarela ..Bem do tipo dela mesmo ..kk
Foi muito engraçado o modo com o ela e o Damon se conheceerm kkk Tambm quero conhecer o Stefan assim kkk
Muito Lindo o Tyelr ter pedido a Gabriela em namoro na frente da escola toda super roamntico ..
E o amor a primeira vista da Jess e do James só pdia ser deles mesmo né
Muito bueno cap ..
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Sab Out 01, 2011 7:38 pm

Muitissimo obrigada, Jenny e Miriam, por terem vindo ler e comentar mais um cap!!
apeteceu-me contar como tinha sido a nossa infância, e acho que fiz um bom trabalho!!
agora vou postar o proximo capitulo, espero que tambem gostem!! beijoos
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Sab Out 01, 2011 7:41 pm

Capítulo 10




E agora era o meu Jantar de Noivado.
Eu, Jennifer e Laala já estávamos prontas, e os meus pais também, por isso saímos de casa e dirigimo-nos ao carro do meu pai. Era ele que nos levaria ao restaurante, onde o resto do grupo se reuniria connosco. A viagem até lá foi rápida, mas eu estava numa pilha de nervos. Queria que corresse tudo bem, porque era uma ocasião muito especial, e tinha medo que alguma coisa falhasse. Nem as mil e uma vezes que Laala me garantiu que correria tudo bem me ajudaram a ficar mais calma.
Quando finalmente chegámos e o meu pai estacionou no parque das traseiras do restaurante, eu já tinha os nervos à flor da pele. Saímos do carro e o meu pai deu-me o braço enquanto nos dirigíamos para o interior do estabelecimento. James tinha conseguido convencer o dono do restaurante a reservá-lo para nós nessa noite, pelo que seríamos os únicos a jantar ali.
Assim que entrei deparei-me logo com a mesa onde iríamos comer. A mesa era realmente enorme, e estava absolutamente magnífica. Tinha uma toalha no mais belo tom de bordeaux, com louça branca e uma grande jarra de de cristal transparente no meio, com flores também vermelhas e brancas. Havia velas decorativas espalhadas pela mesa, e a arder em castiçais ao longo da sala. Estava tudo lindo, e o restaurante estava à média luz, iluminado pelo grandioso castiçal de cristal que descia do tecto ao centro da grande mesa.
Gabriela e Tyler, Caroline e Matt, Bonnie e Jeremy e Damon e Stefan já lá estavam quando chegámos. Fui logo cumprimentá-los e eles felicitaram-me por estar tudo tão bonito e bem decorado.
- Jess, pareces tão nervosa, descontrai um bocado! - Disse Damon, com um sorriso meigo, mas abanando-me os ombros com força para ver se eu perdia aquela pose rígida.
- Estou apenas nervosa… sabes onde está o teu primo?
- Lá dentro a falar com o nosso empregado de mesa para ter a certeza que ele está bem hipnotizado para correr tudo bem. - Riu-se Damon, e depois abraçou-me com força. - Vai correr tudo bem, não sei porque estás nesta pilha de nervos.
- Normalmente quando vocês dizem "não precisas de te preocupar com nada, vai correr tudo bem, tem calma" acaba sempre alguém por morrer. - Respondi, revirando os olhos.
Damon afastou-se e olhou-me fixamente nos olhos, preocupado com o meu humor negro misturado com o nervosismo. Normalmente não dava bom resultado.
- Jessica Silver, pára. Pára de achar que tudo há-de acabar por correr mal na tua vida. Isso é mentira, é uma coisa que metes na cabeça e não devias. É apenas um Jantar de Noivado. E não é para o Presidente da América, é para a família. Somos apenas nós, os teus pais e o Grupo Maravilha de sempre, não vai correr nada mal. Confias em mim?
- Confio-te a minha vida. - Suspirei, e estava a falar verdade.
- Então confia no que te estou a dizer: descontrai, porque este Jantar vai correr bem. Prometo.
Assenti com a cabeça, acreditando realmente no que ele me dizia. Queria mesmo confiar que Damon estava a falar a verdade e que correria tudo bem. Por isso coloquei um sorriso determinado na cara e o meu padrinho de casamento sorriu, satisfeito por eu lhe ter dado ouvidos.
Depois o nosso momento privado foi interrompido pela chegada de James, que vinha abraçado a Jennifer. Ela saltitou logo para os braços de Damon, que lhe lançou um olhar do género "ai se não estivesse aqui esta gente toda, aquela mesa de jantar ia dar mesmo jeito" e ela sorriu provocadoramente, antes de ele a beijar intensamente.
James olhou para mim por um longo momento que me pareceu uma eternidade antes de me estender a mão. Respirei fundo, enchendo-me de coragem, e peguei nela, deixando que ele me puxasse para junto de si com delicadeza.
James encostou os lábios à minha testa e fechei os olhos quando a sua voz entrou na minha mente.
«Estás tão linda amor… uma verdadeira rainha no nosso mundo.»
«Obrigada James. Eu posso ser Rainha, mas não seria nada sem ti, meu Rei.»
Ele sorriu e depois puxou o meu rosto para cima e beijou-me nos lábios, com uma intensidade e uma paixão capazes de me deixar a pele toda em fogo. Sentia-me a arder, e no entanto nunca me sentira melhor, porque junto dele tudo era bom, tudo era o melhor que eu podia imaginar.
- Malta, vamos lá, já chegou toda a gente! - Anunciou Tyler, chamando-nos para a grande mesa.
