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Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por NandaSalvatore em Seg Dez 26, 2011 5:04 pm

Dem

Adorei o cap
Tadinha da Samy
Tá sentindo a dor por ter matado a Magg
Adorei a forma como ela difere o amor entre a familia e para o Greg
Pelo menos o Damon foi o primeiro a se tocar q a Sammy não ia fugir
Adorei o flashback
Bjs
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Dom Jan 01, 2012 4:13 pm

NandaSalvatore escreveu:Dem

Adorei o cap
Tadinha da Samy
Tá sentindo a dor por ter matado a Magg
Adorei a forma como ela difere o amor entre a familia e para o Greg
Pelo menos o Damon foi o primeiro a se tocar q a Sammy não ia fugir
Adorei o flashback
Bjs


Obg Nanda fico muito feliz que tenha gostado =)
nosso Damon é esperto e conhece a Samy kkkk
bjos linda
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Vaanny em Dom Jan 01, 2012 5:50 pm

Filhoota, desculpa ainda não ter comentado a último cap. Embarassed
mas pode deixar que logo eu venho aqui com um coment decente.
não fique brava com sua mamis desnaturada. '-'
te amo filha linda
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 02, 2012 1:45 pm

Wonnnn mamy nao se preocupe
sem problemas, quando de vc aparece =D
bjos mamy linda
te amooooo
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 02, 2012 7:52 pm


Capitulo 24- Um estranho

As horas se arrastavam de forma monótona, cada segundo parecendo uma eternidade de dor. O sol já havia nascido e se escondido duas vezes, mas Samantha continuava do mesmo modo que havia chegado ali há dois dias.

Samantha sentia frio, mas não era o frio de inverno ao quão estamos acostumados. Era um frio que a invadia por dentro, como se o inverno estivesse dentro dela. Congelava seus ossos.

Era tanta coisa acontecendo em tão pouco tempo que a deixava confusa.

E é nessas horas que eles sempre surgem os : “ E se’s” ?

Os pensamentos de Samantha estavam sendo dominados por eles. “E se” ela houvesse morrido juntamente com seus pais? “E se” seus pais nunca tivessem morrido? “E se” eles tivessem conseguido sobreviver? “E se” Samantha nunca tivesse conhecido Damon, Stefan ou Giuseppe? “E se” Giuseppe não houvesse permitido que Katherine se alojasse na mansão dos Salvatores? Como seria a vida de Samantha se alguns desses “e se” tivessem realmente existido?

E se... E se... E se. Simples palavras, mas que tem o poder de atormentar quando se alojam em nossos pensamentos.

Será que algum dia ela havia tido uma chance de ser uma pessoa normal? Sem nada de sobrenatural.

Samantha sabia que não. Sabia que nunca houvera uma única chance de ela ser normal. Mesmo que Katherine não houvesse aparecido ela não seria como qualquer outro humano. Ela havia nascido destinada a ser diferente, e por mero capricho o destino havia tornado tudo de certa forma pior.

O que ela faria agora? Ela poderia voltar a viver com seu pai e seus irmãos?

Samantha imaginou a cara deles quando soubesse que ela havia matado Margareth, que ela havia chupado seu sangue até que não sobrasse nenhuma mínima gota.

Imaginou seus rostos se transformando em uma mascara de vergonha, desonra, magoa e aversão. Eles sentiriam nojo dela.

Mas e Katherine? O que aconteceria com ela? Ela iria deixa-los em paz agora? Iria deixa-los ser feliz? Afinal sua vingança era contra Samantha e não contra eles. E ela já havia conseguindo com que Samantha chegasse ao fundo do poço. Não havia motivos para ela querer acabar com a vida deles também.

Da entrada da caverna Samantha ouviu um barulho. Parecia ser passos. Tentou abrir os olhos, mas uma sensação estranha a invadiu. Era como se tivesse perdido todos os sentidos. Seus músculos não a obedeciam, seus olhos mostravam imagens como se fossem vultos desconexos, o som era como ecos vindos de longe, seu nariz estava incapacitado de sentir qualquer cheiro.

O que estava acontecendo com ela? Estava ficando doida? Em algum momento ela havia batido a cabeça? É claro que havia, o difícil era saber qual das batidas havia afetado seu cérebro.

Ou não era nada com seu cérebro?

Alguém havia se aproximado (ou era mais de uma pessoa?). Sentiu vários vultos se ajoelhando perto dela, e em seguida era como se varias mãos estivessem medindo seus pulsos e analisando seus ferimentos.

Após seu pulso ser colocado de volta ao lugar sentia algo tocar seu pescoço e ouviu um urro de frustação. Seus ferimentos deveriam estar horríveis.

Pelo visto a gravidade do ferimento havia assustado quem quer que fosse, pois estava (ou estavam) se afastando.

Mas espera ai...

“Não, não, não. Não é possível. Deixem Margareth em paz. Agora nem os mortos podem descansar sem interrupção? Nem pensem em tocar nela”. – Samantha tentou falar, mas sua língua não a obedecia, fazendo com que sua mente gritasse em reprovação.

Os vultos estavam se encaminhando para a direção em que Samantha havia deixado Margareth.

Eles eram tão covardes que precisavam agir em um grupo tão grande?

Dez...Vinte...Trinta...

“Por que seus movimentos são todos iguais?”

Todos os vultos haviam se abaixado ao mesmo tempo ao lado de Margareth.

“São sombras? Ai meu Deus eu to ficando loca. Hey já mandei deixarem-na em paz. Saem dai vamos, saiam”.

Samantha tentava gritar, mas não encontrava sua própria voz.

Os vultos levantaram Margareth.

“A não, não pode ser agora estou vendo diversas Margareth’s, querida mente já esta bom o suficiente eu me sentir culpada pela morte de uma Margareth, não preciso de dezenas de Magh's mortas para me sentir um monstro. Vai agora volte ao normal, chega de brincar de pique-esconde, devolva minha voz, devolva o controle sobre o meu corpo. CHEGA”.

Samantha usou toda sua raiva contra sua própria mente, tudo que conseguiu fazer foi soltar um grunhido que lembrava algo como um "Magh" saído da boca de um cavalo.

Seus olhos se arregalaram assustada com o modo que sua voz havia saído, mas havia servido para que os vultos parassem e olhassem na direção dela. Eles não passavam de simples formas solidas e negras.

-Não se preocupe, irei enterrá-la, – as palavras saiam como ecos, como varias vozes falando ao mesmo tempo, dentro de um grande ambiente fechado – acho que você não está em condições de fazer isso. – dizendo isso os vultos saíram.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Os momentos seguintes passaram de forma lenta e depreciativa. Samantha queria sair, ir atrás do estranho, ou estranhos, sabe-se lá quem ou quantos eram, só sabia que queria Margareth. Assim como queria saber por que sua mente estava tão confusa.

Seus ferimentos a incomodavam, seus músculos queimavam e não davam a mínima para os comandos que recebiam.

Samantha fechou os olhos, sentindo o vazio dentro de si mesma aumentar.

Quando ouviu novamente passos voltando não sabia se havia passado, horas dias ou minutos.

Sua mente estava mais clara, Agora ela percebia. Nunca havia sido mais de um. Era apenas um homem o tempo todo. Sua visão ainda estava embaçada e sua mente confusa, mas era agradável descobrir que não era uma multidão que a rodeava mas sim apenas um. Uma pessoa vendo naquele estado já estava de bom tamanho para completar sua lista de vexames.

Samantha tentou enxergar o rosto do estranho, mas não conseguiu, ele não passava de uma simples sombra.

O problema estava nela, ou no estranho?

-Quem é você? – ao menos sua voz ela havia conseguido reencontrar. – O que fez com Margareth? – tentava por o máximo de autoridade que conseguia, mas não estava tendo um resultado muito satisfatório.

-A enterrei aqui perto, quando você melhorar poderá visitar seu tumulo. – Os ecos na voz dele continuavam o que tornava impossível decifrar o tom dela – Achei que seria melhor enterra-la logo.

Samantha esperou alguns minutos pra ver se ele continuava, mas não continuou.

Ele a estava ajudando?

-Quem é você? – perguntou novamente.

-Isso não é de fato importante. Agora o importante é decidir o que faremos com você.

-Simples, apenas me mate. Acredite, será o melhor para todos.

-Não, não acho que seria o melhor. Agora engula isso.

Samantha engasgou ao sentir o que parecia ser uma espécie de raiz ser enfiada em sua boca.

-O que é isso? – perguntou cuspindo as palavras entre o engasgo.

-Ira facilitar para que você se recupere de maneira mais rápida.

-O que você é?

-Mais uma vez: isso não tem importância. – Samantha sentiu mãos fortes e quentes erguendo seu pulso, e em seguida uma lamina cortou sua pele.

-O que você esta fazendo? – perguntou serrando os dentes ao sentir o novo ferimento para sua coleção.

Ele não respondeu. Samantha o observou e arquejou surpresa ao ver que ele estava cortando os próprios pulsos também, misturando seu sangue ao dela na ponta da faca que estava em suas mãos.

Lentamente ele começou a abaixar a faca em direção ao pescoço de Samantha.

Samantha arregalou os olhos para em seguida fecha-los esperando a dor final, mas ela não veio.

Ainda de olhos fechados ouviu uma risada baixa.

-Calma Samantha não irei lhe matar.

Seus olhos voltaram a se abrir se arregalando novamente: como ele sabia seu nome? Quem ele era?

-Como...- sua voz saiu tremida e foi interrompida antes mesmo de terminar.

Ele havia se abaixado em direção a ele e segurava o colar que havia pertencido a sua mãe, e que Giuseppe havia entregado a ela há pouco tempo.

As últimas gotas de sangue pingavam da faca para o colar e surpreendentemente o colar sugava rapidamente cada gota.

Ele se aproximou um pouco mais, o suficiente para que Samantha sentisse as ondas de calor que emanavam do corpo dele.

A última gota caiu e ele voltou a sua posição normal.

-Isso vai permitir que você ande no sol sem correr risco de virar cinzas.

Ok. Aquilo estava ficando cada vez mais estranho. Estranho a ponto de fazer Samantha se perder e não saber qual pergunta fazer primeiro: Como ele sabia que o sol a machucava? Como sabia seu nome? Por que o colar de sua mãe? Por que o sangue dos dois? Quem era ele? O que ele queria? Por que estava ajudando? O que ele iria querer em troca?

-O colar possui alguns detalhes em lapiz lazuli, o que torna possível com que isso funcione. Seu pulso ira sarar rapidamente, pois não passa de um ferimento normal, e digamos assim que aceleração de ferimentos é um dos benefícios que você possui agora.

O cérebro de Samantha trabalhava a mil. Lapiz lazuli? Mais uma das coisas que não fazia sentido algum.

-Lapis lazuli permite aos vampiros andarem no sol, é claro, com algumas complementações.

“A não, não vai me dizer que ele pode ler meus pensamentos?”

-Não eu não posso ler seus pensamentos, – respondeu fazendo Samantha ofegar mais uma vez surpresa – é apenas seu rosto... Suas expressões estão demostrando o que você está pensando... Então fica fácil adivinhar quais são suas duvidas.

Samantha fechou a cara. Ela não gostava que suas expressões fossem tão facilmente decifradas. Sentia-se vulnerável.

Seus pensamentos foram interrompidos quando viu que ele estava se levantando e indo em direção à saída:

-Hey, espere, você não pode sair dessa maneira, preciso saber, por que você me ajudou? O que vai querer em troca? Quem você é? O que você é? Como sabe quem eu sou e... - sua voz se tornou mais baixa e desolada – o que eu sou?

Ele parou, parecia tenso.

-Agora você é uma vampira. Somente uma vampira, mas acima de tudo... Você é Samantha – o eco ainda estava presente na voz dele, assim como durante todo o resto da conversa, mas Samantha pensou ter visto um sorriso no meio de toda aquela sombra – E pelo visto é alguém que adora fazer perguntas. – Ele deu mais alguns passos em direção à saída – E quanto ao que eu quero em troca, é simples... Apenas sobreviva.

Dizendo isso saiu deixando Samantha mais confusa do que nunca.

Quem era ele? Como ela a conhecia? E o que ele queria dizer com “somente uma vampira”? Ele sabia sobre os outros dois lados dela?

E... Que caminho ela seguiria agora? Ela era uma vampira, mas não suportaria carregar a morte de outras pessoas nas costas, não suportaria viver as custas da morte de outros.

Com esses pensamentos o sono foi se apossando de Samantha, até tirar sua consciência por completo e deixar toda a dor adormecida. Era o melhor presente que ela poderia receber: dormir e ficar ao menos algum instante sem sentir nada.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Continua...


Última edição por Den!se ;D em Ter Maio 01, 2012 3:53 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 02, 2012 7:55 pm

Mais um meninas
esta na pagina 17
espero que gostem =)
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por NandaSalvatore em Sab Jan 07, 2012 8:24 pm

Tadinha da Sammy
Sofrendo tanto!
Que bom que ajudaram ela!
Quem é esse homem misterioso?
Eu fiquei curiosa
Bjs
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Bia Pierce em Qua Jan 11, 2012 7:57 pm

ownnnt
adorei o cap
a samantha sofre
sofre e sofre
quem é essa pessoa?
ele vai ajudar ela mesmo?
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 16, 2012 6:12 pm

NandaSalvatore escreveu:Tadinha da Sammy
Sofrendo tanto!
Que bom que ajudaram ela!
Quem é esse homem misterioso?
Eu fiquei curiosa
Bjs

Logo as coisas vao melhorar por lado da Samy =)
e mais pra frente eu vo explicar direitinho quem é esse homem kkkk
bjao Nanda


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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 16, 2012 6:15 pm

Bia Pierce escreveu:ownnnt
adorei o cap
a samantha sofre
sofre e sofre
quem é essa pessoa?
ele vai ajudar ela mesmo?

kkkk tadinha da Samantha ne Bia? mas logo vai ficar melhor =)
e por incrivel que pareça a Samantha teve sorte e apareceu alguem que a ajudou kkkk ao menos isso de bom
fico muito feliz mesmo que vc tenha gostado Bia =)
bjao linda
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 23, 2012 4:47 pm


Capitulo 25- Troy Blayker

Foi um sono que poderia ser descrito em uma única palavra: maravilhoso.

Fez com que Samantha escapasse durante varias horas da terrível realidade que a cercava. Esquecer tudo e todos, esquecer quem ela era e... O que ela era. Deixou sua mente completamente livre de qualquer pensamento, nem mesmo pesadelos a atormentaram. Um sono leve e tranquilo. Exatamente o que Samantha precisava.

Quando acordou o sol devia estar começando a nascer, pois um brilho fraco iluminava a entrada da caverna.

Por mais que o estranho houvesse avisado que os ferimentos de Samantha iriam se curar rápido, Samantha se surpreendeu ao constatar que o seu pulso já estava normal sem nem sequer sinal de qualquer corte, e todos os outros ferimentos já haviam parado de sangrar e começavam a criar uma fina película de pele por cima.