Fui cumprimentar as pessoas que tinham acabado de chegar e depois sentámo-nos todos à mesa, comigo numa das pontas e James na outra a servir de cabeceira, as meninas e a minha mãe pelo meu lado direito e os rapazes e o meu pai pelo lado esquerdo. Depois de toda a gente já se ter instalado, James tomou a palavra. E mal eu adivinhava o que ele diria a seguir.
- Obrigado a todos por terem vindo ao nosso Jantar de Noivado. Como sabem, a Jessica é a mulher da minha vida. Desde que lhe pus os olhos em cima pela primeira vez, naquele dia frio de Abril do nosso 10º ano, que soube que ela seria uma das pessoas mais especiais que eu havia de conhecer na vida. Só não desconfiava que ela seria também a pessoa por quem eu passaria a respirar, comer, dormir e sonhar todos os dias daí em diante. Ela mostrou-se primeiro como minha amiga, depois como melhor amiga, como confidente e maior apoiante, fonte de consolo e força de inspiração, mas acima de tudo como uma pessoa apaixonante, a mais forte e corajosa que conheço e hei-de conhecer em toda a vida. Ela não tem medo de nada, nem da Morte. Já morremos os dois, um pelo outro aliás, por isso sabemos bem o que é a Morte, a sensação de não voltarmos para o lado das pessoas que conhecemos, que amamos, por quem demos a nossa vida. Morremos mas voltámos, porque não podíamos simplesmente acabar naquele momento. Foi quando entendi que o meu destino estava profundamente ligado ao dela, tanto que nunca mais nada nos iria separar. E é por isso que quero dizer-vos a todos o quanto a amo, e que quero passar o resto dos meus dias ao seu lado.
Quando ele acabou o discurso todos os olhos se viraram para mim, e apercebi-me que estava a chorar. A chorar mesmo, porque as palavras de James tinham-me tocado no mais profundo do meu ser, capazes de me soltar as emoções. Porque a sensação de sermos amados, tão intensa e verdadeiramente por alguém como eu era por James, era algo que só se sentia uma vez na vida, só se encontrava uma pessoa assim, tão perfeita para nós. E James era essa pessoa. Era a minha metade.
Ele sorriu-me docemente, aquele sorriso que conseguia sempre que eu sorrisse também, e tornou a sentar-se. Por isso achei por bem responder à declaração dele, e levantei-me. Limpei as lágrimas que corriam sem parar pela minha cara, enchi-me de coragem, e deixei apenas as palavras fluírem para fora como as lágrimas que me banhavam os olhos de emoção de amor.
- São poucas as pessoas que podem sentir-se honradas por ouvir este tipo de declaração. Porque eu… eu não sei como exprimir tão bem o que sinto como o James, mas… quero que saibam, não só ele como vocês todos, que estou de acordo quando digo que os nossos destinos estão entrelaçados para sempre. Não vou encontrar ninguém no mundo que me apoie, me ame, me proteja, me alegre, cuide de mim, chame à razão, faça sentir viva, me faça sentir mais desejada do que tu, James. Tu és a minha metade. És a pessoa por quem eu ponho as mãos no fogo e faço os possíveis e os impossíveis todos os dias. Foste a pessoa por quem dei a minha vida, e voltaria a morrer para te proteger e salvar se tivesse de ser. Não há força alguma neste mundo que seja maior do que aquilo que nos une, e enquanto acreditares nisso, eu serei a tua esposa, a tua confidente, a tua fonte de orgulho e de força, o teu porto de abrigo e a espada de todas as vitórias que completares, e que todos os passos importantes que dês na vida sejam comigo, pois os meus serão contigo. Amo-te James… e sim, quero casar contigo, e quero estar ao seu lado, em todos os dias da nossa vida.
Quando terminei de falar todas as pessoas que estavam connosco se levantaram e começaram a aplaudir, a dar vivas, elas próprias com lágrimas nos olhos e sorrisos nas caras. Vi-me rapidamente envolvida pelos braços de Jennifer e Damon, que me apertavam com força, a mão entrelaçada na de Laala, e depois de todos me terem abraçado foi a vez de James, que tinha dado a volta à mesa para se aproximar de mim, tomar o meu rosto nas suas mãos e me beijar intensamente.
«Não precisamos de palavras. Não precisamos de mostrar nem admitir nada a ninguém. Só precisamos de ter a certeza do que sentimos, e isso é bastante para vivermos felizes» disse James, e era a mais pura das verdades.
Depois disso afastámo-nos, a sorrir um ao outro, e voltou toda a gente a sentar-se à bela mesa do restaurante.
- E agora que já fomos todos envolvidos por esta intensa onda de romantismo. - Disse o meu pai, apontando para os casalinhos da mesa que trocavam olhares apaixonados, entrelaçavam as mãos ou davam beijos. - Já podemos começar a comer?
- Com certeza Mr. Silver. - Respondeu James, e fez logo sinal ao empregado de mesa que começasse a trazer a comida.
Trocámos um olhar ao longo da mesa e eu soube que nessa noite correria tudo bem. Não havia razão para medos, incertezas nem inseguranças. Eu ia casar com o homem que amava mais que a qualquer pessoa no Mundo, e ia ser feliz.
Tenho direito a isso, e farei tudo para que James seja também a pessoa mais feliz do Universo, ao meu lado.