Fisicamente ela se sentia bem melhor.

Mas agora havia chegado a hora dela tomar uma decisão: que rumo tomaria sua vida dali pra frente.

Ela conseguia enxergar duas alternativas:

A primeira era se entregar por completo a seus instintos e se tornar uma predadora, uma assassina.

A segunda era enfiar uma estaca no próprio coração e se impedir de tirar a vida de qualquer outra pessoa.

Mas por algum motivo ela não conseguia escolher nenhuma delas. Tanto uma como a outra representavam fraqueza.

A primeira pelo fato dela ser fraca e se entregar a seus desejos.

A segunda por representar a desistência e o fracasso.

Samantha não suportava o fato de ser tomada como fracassada. Seu orgulho a impedia de incluir a fraqueza em seu vocabulário.

De certa forma ela havia sido criada dessa maneira. Varias lembranças lhe viam a cabeça quando pensava em desistir. Uma delas era de quando seus pais biológicos ainda estavam vivos.

Flashback

Samantha estava com dois anos na época. Seus cabelos eram de um amarelo brilhoso e sedoso. Seus olhos um vulcão de chocolate: quentes e penetrantes. Profundos e brilhantes.

Ela corria gritando e rindo ao mesmo tempo, suas perninhas se esforçavam para correr o mais rápido possível.

-Vamos Carmelo, nós já estamos alcançando Samantha. Samantha você sabe que não consegue vencer quando eu e Carmelo estamos unidos.

Christian corria da forma mais lenta possível para deixar Samantha abrir vantagem.

Carmelo, o cachorro, que havia ganhado esse nome graças a uma falha tentativa de Samantha falar caramelo devido a sua cor, corria em forma de ziguezague entre as pernas de Christian, latindo freneticamente e balançando o rabo sem parar.

Era uma daquelas cenas que ao observamos se torna impossível impedir que um sorriso brote em nossos rostos: a garotinha correndo e rindo sem parar. O pai correndo atrás dela. E pra completar o cachorro maluco com a língua de fora.

Samantha corria sem parar, até que seu pé se prendeu em um buraco que estava escondido entre as folhas, fazendo com que ela caísse de cara no chão.

Assim que caiu começou a chorar.

Christian se aproximou cruzando os braços, e parou de frente para Samantha.

Carmelo se sentou perto das pernas dele ainda com a língua pendendo de um dos lados da boca e o rabo parecendo um abanador batendo no chão.

Samantha ergueu os olhos lacrimejantes para o pai. Christian ergueu uma das sobrancelhas com um sorriso no rosto.

-Foi só um tombo Samantha, você não se machucou. Agora levante.

Ela continuou o encarando como que pedindo ajuda.

Christian não se moveu.

-Você da conta de levantar sozinha. Agora não perca tempo ai caída feito uma manga madura. Levante. - ele falava de forma firme, mas não bruta, era como se a desafiasse.

Samantha enrugou o rosto e começou a chorar mais alto.

Christian se sentou em um tronco por perto, ainda encarando a filha com seus olhos um tom de castanho mais escuro que o dela.

-Não seja fraca Samantha, não criei você para ficar chorando sem procurar uma solução. Você vai cair muitas vezes ainda, e nem sempre alguém vai estar do seu lado pra te ajudar a levantar, levante pra já ir se preparando para o próximo tombo.

Samantha o encarou mais uma vez fazendo uma careta pra ele, levantou e saiu correndo em direção a casa.

Entrou e foi direto abraçar as pernas da mãe, que estava ocupada reaproveitando um de seus vestidos antigos para fazer um novo para Samantha.

Vendo a filha chorar Anne se abaixou abraçando fortemente Samantha e deitando sua cabeça em seus ombros.

-Calma... Calma meu anjo, está tudo bem, shiii... – sua voz era suave e gentil.

O choro de Samantha se tornou uma sucessão de soluços descoordenados.

-Agora me diz o que aconteceu meu bem?

Antes de Samantha responder Christian entrou sorrindo indo em direção a elas.

-Foi só um tombinho de nada.

-Chris já te falei pra você pegar leve com ela, ela não passa de uma criança.

-Ela não vai ser uma criança para sempre amor, e precisa aprender que o mundo não é exatamente as mil maravilhas.

-Ela ainda tem tempo para aprender isso.

-Mas é melhor começarmos desde já, é melhor do que ela ter que aprender com o mundo mais tarde.

Christian pegou Samantha no colo, jogando-a no ar e a pegando novamente.

Samantha fez uma careta para ele:

-Chalato- disse furiosa.

Christian gargalhou, achando graça a pronuncia errada da filha e sua tentativa de fúria. Anne também estava sorrindo e Carmelo latia em seus pés.

-Sou um chalato, mas continuo sendo seu pai. - respondeu segurando Samantha com um dos braços enquanto com o outro fazia cocegas, e a enchia de beijos.

Samantha falhou na tentativa de segurar o riso arrancando outra gargalhada de Christian e um imenso sorriso de sua mãe.

Fim do flashback

A lembrança fez Samantha sorrir por breves minutos.

Ele não iria querer que ela desistisse, mas ela havia se tornado algo que ele havia passado a vida inteira caçando e destruído, algo que havia provocado a sua morte e a morte de umas das pessoas que mais amava.

O que aconteceria se ele ainda estivesse vivo e Samantha fosse uma vampira? Ele a mataria?

Samantha não sabia o que fazer consigo mesma.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

-Nenhum sinal. Nada. Mas isso não é possível tem que haver alguma coisa. - Stefan limpava a testa suada.

Damon socou uma arvore

Pássaros saíram em debandada fazendo os dois cavalos se assustarem e relincharem.

-Tem que ter alguma coisa. - Stefan continuou, andando de um lado para outro – Já faz uma semana e nada, nenhuma pista.

Damon escorou a cabeça na arvore fechando os olhos.

Um trovão cortou o céu.

-Vamos voltar. Cansei. – Damon falou de repente.

Stefan concordou.

-Sim é melhor, a chuva não vai demorar a começar a cair. Amanha continuamos.

-Não.

-O que? - Stefan olhou para Damon surpreso – Amanha a chuva já vai ter passado Damon, podemos continuar.

-Já falei Stefan: cansei. Estou à semana inteira andando o dia inteiro em cima desse maldito cavalo, e como você acabou de dizer: não achamos nada. Se tivesse alguma coisa para ser achada, já teríamos encontrado. E agora a chuva vai apagar qualquer coisa que pudesse ser encontrada.

-Mas...

-Já disse Stefan cansei, isso já me cansou. Não aguento mais, todo dia acordo com a esperança de encontrá-la e depois acaba sendo tudo apenas mais uma decepção.

-Mas ela é nossa irmã Damon.

-E você acha que não sei disso Stefan? Acha que não sei que nossas vidas nunca será a mesma sem ela? Essa cidade não será a mesma sem ela. O lugar dela vai passar a ficar sempre vazio na mesa. Ela não vai mais estar lá todo dia logo de manha me enchendo o saco falando pra mim ser menos sarcástico e blá, blá, blá. Eu não vou mais poder roubar a xícara de chá dela lotada de açúcar. Quer saber de uma coisa Stefan? - Damon despejava tudo de uma vez de forma rápida, seu rosto era uma mascara de dor, Stefan o encarava sem saber o que dizer – quer saber? … Eu a amo. A-M-O. A-m-o aquela garota implicante, teimosa, sabichona, orgulhosa e com a risada mais esquisita que já vi. Eu amo nossa irmã. Nossa vida vai ser um tédio sem ela berrando pela casa e o papai a mandando ficar quieta. Tudo vai se tornar insuportavelmente normal, sem novidades, sabe por quê? Porque não teremos ela pra nos obrigar a ver o vento balançar as folhas das arvores como se fosse a coisa mais magnifica do mundo. Não sei como ela conseguia Stefan, mas ela sempre deixava tudo perfeito. Sempre. - Dizendo isso Damon montou o cavalo e saiu em disparada na direção à mansão.

Stefan o imitou e quando o alcançou disse simplesmente:

-Eu não vou desistir de procurá-la.

-Vai ser perca de tempo, não ira encontrá-la. - mas dizendo isso Damon pensava:

“Também não desistirei até a encontrá-la. E irei te dar uma boa lição quando te achar Samantha, me aguarde”.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Cada dia havia demorado uma eternidade para passar. Samantha não havia saído da caverna. Ela tinha medo, medo do que poderia fazer caso saísse.

A fome a dominava. Sua garganta ardia de tão seca. Em suas veias parecia correr areia grossa no lugar de sangue.

Seus machucados já estavam completamente curados, mas ela ainda não havia tomado uma decisão.

Ela precisava ver sua família, saber se estavam bem, mas e se ela representasse mais perigo para eles do que a própria Katherine?

Um arrepio a percorreu ao imaginar os corpos de Stefan, Damon e Giuseppe, caídos sem vidas aos seus pés, enquanto ela saboreava o sangue deles.

-Oi.

Samantha deu um pulo indo parar no canto mais distante da caverna.

Primeiramente seus olhos haviam se arregalado de susto, mas depois se arregalaram mais quando viu o cara que estava parado logo a sua frente.

A primeira coisa que se passou por sua cabeça foi que ela havia morrido e um anjo havia vindo buscá-la. Mas aquilo não fazia sentindo.

O currículo dela não estava dos melhores para que um anjo vinhesse buscá-la. Ela havia matado alguém que era como uma mãe para ela, e ainda havia sido a culpada pela morte de seus pais e do cara que ela provavelmente estava apaixonada, assim como o melhor amigo dele.

Ela também sempre fora teimosa, e muitas vezes orgulhosa a ponto de não admitir quando errava. Até varias plantinhas ela já havia matado por excesso de água (Damon havia tirado sarro dela meses a fio por causa desse incidente). E também se ele era anjo onde estava suas assas e sua aureola? Anjo tem assa e aureola não tem? Ao menos ela imaginava que sim.

Quem ele era?

Seus cabelos loiros possuíam leves ondas que davam a sensação de movimento, seus olhos eram de um azul que parecia cristais de tão claros e brilhantes, seus lábios se curvavam em um sorriso receoso criando covinhas em suas bochechas.

Ele era mais alto que Stefan e a forma com que seus músculos se desenhavam na camiseta de algodão branca fazia lembrar Greg, Samantha sentiu uma onda de calor ao lembrar-se dele. A luz fraca do sol batia sobre o “anjo sem assas” fazendo sua pele que continha um leve bronzeado, brilhar.

Ela não fazia noção de quem ele era, e ficou imaginando se Katherine havia a encontrado ali e colocado uma plaquinha na caverna com os dizeres: Destinada ao fracasso logo à frente.

O estranho se aproximou lentamente de Samantha, seus passos eram firmes, mas não faziam nenhum ruído no chão arenoso.

-Oi- disse novamente, sua voz parecia uma musiquinha de ninar: suave e viva. Passava calma, mas dava vontade de escutar a todo instante. Viciante.

Samantha não respondeu e se encolheu mais contra a parede quando ele se acrocou ao lado dela.

-Meu nome é Troy. Troy Blayker, e você qual é seu nome?

-Quem é você?

-Como lhe disse meu nome é Troy, e assim como você – ele indicou Samantha com o queixo – sou um vampiro, só que é claro, um “pouquinho” mais velho. – ele sorriu novamente.

Samantha o empurrou para trás e correu para o outro lado da caverna se encolhendo e se escondendo atrás dos próprios braços.

“Vampiro como Katherine? ou... como Greg?”- assim que pensou em Greg veio a sua cabeça que ela não sabia exatamente como ele era.

Troy se levantou estendendo as mãos para frente em sinal de paz.

-Não quero te fazer mal, só pensei que poderia te ajudar. Já passei por isso e sei que esta longe de se encaixar na categoria de coisas fáceis.

Samantha não falou nada.

-Eu estava passando aqui por perto e senti sua presença, e resolvi vim ver o que havia acontecido. Mas me diga faz quanto tempo que você está aqui?

-Sentiu minha presença? - Samantha ignorou a pergunta dele e lentamente abaixou os braços para que pudesse encará-lo.

-Sim, com o tempo você consegue fazer isso. E também vai conseguir controlar mais seus sentimentos e o desejo pelo sangue.

-E por que você diz que poderia me ajudar? Você não iria querer me ajudar, eu sou um monstro.

-Sei bem como é se sentir assim, mas sabe... Somos nós quem decidimos se queremos ser monstros ou não. Eu diria que monstro é quem fez isso com você.

Samantha tentou se comparar a Katherine. Elas eram iguais?

-Você não me conhece, eu fui capaz de matar uma das pessoas que mais amava.

O rosto de Troy ganhou uma expressão de dor

Se aproximou um pouco mais de Samantha estendendo a mão pra pegar a mão dela, mas ela a afastou e ele puxou rapidamente a sua de volta.

-Você não tem culpa, é praticamente impossível manter o controle. Eu sei que a culpa deve estar te destruindo, mas sabe, eu... eu queria que você aceitasse minha ajuda. Se você fosse um monstro você não sentiria culpa, não se arrependeria, e você senti culpa e se arrepende, eu posso te ajudar a se controlar.

-Eu não vou conseguir me controlar, é...é...é tanto desejo que chega doer... minha garganta seca... eu...eu saio fora de mim só de sentir o cheiro do sangue... os batimentos... parece uma musica que me aproxima mais e me embebeda de prazer, o sangue correndo nas veias me da água na boca. - Samantha falava tão rapidamente – e você não pode me ajudar. Ninguém pode me ajudar EU MATEI MARGARETH. EU SOU UM MONTRO.

Troy abaixou os olhos fechando as mãos em punhos e falou:

-E eu matei minha... mãe.

Era como se tivessem jogado um balde de água fria em Samantha ela sentiu o mundo girar ao seu redor. Não sabia o que falar, o que fazer.

Formou-se um silencio constrangedor entre os dois. Troy encostou a cabeça na parede.

Samantha mordeu seu próprio lábio e se xingou mentalmente.

Depois de mais um tempo finalmente tomou coragem e falou:

-Meu nome...meu nome é Samantha. Samantha Dellafried Salvatore.

Samantha estendeu a mão o encarando.

Ele sorriu, e novamente as covinhas apareceram em seu rosto.

Ele esticou a mão e apertou a de Samantha contra a sua:

-Prazer Samantha. Nome grandinho o seu, não?