* * *


Horas depois, quando o Jantar de Noivado acabou, despedimo-nos de toda a gente e James levou-me e aos meus pais de volta a nossa casa. Eu estava cansadíssima, claro. O Jantar tinha corrido bem e toda a gente tinha ficado satisfeita com a comida, a decoração, os nossos discursos… mas agora eu precisava apenas de me enfiar dentro da cama com James e adormecer.
- Adeus mãe, adeus pai, até amanhã. - Despedi-me, já com ar demasiado ensonado para parecer normal.
Como eu estava tão cansada de ter dançado tanto nessa noite, mal me conseguia aguentar em pé, então James pegou em mim e colocou-me sobre o seu ombro como se eu não pesasse mais de dois quilos, e levou-me escadas acima até ao nosso quarto.
- Amor… desta vez não tenho energia para mais nada… - Balbuciei, quando pressenti que ele tinha erguido o feitiço Anti Sonoro das paredes do nosso quarto.
- Eu sei. Vamos apenas dormir sossegados.
Despimo-nos totalmente e enfiámo-nos debaixo dos lençóis e cobertores. Cheguei-me a ele e James envolveu-me nos seus braços, beijando-me docemente os cabelos.
- Tudo o que dissemos hoje é a mais pura verdade. - Murmurou James, enquanto me fazia festinhas nos cabelos.
- Eu sei. E é tudo em que eu acredito. - Sussurrei, beijando-o no pescoço, e depois deixei que o cansaço e o sono se apoderassem de mim.



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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jenn em Sab Out 01, 2011 7:54 pm

"ai se não estivesse aqui esta gente toda, aquela mesa de jantar ia dar mesmo jeito"

deste cabo de mim nesta Jess!! fiseste de proposito que eu sei!!
xDD

os votos deles dois foram TIPO INCRIVEIS, acho que nunca ouvi nada assim, mas tb n é qualquer casal que morre um pelo outro e tem a oportunidade de dizer aquilo!!

Este grupo é tao incrivel, eles sao tao unidos, isso é mesmo SURREAL!!

"mor… desta vez não tenho energia para mais nada… " PUDERA hahaha

o pai dela cheio de fome e eles ali a falar sem parar!!

a decoração realmente estava linda!!

GOSTO MUITO!!!

Jenn
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Mensagem por Jenn em Sab Out 01, 2011 7:56 pm

AAAAAAAAAAAAA
esqueci me de falar do discurso do damon, FOI MESMO eu sou teu segurança tem calama contigo!!!
FOI SERIO E COMPROMETIDO!!
gosto dele com a jess!!
é "DEIFERENTE"
Xddd
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Sab Out 01, 2011 8:03 pm

Jennifer escreveu:"ai se não estivesse aqui esta gente toda, aquela mesa de jantar ia dar mesmo jeito"

deste cabo de mim nesta Jess!! fiseste de proposito que eu sei!!
xDD

os votos deles dois foram TIPO INCRIVEIS, acho que nunca ouvi nada assim, mas tb n é qualquer casal que morre um pelo outro e tem a oportunidade de dizer aquilo!!

Este grupo é tao incrivel, eles sao tao unidos, isso é mesmo SURREAL!!

"mor… desta vez não tenho energia para mais nada… " PUDERA hahaha

o pai dela cheio de fome e eles ali a falar sem parar!!

a decoração realmente estava linda!!