Samantha havia acabado de descobrir: ela era fã de sorrisos com covinhas.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Continua


Última edição por Den!se ;D em Ter Maio 01, 2012 4:07 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 23, 2012 4:48 pm

Mais um meninas, espero que nao tenha ficado muito ruim
bjos
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por isabela c tonon em Seg Jan 23, 2012 4:58 pm

Dê,
mi amore
me desculpa pela a demora,
eu não tenho desculpa a não ser a preguiça.
mas hj eu comecei a ler a tua fic ok???
só espere eu me att em todos os capt
que eu faço um big e completo coment pra vc ok????
me desculpa de vdd, mas eu sou meio preguiçosa. Embarassed
e tenho o tempo super limitado no pc.
mas lá pra semana que vem eu já li todos os capt ok???
eu li a primeira pag e me apaixonei.
muito bom.
bjinhos linda.
me perdoa de vdd
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Bia Pierce em Ter Jan 24, 2012 9:01 am

ownnn >.<
muiiito bonitinho o capt
sinto muita dó da samantha
ela sofre muito
tadinho do tetefan e do damonzinho
com sdd dela
quem é esse troy
gostei dele >.<
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Qui Jan 26, 2012 4:41 pm

isabela c tonon escreveu:Dê,
mi amore
me desculpa pela a demora,
eu não tenho desculpa a não ser a preguiça.
mas hj eu comecei a ler a tua fic ok???
só espere eu me att em todos os capt
que eu faço um big e completo coment pra vc ok????
me desculpa de vdd, mas eu sou meio preguiçosa. Embarassed
e tenho o tempo super limitado no pc.
mas lá pra semana que vem eu já li todos os capt ok???
eu li a primeira pag e me apaixonei.
muito bom.
bjinhos linda.
me perdoa de vdd

Isa que bom te ver aqui linda \0/
nem precisa pedir desculpa amre sme bem como é, e sao tantas fics pra gente acompanhar que sempre falta tempo kkkk
vou esperar seu coment e espero que vc goste da fic Embarassed
bjao linda e obrigada por passar por aqui =)
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Qui Jan 26, 2012 4:45 pm

Bia Pierce escreveu:ownnn >.<
muiiito bonitinho o capt
sinto muita dó da samantha
ela sofre muito
tadinho do tetefan e do damonzinho
com sdd dela
quem é esse troy
gostei dele >.<

Aos pouqinhos as coisas vao melhorando pra Samantha Wink
o Troy vai ajudar bastante ela \o/ kkkk
nos proximos caps vai ser revelado mais coisas sobre ele
Damonzito e Tefinha vao sentir falta da irma, mas eles ainda vao rever ela kkkk
obg pelo coment Bia e fico super feliz por vc ter gostado
bjao linda
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Fev 06, 2012 4:13 pm



Capitulo 26 - Aprisionada

-E então quem fez isso com você Samy?... Éh... Posso te chamar assim? – perguntou hesitando ao ver a careta de Samantha.

-Não sei ao certo.

Troy assentiu:

-Eles te chamavam assim não é?... Quero dizer sua família.

Samantha assentiu.

Os dois fizeram um breve silencio que foi quebrado por Troy.

-Mas me diz... Quem foi que te transformou?

Uma expressão de ódio tomou conta do rosto de Samantha.

Ficou calada por alguns segundos antes de dizer:

-O nome dela é Katherine.

-Katherine... E que motivos ela tinha para te transformar? Quero dizer... A maioria das vezes vampiros apenas matam, e se transformam é porque tem alguma ligação forte com o humano em questão.

Samantha riu ironicamente.

-Sim nos tínhamos uma forte ligação... De ódio. – Troy fez cara de quem não havia entendido nada – Ela queria vingança.

-Vingança? Por que ela iria querer vingança?

-Por eu ter escapado dela na primeira vez.

-Como assim “na primeira vez”?

Samantha suspirou antes de começar:

-Quando eu estava com seis anos meus pais foram mortos, por ela e mais alguns, e era pra eu ter sido morta também, mas eu escapei.

Troy soltou uma exclamação de surpresa:

-Caracolas... – soltou um assovio baixo - Mas... Espera ai... Você disse “ela e mais alguns”? Por que alguns?

-Ela estava com alguns outros vampiros e uma bruxa.

-Por que tantos? Quer dizer... Não são preciso mais de um vampiro para matar vários huma....

Samantha percebeu pela cara dele que ele já devia ter encaixado tudo. Seus olhos estavam arregalados e sua boca formava um exato “O”.

-Quem eram seus pais?... O que eles eram.

Samantha ficou calada achando que já havia falado de mais.

-Vampiros e uma bruxa? – ele continuava se debatendo consigo mesmo – é difícil vampiros e bruxas trabalharem juntos.

-Essa bruxa devia ser criada de Katherine.

-Isso faz cada vez menos sentindo. A bruxa continua com ela?

-Não, mas presumo que seja algo assim, pois ela possui uma nova bruxa como criada.

-Como você sabe?

-Porque ela ajudou a me meter nessa e a matar Greg e Alex.

-Quem eles eram? – perguntou de uma forma consoladora.

Samantha se levantou rapidamente:

-Olha... Acho melhor você ir embora ok? Não é aconselhável as pessoas se aproximarem de mim, de um jeito ou outro elas sempre acabam saindo... Machucadas.

Troy ficou em silencio perdido em pensamentos.

Samantha o encarava sem saber o que fazer.

-Que motivos ela tinha pra fazer todo isso com você? – perguntou de forma definitiva.

Samantha sentiu os olhos queimarem, mas não deixou as lagrimas saírem:

-EU NASCI OK? EU NASCI. –explodiu sem se controlar. Por que ele tinha que ficar fazendo tantas perguntas?

Troy engoliu em seco.

-Você é a filha do Dellafried não é?

“Todos sabem de tudo menos eu.”

-Responde Samantha é você não é?

-Por que eu deveria responder? No que isso te interessa? Vai terminar o trabalho de Katherine de uma vez?

-Claro que não, mas eu preciso saber a verdade, eu quero te ajudar, e pra fazer isso preciso saber de tudo, senão não terei como te proteger. E pelo que você me disse só pode ser você a filha deles.

-Você não precisa me ajudar, não tem motivos para isso, eu não quero sua ajuda. Não ligo se um bando de sei lá o que me odeiam pelo simples fato de eu ter nascido, não estou nem ai, eles que venham e me matem de uma vez.

-Eles não vão te matar se não souberem.

Samantha não respondeu nada.

-Como você continua viva? – sua voz transpassava surpresa.

Samantha o olhou como se ele estivesse doido:

-Caso não tenha percebido eu não estou exatamente viva.

-Eu sei, eu sei, não foi exatamente isso que eu quis dizer, é que muitas vezes eles tentaram misturar raças, mas nunca dava certo, as experiências sempre acabavam mau. Bruxas morriam assim que eram transformadas. E pelo que eu sei da sua historia você é filha de uma bruxa com um Venator.

-Se eles não conseguem nem lidar com a minha existência por que os idiotas iriam querer criar mais aberrações?

-Existem certas lendas.

-Que lendas?

-Não é hora pra isso. E também nunca consegui descobrir direito que lendas são essas.

Ela o encarou:

-Katherine disse que não eram muitos que sabiam da verdade sobre os Venator, como você sabe tudo isso? E esse negocio de lendas não parecia constar nos planos de Katherine.

-É... Digamos simplesmente que eu tenho uns bons contatos e isso facilita as coisas pra eu ficar por dentro dos assuntos. E com certeza Katherine não sabia, porque se soubesse pode ter certeza que você não estaria solta por ai.

-Ok, mas agora falando sério, se você ainda quiser tendo “uns bons contatos” acho melhor ir embora logo. Você já sabe da historia, e já sabe o quão mau companhia eu sou. Como todos os outros se você continuar comigo você vai acabar morrendo

Troy a encarava:

-Hey... Garota, você não é culpada de nada, e sabe muito bem disso.