GOSTO MUITO!!!



siiiim, eu fiz de propósito e tu gostaste hahahha
ohhh que querida, ainda bem que gostaste dos votos
eu chorei tanto a escreve-los que nem te passa pela cabeça (sou mesmo tronga eu, enfim=
ainda bem que gostaste, fico mesmo contente Jenn!!

e quanto ao Damon, sim eu esforço-me pra que comigo ele seja diferente, mais um irmão do que o Damon-Super-Sexy-E-Abusado do costume, como é contigo e assim. parece que tem estado a dar bom resultado

mais uma vez obrigada por teres vindo ler e comentar!!
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jenn em Dom Out 02, 2011 10:13 am

então jess? posta aí mais umzinho antes de eu começar a escrever fenix sim???
xDDD
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jess Silver em Dom Out 02, 2011 10:57 am

Jennifer escreveu:então jess? posta aí mais umzinho antes de eu começar a escrever fenix sim???
xDDD


tudo bem Jenny mas eu ainda vou ter de escrever
desculpa a demora eu ando tão empenhada nas outras fics..
mas eu vou escrever agora um cap e postar, promisse!!!
te ja
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Mensagem por Jenn em Dom Out 02, 2011 11:17 am

te já amore tanks!!
enquanto isso vou tomar banho!!
xDD
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Mensagem por Jess Silver em Dom Out 02, 2011 11:39 am