Ele se levantou indo em direção e ela, mas Samantha se afastou.

-Por favor, vá embora.

Ele ficou parado onde estava:

-Vai me dizer que agora vai querer se isolar do mundo?

-Não é uma má ideia.

Samantha se sentou em posição fetal, tentando ignorar que ele continuava ali.

-Sério? Vai querer ficar aqui pra sempre?

Ela o ignorou.

-Vai fazer voto de silencio agora?... Pois bem – Troy voltou a se sentar, juntou as mãos e as levou pra trás da cabeça, se sentado de forma despreocupada – Não tenho nada pra fazer mesmo.

Samantha levantou a cabeça para encara-lo.

Ele estava de olhos fechados, e fingia estar na posição mais confortável do mundo. Ela bufou e voltou a sua antiga posição.

Mais cedo ou mais tarde ele desistiria e iria embora.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Passaram se minutos, horas, o dia se foi, e a noite adentrava a caverna, mas nada havia mudado. Troy continuava na mesma posição de antes. Nenhum dos dois havia dito qualquer palavra que fosse.

Samantha pegou no sono e acordou varias vezes, a sede a atormentava cada vez mais. Sua garganta queimava, e o sangue que deveria correr em suas veias parecia ter sido substituído por cascalho grosso e áspero.

Ela já estava ficando furiosa. Ele não iria desistir? Por que tinha de ser tão teimoso? Não percebia que se continuasse com ela iria morrer?

Isso já havia passado dos limites, revoltada levantou indo em direção a Troy.

-Ok, já chega de brincadeira. Vá embora. - começou a puxa-lo tentando faze-lo ficar de pé.

Ignorando os esforços de Samantha, levantou se espreguiçando.

Soltou um bocejo longo e preguiçoso.

-Eu vou... -Samantha começava a respirar aliviada – se você vier comigo e me deixar te ajudar.

Samantha sorriu ironicamente:

-Caso você não tenha percebido, eu não pedi pra você ir embora, eu mandei.

-E o que me levaria a obedece-la? - perguntou de forma despreocupada.

-Eu cheguei primeiro aqui. – tentou argumentar.

Troy arregalou os olhos fingido surpresa:

-Serio? Então devo ter ignorado a placa dizendo que esse lugar tem dono – em questão de segundos foi ate a entrada e voltou – e olha... Não é que não tem placa nenhuma?

-Eu cheguei primeiro. – Samantha insistiu falando entre dentes.

-Não sabia que estávamos apostando corrida.

Samantha bufou:

-Você é burro ou o que?

-Hummm... Acho que posso dizer que sou os dois. Pois minha inteligência não esta qualificada como uma das melhores do mundo. E tecnicamente o “o que” significa outras opções, resumindo: posso ser burro, mas, além disso, sou muitas outras coisas inclusive seu futuro amigo, assim que você deixar de ser revoltada e teimosa.

Samantha o encarava de boca aberta, incrédula.

Ele a encarava de volta sorrindo.

-Larga à mão de ser imbecil garoto, eu não te quero aqui. – se aproximou mais dele colocando o dedo indicado em seu peitoral – Vá embora.

Troy ergueu uma das sobrancelhas e respondeu calmamente:

-Não.

Samantha revirou os olhos:

-Saia daqui garoto.

-Sinto em desaponta-la, mas minha resposta continua sendo não.

Samantha balançou a cabeça suspirando:

-Eu não estou brincando Troy, pessoas próximas a mim sempre morrem, se você continuar aqui o mesmo ira acontecer com você, e sinceramente – seu rosto mais uma vez foi tomado pela dor – as pessoas que eu perdi já foram mais que o suficiente para eu aprender.

-Olha... Todas as pessoas que você perdeu tiveram a chance de escolha, e elas escolheram lutar por você. Cada uma delas te amava e lhe provaram isso. Agora você terá que dar valor ao esforço que cada um deles fez por você, você precisa seguir em frente, e tenha certeza que se isolar de tudo e de todos tornara as coisas apenas pior. Eu estou disposto a te ajudar, e isso é uma escolha minha. Somente minha.

-Me responde uma coisa, que motivos você teria pra me ajudar? - sua voz já estava cansada.

Troy deu de ombros:

-Falta do que fazer. - sorriu de modo brincalhão.

Samantha o encarava sem achar graça, ele continuou:

-Sinceramente não sei, mas você apareceu no meu caminho, e eu não posso te deixar jogada pelo mundo sem saber nem ao certo quem é.

-Pode sim, você não tem obrigação nenhuma de me ajudar.

-Eu sei disso, mas eu não consigo. Sempre me disseram que eu era um otário por ser desse jeito, mas não consigo te deixar dessa forma.

-Quem dizia que você é um otário tem toda a razão. Agora por favor, eu não estou mais mandando, agora eu estou lhe implorando: vai embora. Não quero ser a culpada pela sua morte também.

-Não me importo de morrer, já vivi bastante tempo, e vai por mim a eternidade não é lá uma grande coisa.

-Não seja egoísta. Se você não se importa em morrer eu me importo de ser a culpada. Não pense que trato as pessoas como simples peões. Eu posso ser o que for, mas... Eu me apego... Eu também amo como qualquer humano. E cada vez que perco alguém é como se um pedaço de mim morresse junto. E seria a mesma coisa com você. Isso dói Troy, dói muito. Então por favor, vá embora.

Troy a encarava dessa vez sério:

-Olha... Se você me deixar ir junto pode ter certeza que você estaria ajudando mais a mim do que eu a você. Eu cansei de ser inútil Samantha, e nos últimos dez anos é tudo que eu sou: inútil. Eu cansei de apenas existir sem viver.

-Você pode achar outra pessoa que te faça sentir util. Uma que talvez não agende sua morte.

-Ok, você não me quer como companhia?

-Não. - respondeu de forma firme, mesmo querendo que ele continuasse ali. Ela não poderia ser egoísta a ponto de pensar apenas em si mesma.

-Beleza.

Samantha esperava que ele finalmente houvesse entendido e que iria embora, mas teve uma surpresa quando ele voltou a se sentar.

-Acho que você não entendeu direito. Eu falei que não queria sua companhia.

-É, e eu falei beleza. O problema é que pouco me importa o que você quer ou deixa de querer, pelo que vejo suas escolhas não são lá as melhores. E agora a única diferença é que irei te fazer companhia sem sua autorização.

Troy sorriu de sobrancelhas erguidas.

“Malditas covinhas encantadoras”

-Você não vai mesmo me deixar em paz?

Troy ignorou sua pergunta bocejando e estalando os dedos.

-Pois bem, se você não sai, eu saio.

Mal terminou de dizer Samantha já encarava a lua do lado de fora. Por mais que estivesse escuro ela conseguia distinguir cada arvore. Cada mínima pedrinha. Era como se dentro da escuridão os objetos se distinguissem por serem de um negro mais escuro e solido.

-Para onde vamos?

Samantha bufou. Ele não iria desistir.

-Você não ira a lugar algum, eu irei matar Katherine.

-Humm... Eu lhe aconselharia ao menos a se alimentar antes, quem sabe assim a surra que ela vai te dar será menor. E quem sabe se você tiver um autocontrole extremamente alto, alguém de sua família saia vivo, e não acabe como um saco de sangue para você.

Samantha estacou no lugar.

-Você esta querendo insinuar que eu mate outras pessoas para assim conseguir manter minha família viva? Eu não vou mata-los. Eu não vou mais matar ninguém, a não ser Katherine.