Capítulo 11




E o dia 14 de Abril chegou finalmente.
Tinha-se passado uma semana desde o meu Jantar de Noivado. Os dias tinham passado como normalmente: aulas, trabalho, estar com James, com os meus pais e o Grupo Maravilha e planear o meu casamento, que mais parecia um filme de Hollywood, tal era o aparato que estava a causar.
Mas nesse dia tivemos uma pausa no meu protagonismo e de James para darmos mais atenção a outra pessoa: Lys.
Era o seu aniversário, e desde que eu a tinha conhecido que era tradição passarmos sempre o dia dos seus anos juntas. Por isso este ano as coisas não haviam de ser diferentes.
O facto de ter calhado a uma sexta-feira era mau por um lado, mas também bastante bom por outro. Embora tivéssemos de passar o dia na Universidade ou a trabalhar, pelo menos à noite podíamos divertir-nos até às horas que nos apetecesse porque não tínhamos de nos levantar cedo no dia a seguir.
Por isso quando acabaram as minhas aulas, corri para casa para tomar um duche e vestir o meu vestido dessa noite, arranjar-me e maquilhar-me, tudo isto enquanto esperava que James chegasse a casa da suas aulas, que costumavam acabar sempre mais tarde que as minhas.
Quando ele entrou em casa, vinha cansado mas nem lhe dei tempo para descansar. Obriguei-o a enfiar-se no duche o mais depressa que consegui e enquanto ele tomava banho fui escolher a roupa e os sapatos para ele usar, para que ele não perdesse mais tempo com isso ainda.
Enquanto estava dividida entre se ele levava um dos seus casacos desportivos ou o famoso blusão de cabedal preto, o meu telemóvel começou a tocar. Desatei a correr para fora do quarto, descendo as escadas o mais depressa que pude até chegar à sala de estar, e consegui alcançar e atender o telemóvel antes de ele chegar ao último toque.
- Sim? - Guinchei atarantada.
- Sou eu, Jess. Já estão prontos? - Perguntou Gabriela do outro lado.
- Quase, o James está a acabar de tomar banho, ele chegou das aulas há cerca de dez minutos atrás.
- Ah OK… mas não se demorem, tem tudo de correr extremamente bem, já sabes.
- Sim, eu sei… liga para a Jennifer e a Dawn e apressa-as. Se não as obrigarmos a despacharem-se, daqui a meia hora ainda estão a tratar do cabelo.
- OK, vou ligar para elas, até já!
Gabriela desligou ao mesmo tempo que Matt me ligou, pelo que atendi o seu telefonema enquanto corria escadas acima de volta ao quarto.
- Olá Matt, o que se passa?
- Oi Jess, acho que temos um problema…
«Oh meu Deus, tem mesmo de ser agora?!»
- O que se passa? - Perguntei, enquanto fazia uma ginástica tremenda para equilibrar o telemóvel entre o ouvido e o ombro e conseguir meter o meu par de brincos, tudo ao mesmo tempo.
- A Caroline está numa pilha de nervos.
- O quê? Porquê? - Inquiri, espantada.
- Porque o vestido que lhe compraste para ela usar hoje encolheu na máquina de lavar e agora parece mais um vestido de criança do que de adulto.
- Passa-lhe o telemóvel. - Ordenei, a começar a sentir-me nervosa.
Quando Caroline atendeu, estava histericamente aflita.
- Oh Jess eu juro que não sei o que aconteceu, eu meti o programa certo na máquina de lavar e DEI CABO DO VESTIDO! Agora o que é que eu visto?! - Guinchou ela.
- Calma, ouve-me Carol, está tudo bem, calma! - Gritei para me fazer ouvir acima dela.
Nesse instante James entrou no quarto, completamente nu, e apontou para o telemóvel. Tapei o bocal para Caroline não me ouvir dizer a James que ela parecia uma criança em pânico sem presentes na noite de Natal. James revirou os olhos e começou a vestir a roupa que eu tinha colocado em cima da nossa cama.
- Agora ouve-me Caroline. Consegues sair com ele à rua ou está demasiado indecente?
- Está minúsculo! A sério, se me curvar para a frente vai-se ver o rabo e as cuecas de certeza absoluta. - Respondeu, e eu já conhecia demasiado bem os seus tons de voz, pelo que previ que ela ia começar num ataque de choro e soluços daí a nada.
- OK, já sei o que vamos fazer. Tenta vestir o vestido na mesma.
- O quê? Mas para quê, não posso ir assim vestida!
- FAZ O QUE TE DIGO, NÃO TEMOS TEMPO! - Ralhei, sem paciência para ter calma com ela.
Caroline vestiu o fato e depois disse-me que lhe servia, mas muito apertado e demasiado curto.
- OK, agora arranja-te como se fosses assim vestida, trata do cabelo e da maquilhagem e dos sapatos, quando chegar ao pé de ti aumento a saia do vestido.
- Consegues fazer isso?! - Perguntou ela, chocada.
- Consigo. Vá, despacha-te, até já!
- OK, obrigada Jess!
Caroline desligou e eu suspirei fundo. Apeteceu-me meter o telemóvel no modo de Silêncio para impedir que mais alguém me ligasse em pânico, mas sabia que não podia fazer isso, porque eu tinha de saber tudo sobre tudo o que acontecia a toda a hora.
- Estás pronta? - Perguntou James, virando-se para mim já completamente vestido.
- Estou. - Respondi, e um sorriso desenhou-se nos meus lábios.
James estava tão giro como sempre, ou talvez ainda mais. Aproximou-se para me dar um beijo rápido nos lábios e depois pegou na minha mala e puxou-me consigo para fora do quarto.
- Vamos lá para a festa, antes que a Lys tenha um ataque de nervos.
Peguei em todas as coisas que precisava de levar e depois saímos de casa. Tranquei a porta enquanto James se dirigia ao nosso carro. Entrei para o lugar do pendura e ele para o de condutor, e depois seguimos viagem até casa da Lys, que felizmente não ficava muito longe da nossa.
Quando lá chegámos, as luzes de todas as janelas estavam acesas, e por isso a casa dela parecia brilhar na escuridão que envolvia toda a rua. Estacionámos o carro junto à carrinha enorme de Stefan e depois saímos e subimos ao alpendre. A porta abriu-se antes mesmo de eu ter tempo de tocar. Foi Elena a dar-nos as boas-vindas.
- A Lys está a receber os parabéns de mais uma tia qualquer, mas entrem, já não faltam muitos. - Avisou Elena, e puxou-nos para dentro.
Ela tinha razão, já ali estava quase toda a gente. As minhas meninas estavam tão lindas como de costume, e os rapazes sempre sexys e deslumbrantes. Depois de termos cumprimentado toda a gente, Lys veio a correr da cozinha e eu abracei-a fortemente.
- Feliz aniversário! - Desejei-lhe, beijando-a no rosto.
A aura dela estava uma mistura de rosa, verde e amarelo, o que queria dizer que era impossível ela estar mais feliz do que naquele momento. Fiquei mesmo contente por isso.
- Parabéns Lys! - Desejou-lhe James, beijando-a também.
E depois chegou a hora de lhe darmos o nosso presente. Troquei um olhar rápido com james e ele assentiu. Fechou os olhos e deixei-o fazer os feitiços e invocamentos que precisava em sossego, e virei-me para Lys.
- O que é que ele está a fazer? - Perguntou ela, desconfiada.
- Oh, nada de especial, não te preocupes. Olha, tocaram à campainha. - Respondi, olhando para a porta.
- Eu vou abrir. - Disse Stefan, e foi abrir a porta a Matt e Caroline.
Eles aproximaram-se rapidamente para dar os parabéns a Lys, e depois Caroline virou-se para mim com ar muito angustiado.
- Olha-me só o meu vestido! - Balbuciou, preocupada.
Todos os olhares recaíram sobre a minúscula saia do seu vestido, que mal tapava as cuecas de renda pretas. Decididamente ela não podia ir para a festa naquele estado. Baixei-me à sua frente, coloquei as mãos nas ancas dela e fechei os olhos.
- O que é que a Jess vai fazer? - Perguntou Gabriela, curiosa.
- Aumentar-me o vestido, acho eu. - Respondeu Caroline.
E foi isso mesmo que fiz. Em menos de dois minutos o vestido de Caroline já tinha as mesmas medidas de quando o tínhamos comprado. Abri os olhos e levantei-me, para contemplar o ar maravilhado dela.
- Oh, muito obrigada Jess, não sei o que seria da minha vida sem ti! - Guinchou ela, e abraçou-me com força.
E a campainha voltou a tocar nesse momento.
- Quem é que ainda falta? - Perguntou Claúdio, enquanto passava o braço em volta dos ombros de Lys.
- A Bonnie e o Jeremy, devem ser eles.
E eram mesmo. Entraram e foram dar os parabéns a Lys. Foi nesse instante que me apercebi do sorriso orgulhoso e entusiasmado de James. Retribuí-lhe o sorriso. O nosso plano tinha corrido na perfeição.
- Lys, quero que venhas ver o nosso presente. - Disse James, e ofereceu-lhe o braço para ela enrolar o seu.
- O quê? Presente? - Gaguejou ela, espantada.
Fomos todos atrás deles até à porta de entrada, e quando James a abriu e saímos todos para o exterior da casa dela, Lys soltou um grito de espanto ao olhar para o magnífico BMW prateado que estava estacionado em frente à sua casa.
- Oh meu Deus… - Foi tudo o que ela disse.
Tinha os olhos arregalados de choque, a boca aberta num grande "O" e parecia que nem tinha palavras para exprimir o que estava a sentir. Não é todos os dias que os nossos amigos nos dão um bruto carrão.
- É mesmo para mim?! Não estou a sonhar? - Gaguejou ela, com um sorriso enorme e radioso.
- Não. Toma as tuas chaves. Parabéns querida. - Respondeu James, dando-lhe as chaves, que estavam presas a um porta-chaves com um gato branco super querido (os gatos eram os animais preferidos dela, tal como os meus).
- Oh… eu nem sei o que dizer… a sério, acho melhor vocês verem por vocês mesmos. - Riu-se Lys, e estendeu uma mão para mim e outra para James.
Ambos lhes demos as mãos, e ela tinha razão: era melhor vermos o que ela sentia, porque de certeza que Lys não conseguiria demonstrar por palavras toda aquela felicidade que cintilava no seu interior como uma bola de fogo, um autêntico Sol de alegria.
- Parece que acertámos mesmo em cheio. - Comentei, sentindo-me mesmo feliz por ela ter gostado do presente.
- Claro que acertaram! Não me podiam ter dado nada melhor!
- Ainda bem. Ficamos mesmo felizes que tenhas gostado. - Concordou James.
- Obrigada, mil obrigadas mesmo… - Disse Lys, ainda a olhar embasbacada para o seu novo carro.
- Bem malta, agora que já entregaram o presente, acho que está na hora de irmos andando para a festa. - Disse Damon, piscando o olho a Lys.
- Ah sim, claro, tens razão… vamos lá então!
E depois de toda a gente ter reunido os seus pertences, entrámos para os carros uns dos outros - sendo que a carrinha de Stefan era a que levava mais gente - e seguimos todos para a festa de anos de Lys.