-Alguém aqui disse pessoas? Eu disse que você precisa se alimentar, seu controle não vai ser suficiente para te impedir de fazer uma carnificina. Você pode se alimentar de animais até conseguir obter controle suficiente pra se alimentar de humanos sem mata-los. Por Mais que você ache que tem controle, você não tem você não conseguiria se controlar.

Samantha enrugou a testa:

-Você está brincando não é? Em todas as lendas sobre vampiros eles só se alimentavam de humanos.

Troy riu:

-A realidade é diferente das lendas.

-Wonn sério?-Samantha perguntou cética, agora mais do que nunca ela sabia que nem as sempre as lendas eram falsas.

-Muitas das lendas foram inventadas pelos próprios vampiros, por exemplo, um maço de alhos o máximo que pode fazer é provocar um incomodo pelo seu cheiro forte, mas nada mais do que isso. Cruzes são tão comuns na casa de um vampiro devoto como na de qualquer outra pessoa.

Samantha riu achando irônico:

-Vampiro devoto? A que ele é devoto? Ao lá de baixo só se for.

-Hey você está me magoando, eu não sou um demônio.

-Não disse que você era. -Samantha se lembrou da visão que teve logo que o viu, pra dizer a verdade ela não conseguia associar Troy ao lado negro, nem mesmo como vampiro.

-Eu sou um vampiro, e você falou no geral.

-Ok, ok desculpa então Sr. sabe tudo, é que tudo isso é ridículo de mais pra que eu possa acreditar.

-Você teve um primeiro exemplo nada agradável do que são os vampiros, quero dizer, é caro que tem alguns como Katherine, mas nem todos são assim.

-E qual foi seu primeiro exemplo do que é ser um vampiro?

Para a surpresa de Samantha o rosto de Troy se tornou totalmente marcado pela magoa.

-Sua garganta deve estar seca, a fome deve estar de devorando, acho bom nos apresarmos, porque se tem alguma coisa que é como nas lendas o sol é nosso inimigo. E até conseguirmos um anel que te permita andar no sol vamos ter que ter cuidado. – Troy fugiu do assunto.

-É bem... humm - Samantha pegou o colar de sua mãe entre os dedos abaixando os olhos para observa-lo – ele me disse que isso ajudaria. Me permitiria andar no sol.

Troy franziu as sobrancelhas:

-Ele?

Samantha pensou em uma forma de explicar que não parecesse tão bizarra, mas não acho nenhuma.

-Um cara, quer dizer pela sombra parecia ser homem, mas não sei ao certo porque minha cabeça estava totalmente revirada, mas enfim ele tirou um pouco do meu sangue e um pouco do sangue dele e colocou no colar, depois disse que isso me permitira andar no sol.

Troy perdeu toda a cor do rosto:

-O que foi? Você pode andar no sol também não pode? Eu vi você no sol quando você surgiu sabe se lá da onde, então qual a surpresa?... espera um pouco – Samantha estreitou os olhos – era você? Foi você que...

-Não, não fui eu que coloquei meu sangue em seu colar. E a diferença Samantha é que eu consigo andar no sol graças a uma bruxa, que enfeitiçou meu anel – ele mostrou um anel grosso de prata com lápis lazuli em sua mão direita - e não pela ajuda de um...um... - Ele olhava para os lados como se estivesse nervoso.

-Um..? - Samantha o incentivou.

-Esquece. Isso não é possível, é apenas minha imaginação me enganado.

-Quem você acha que pode ter feito isso?

Ele não respondeu

-Troy?

-Não faz sentido Samantha.

-Como assim?

-Esquece.

-Me fale?

-Não.

-Por quê?

-Porque o que estou pensando é impossível.

-Mas me fale mesmo assim.

-Não.

-Troy?

-Samantha.

-Fale.

-Não.

-Ok se não quer falar não fale.

-Beleza é melhor assim.

-Troy o que custa me dizer?

-Olha, sinto muito tá? Mas a ideia que me passou pela cabeça é simplesmente impossível, se ela fosse real você estaria morta agora, e provavelmente eu já estaria também ou estaria indo para esse caminho. E acho melhor nós nos apresarmos. - voltou novamente a olhar para os lados nervoso, como se esperasse que alguém estivesse a espreita. - Agora se concentre.

Samantha suspirou sabendo que aquela luta estava perdida.

-Está sentindo?

-O que? - Perguntou sem saber exatamente do que ele falava.

-O cheiro.

Samantha fechou os olhos tentando se concentrar. E então sentiu.

O cheiro forte de sangue, o barulho de um coração batendo e o som do sangue escorrendo pelas veias. Não era tão gostoso como o cheiro do sangue de Margareth, – Samantha se arrepiou ao pensar nisso – mas mesmo assim o desejo a invadia.

-Sim eu sinto, mas não entendo você esta querendo dizer que eu posso mesmo me alimentar apenas de animais?... Sem matar humanos? - era estranho falar humanos, estranho a forma como agora ela estava excluída dessa classificação.

-Sim. É claro que vai ser difícil. Com o passar do tempo vai ficando mais fácil, seu controle vai aumentando, e com o tempo você vai poder se alimentar de humanos sabendo a hora certa que deve parar.

-Você se alimenta de animais?

-Não.

Ele viu os olhos de Samantha se arregalarem.

-Mas não mato humanos, só me alimento o suficiente pra parar a ardência em minha garganta.

Samantha ainda o encarava.

-Hey calma, eu já me alimentei de animais, mas com o tempo fui percebendo que podia me alimentar de humanos sem mata-los, e vou te ajudar a fazer o mesmo.

Samantha voltou a olhar na direção que sentia o cheiro do animal. Ele era grande.

-Eu não vou conseguir fazer isso. - falou desolada.

Troy se aproximou dela colocando uma mão em cada lado de seu rosto.

-Você só precisa abrir espaços para seus instintos. Deixe que eles a dominem por alguns instantes. Afaste qualquer pensamento.

Samantha encarava seus olhos. Dois cristais brilhantes. Eles lhe acalmavam e passavam confiança, assim como as mãos que seguravam seu rosto.

Engoliu em seco. Antes de fechar os olhos viu a enorme silhueta de um urso passando pelas arvores ao longe. Seu pelo era de um marrom brilhante. Devia estar caçando.

Irônico. Ele era o rei daquele lugar, o maioral, mas agora se tornaria presa de alguém que não tinha nem a metade de seu tamanho.

Samantha terminou de fechar os olhos:

-Os pelos não atrapalham?

-Não muito. - Troy respondeu rindo.

-Mas é nojento.

-Você não vai sentir.

Uma de suas mãos desceu para o ombro de Samantha.

-Vai lá você consegue. Permita que seus instintos a dominem, não tente impedi-los. Deixe que eles assumam o comando.

Samantha sentiu uma única lagrima escolher por um de seus olhos. Agora não tinha mais volta, sua vida seria dali pra frente sempre assim. Uma eternidade aprisionada pelo sangue.

Afastou todos os pensamentos de sua mente. Tentou ignorar a imagem dela sobre um urso enorme. Era repugnante.

Subitamente barreira após barreira foi desabando de sua mente. Só então ela se deu conta do esforço que estava tendo pra se manter sobre o controle.

Sua mente era como um forte, protegido por todos os lados por grossas muralhas intransponíveis e fileiras de soldados armados.

Agora tudo caia em ruinas, muralha depois de muralha desabava, e o desejo foi quem passou a comanda-la, a sede.

Seus lábios inferiores foram cortados com o aumento súbito de suas presas. Ela podia sentir as veias saltando de seu rosto.