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Mensagem por Jenn em Dom Out 02, 2011 11:56 am

cheers
festaaaaa
gosto muito!
james a entrar nu dentro do quarto? #suspiro!!! hahaha
um BMW de presente? só eu que n tenho amigos assim é?! hahaha
caroline meia nua? MUITO BOM!! até admira o damon n a ter gozado um bocado e ter se atirado a ela outro bocadinho!! anda muito decente o nosso Damon!! xDD
o stefan e a sua carrinha MAGICA!! hahah
gostei jess, super leve e divertido!!! xDDD
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Mensagem por Jess Silver em Dom Out 02, 2011 12:11 pm

Jennifer escreveu: cheers
festaaaaa
gosto muito!
james a entrar nu dentro do quarto? #suspiro!!! hahaha
um BMW de presente? só eu que n tenho amigos assim é?! hahaha
caroline meia nua? MUITO BOM!! até admira o damon n a ter gozado um bocado e ter se atirado a ela outro bocadinho!! anda muito decente o nosso Damon!! xDD
o stefan e a sua carrinha MAGICA!! hahah
gostei jess, super leve e divertido!!! xDDD


brigadaa Jenny, fico mt feliz que tenha gostado!!
tou já terminando o proximo cap e vou postar, sinto que vai gostar tanto como deste Wink
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Mensagem por Jess Silver em Dom Out 02, 2011 3:39 pm

Beem gente, hoje ainda tem mais 2 caps porque depois vão ficar durante a semana inteira sem ler nada
então aqui vai mais um, espero que gostem!!
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Mensagem por Jess Silver em Dom Out 02, 2011 3:41 pm

Capítulo 12




Enquanto seguíamos todos até ao recinto da festa, eu ia sentada ao lado de Lys no carro e ela não se calava a agradecer pelo carro maravilhoso que lhe tínhamos dado.
- A sério, como é que vocês fizeram? Aquele carro é caríssimo! - Disse ela, ainda sem conseguir acreditar na sua sorte.
- Pois, mas sabes que para mim e para o James as coisas podem ser à borla de vez em quando. Basta mexer um bocadinho na cabeça dos vendedores do stand de automóveis, fazê-los pensar que deviam mesmo dar-nos o carro de presente, e taram! - Expliquei, e Lys olhou-me com o ar mais chocado do mundo.
- Vocês são incríveis… mas tens a certeza que não vai dar para o torto?
- Não. - Respondi calmamente. - Porque o James também tratou de toda a papelada e seguros do carro. Confia em nós, Lys, este teu novo carro é tão legal como os outros todos. Mas tens de o encarar como um presente nosso… e do stand da BMW.
Toda a gente se riu connosco no carro, e então Stefan disse que estávamos a chegar. Olhámos pelos vidros da carrinha e reparámos na azáfama que ia lá fora, carros de um lado para o outro e muitas pessoas a pé, a dirigir-se para o estádio. A tensão e o entusiasmo eram tão fortes à nossa volta que eu percebi logo que não me devia meter no meio da multidão, porque se tocasse nem que fosse ao de leve em alguma pessoa, seria logo invadida pelo entusiasmo que eles estavam a sentir.
Eu e James treinávamos imenso com os nossos Poderes, aprendíamos a desenvolvê-los e a controlá-los, mas nunca tínhamos sido capazes de entender como bloquear o acesso à mente das pessoas. Era algo que simplesmente não conseguíamos impedir que acontecesse. Por isso quando nos metíamos no meio de uma multidão exaltada era sempre uma dor de cabeça terrível com tantos pensamentos à mistura a invadirem as nossas mentes.
Mas desta vez valia a pena. Era o aniversário de Lys.
- Pronto malta, vou estacionar aqui. O Damon está ali à frente… sim, aqui! - Disse Stefan, acenando para Damon pela janela e fazendo-lhe sinal para o lugar onde queria estacionar.
Depois de terem estacionado, saímos todos dos carros e dirigimo-nos à entrada do enorme estádio onde ia decorrer a festa.
OK, isto não tinha sido organizado por mim e por James. Somos poderosos, mas não tanto assim. Tinha sido apenas uma bela coincidência que o aniversário de Lys fosse na mesma noite da "I Love Rock N' Roll Party". E claro que nós não podíamos faltar a esse evento magnífico.
A "I Love Rock N' Roll Party" era um concerto do género do Rock in Rio, mas que acontecia na cidade vizinha da nossa, aquela onde os meus pais moravam atualmente. Como era demasiado perto para desperdiçarmos a oportunidade, eu e James tínhamos conseguido arranjar bilhetes para todos, e agora íamos assistir ao vivo aos concertos de Paramore, Linkin Park, Red Hot Chili Peppers e as bandas de tributo que cantavam quase todos os temas dos ACDC, Nirvana e Guns N' Roses. Como no meu grupo gostávamos de todos estes artistas, não podíamos desperdiçar a oportunidade de vir assistir ao vivo.
Entrar para o estádio foi a parte mais complicada, mas Tyler e Damon tentaram sempre manter-se entre a multidão e eu e James, para que pudéssemos ficar livre do contacto físico e mental com todas aquelas pessoas que não conhecíamos de lado nenhum. Depois de arranjarmos um bom lugar para ficarmos Damon foi buscar bebidas para todos ao bar que havia na zona lateral do estádio.
- Preparem-se, está quase a começar! - Gritou Jennifer, apontando para o palco no momento em que Damon voltou com as bebidas.
E ela tinha razão. Quando Hayley Williams entrou a correr para o palco e começou a cantar o "Misery Business" com toda aquela energia que a caracterizava, toda a plateia começou a gritar e a bater palmas e a cantar com ela.
Eu adoro ir a concertos. A experiência, a adrenalina, a sensação de termos as batidas da música a pulsar debaixo da nossa pele, os gritos da multidão à nossa volta, era tudo fantástico. Fartámo-nos de saltar, cantar, gritar e rir-nos durante o mega concerto que durou mais de cinco horas, mas sem nunca abrandarmos nem ficarmos cansadas.
Quando cantaram a "The Only Exception" dos Paramore, James pegou-me ao colo e fez-me subir para as suas costas, para me poder sentar sobre os seus ombros e ver melhor o palco. Cantei a letra toda, que sabia de cor, e no fim, enquanto toda a gente aplaudia e gritava pela Hayley, James desceu-me das suas costas e beijou-me intensamente, com uma paixão que me fez rodopiar num misto de adrenalina e alegria e êxtase.
"But darling you are the only exception, you are the only exception, and you are the only exception to me" cantou ele na minha mente, e depois tornou a beijar-me.
E naquele momento eu senti com uma intensidade tão grande que o meu lugar era ao seu lado, e que nunca ninguém seria capaz de me fazer sentir melhor e mais feliz do que James fazia, que soube que não importava o que acontecesse, quando dizíamos que ficaríamos juntos para sempre era mesmo a verdade.
Depois Hayley começou a cantar o "Monster" e voltámos a concentrar-nos na música.
O concerto correu maravilhosamente bem. Jennifer e Damon estavam super divertidos e românticos, parecia que tinham voltado à adolescência e ao mesmo tempo pareciam duas crianças antes de receber as prendas de Natal, Gabriela e Tyler estavam super queridos também e mais ainda depois de ele lhe ter dedicado a "Patience" dos Guns N' Roses, Caroline e Matt e Stefan e Elena também estavam muito animados, enfim no geral toda a gente estava a adorar, e Lys estava simplesmente radiante, tão feliz que cada vez que eu lhe tocava apanhava um choque eléctrico de felicidade em larga escala.
O concerto prolongou-se por toda a noite e madrugada, e quando acabou a plateia ficou mais de dez minutos seguidos a aplaudir sem parar. Depois começaram a sair do estádio, e eu sentia-me tão cansada que deixei apenas que James me arrastasse consigo para o exterior do estádio e me enfiasse na carrinha de Stefan, meio deitada em cima de Elena meio abraçada a Lys, e seguimos todos para casa da última.
Agora vinha a segunda parte da festa. Porque festa não é festa sem Damon se embebedar completamente e se atirar a toda a gente, para depois ouvir Jennifer ralhar com ele e acabarem a comer-se no sofá, sem quererem saber de quem estiver por perto a ver. já estávamos tão habituado à relação deles que já nem dizíamos nada.
E foi assim mesmo que acabou a nossa noite. Ficámos todos em casa de Lys e Cláudio, acabámos com as reservas deles de whisky, vodka e cerveja, fartámo-nos de jogar ao Guitar Hero e ao Sing Star como se fôssemos um bando de miúdos de 13 anos, e acabámos todos a dormir na sala, uns por cima dos outros, só em roupa interior e completamente bêbedos.
A última coisa de que me lembro antes de adormecer nos braços de James foi Lys a rastejar para junto de mim e a dar-me um beijo na cara.
- Obrigada Jess. Este foi o melhor aniversário da minha vida.
- De nada. Ainda bem que conseguíssemos fazer-te feliz. - Murmurei, com um sorriso mas já de olhos fechados.
Depois Lys deitou a cabeça em cima da minha barriga e adormecemos as duas profundamente, sem sequer ouvirmos os risinhos perversos de Jennifer e Damon (que tinham reclamado o sofá mais confortável para lá dormirem e fazerem outras coisas) e Stefan e Elena a reclamarem com eles por estarem a fazer sexo em público.
Uma coisa era certa: sóbrios ou completamente bêbedos, o Grupo Maravilha continuava a ser o grupo mais unido do mundo, e aquela noite foi uma das melhores da nossa vida.

Jess Silver
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Disaster (Trilogia do Halloween) - Página 4 Empty Re: Disaster (Trilogia do Halloween)

Mensagem por Jenn em Dom Out 02, 2011 4:29 pm


o concerto foi UAU, realmente essa cena deles entrarem nas mentes dos outros deve ser explosivo em lugares publicos, mas lá estão o damon e tyler, seguranças man, pra cuidar do assunto!!
é mesmo fixe que o facto deles serem" todos" casalinhos, n interferir na dinamica do grupo!! gosta tanto disso!!
se n fosse eu e o damon as festas n seriam a mesma coisa!?
adoro singstar!! é tao bom ser criança!!!
sexo em publico? affraid
que escandalo VIVA A MIM E AO DAMONZINHO adoreiii tu sabes!!!
SOFÁS , MESAS DE JANTAR, estou a começar a ganhar um carinho especial por alguns moveis em concreto!!! xDD

parabens lys, grande festa!! xDD
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Mensagem por Jenn em Dom Out 02, 2011 4:31 pm

acrescento que o stefan e a elena sao uns chatos pah!!! xDD
nos nem tavamos a fazer nada de mais caramba!!
lololololol
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