Troy a soltou lentamente se afastando um pouco.

Samantha sentia seu corpo pulsar em busca de adrenalina.

Seus cabelos cor de mel foram jogados para frente quando saltou.

As arvores passavam como borrões. O vento batia em seu rosto lhe proporcionando uma sensação inigualável de liberdade.

Seu corpo se desviava sozinho de todos os obstáculos. Como se soubesse o que fazer sem precisar de comandos.

Pulou para cima de uma das arvores com um salto que causaria inveja a qualquer felino. Firme, sem qualquer hesitação, sem causar ruído algum, com a graça do mais delicado cisne voando, com a velocidade do mais rápido guepardo, e com os instintos dos mais abeis dos caçadores.

O urso sentiu a presença se aproximando e olhou para trás, mas não viu nada.

Girou a cabeça novamente e soltou um urro ao dar de cara com Samantha.

Suas presas estavam à mostra em um sorriso sádico.

O animal fez menção de atacar, mas mudou de ideia indo na direção contraria a que Samantha estava. Essa luta ele sabia que não ganharia.

Disparou entre as arvores.

Samantha esperou que ele ganhasse uma dianteira e então pulou novamente para cima das arvores.

Seus olhos ganharam um brilho de satisfação.

Somente seu vulto ficou visível quando ela pulou por cima do animal o derrubando com o impacto.

Ele não teve chance alguma.

Com o mais leve contato de suas presas a pele do animal se rasgou. Ela não sentiu nada, a não ser o liquido denso e quente que invadia seu paladar, descendo por sua garganta e mandando embora a queimação incômoda que sentia. Suas próprias veias se dilataram ao receber o liquido, acabando com a sensação de cascalho de antes.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Continua


Última edição por Den!se ;D em Ter Maio 01, 2012 4:28 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Seg Fev 06, 2012 4:16 pm

Prontinho meninas =)
sei que estou enrolando demais com a historia mas so tera mais um caps e dai a historia vai prosseguir de forma mais rapida ok? espero que nao desistam de mim.
Bjao lindas
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Clara Pierce Lockwood em Qui Fev 09, 2012 8:44 pm

Mamys olha eu aqui denovo Razz
Vou comentar mais alguns cap. que li.

Surpresas e Mistérios: Que cap. lindo
mamys, Tadinha da Sammy apesar de tudo o que aconteceu ela ma mesmo os
Salvatores (incluindo Giuseppe). E esse tal de Greg hein, será que se
apaixonou mesmo pela Sammy confused Huum sei não hein...

Promessa: Cap. tão emocionante ,
principalmene quando o Guiseppe fala que se orgulha da Sammy. *-*
E esses colares... huum Suspect

Lembranças:
Amei esse cap. mamys, a Sammy escrevendo no diário dela , lembrando dos pais biológicos. E o Steff tentando fazer as pazes. O que será que ele vai aprontar??
E de onde será que o pai biólogico da Sammy conhecia o Sr. Lockwood? Pq eles não se davam bem? Tem alguma coisa aí ou é bobagem minha?? kkk' Vou ler mais pra descobrir.

Para sempre: Que coisa mais linda o Steff fez pra Samy, uma bela maneira de pedir desculpas.Achei muito legal o lance sas Siglas, DSS, e o Damon como sempre tãããão modesto né kkk' Damon Sempre Sensual , cá entre nós Damonzito concordo plenamente com vc. Twisted Evil E o livrinho que fofa a historinha da princesa e das estátuas.

Conversas ao luar:
Como ja disse Damon sempre modesto
" o irmão mais perfeito de todo o planeta''
Ele falando que as estrelas lembravam a Sammy foi lindo, o Damonzito também sabe ser romântico quando quer.

Mamys desculpa por eu sumir sempre Embarassed, o comentário pode tá um pouco confuso mas é que cada cap. que eu lia eu escrevia um comentário sobre ele pra postar td junto depois. Parabén tô amando sua Fic e tô toda orgulhosa de ter uma mamys tão criativa. Razz
Ps: Logo, logo eu tô aqui denovo.
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Dom Fev 12, 2012 8:08 pm

Clara Pierce Lockwood escreveu:Mamys olha eu aqui denovo Razz
Vou comentar mais alguns cap. que li.

Surpresas e Mistérios: Que cap. lindo
mamys, Tadinha da Sammy apesar de tudo o que aconteceu ela ma mesmo os
Salvatores (incluindo Giuseppe). E esse tal de Greg hein, será que se
apaixonou mesmo pela Sammy confused Huum sei não hein...

Promessa: Cap. tão emocionante ,
principalmene quando o Guiseppe fala que se orgulha da Sammy. *-*
E esses colares... huum Suspect

Lembranças:
Amei esse cap. mamys, a Sammy escrevendo no diário dela , lembrando dos pais biológicos. E o Steff tentando fazer as pazes. O que será que ele vai aprontar??
E de onde será que o pai biólogico da Sammy conhecia o Sr. Lockwood? Pq eles não se davam bem? Tem alguma coisa aí ou é bobagem minha?? kkk' Vou ler mais pra descobrir.

Para sempre: Que coisa mais linda o Steff fez pra Samy, uma bela maneira de pedir desculpas.Achei muito legal o lance sas Siglas, DSS, e o Damon como sempre tãããão modesto né kkk' Damon Sempre Sensual , cá entre nós Damonzito concordo plenamente com vc. Twisted Evil E o livrinho que fofa a historinha da princesa e das estátuas.

Conversas ao luar:
Como ja disse Damon sempre modesto
" o irmão mais perfeito de todo o planeta''
Ele falando que as estrelas lembravam a Sammy foi lindo, o Damonzito também sabe ser romântico quando quer.

Mamys desculpa por eu sumir sempre Embarassed, o comentário pode tá um pouco confuso mas é que cada cap. que eu lia eu escrevia um comentário sobre ele pra postar td junto depois. Parabén tô amando sua Fic e tô toda orgulhosa de ter uma mamys tão criativa. Razz
Ps: Logo, logo eu tô aqui denovo.

Filhaaa que bom ver vc por aqui linda *----*
Surpresas e Mistérios: wonn filha fico tao feliz que vc tenha gostado =)
opie é filha ela ama mesmo a familia dela
mais pra frente vc vai entender mais oq o Greg ta ssentindo filha kkk
Promessa: o Giuseppe mesmo sendo durao ama a Samy filha kkkk so tem um jeito meio estranho de demonstrar
sobre os colares um deles vai ter mesmo bastantinha importancia no final da fic filha Wink
Lembranças:tem um motivo pro Lockwood nao se dar bem com o pai da samy sim filha, digamos assim que o Lockwood tinha meio que medo kkk
Para sempre: ai filha eu adoro tefinha kkk e achei que sria bom por ele sendo fofo *--*
nosso Damon é o rei da modestia ne filha? kkkkkk mas ele tem toda a razao kkkkk
Conversas ao luar:Damonzito é perfeito filha *------*
wonnnn filhota que isso nem precisa se desculpar, amei o comentario, fiquei toda boba aqui *----*
wonnn filha eu que tenho um orgulho enooorme de ter a filha mais talentosa e fofa do mundo #fato
ok filha =)
ameiii o coment, e muuito obrigada amre
bjao filhota l
inda I love you
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Vaanny em Seg Fev 13, 2012 2:12 pm

eita... chegou a mãe orgulhosa aqui. kkkk '
filhoota amr... queria pedir desculpas pelo sumiço. Embarassed
tá meio difícil acompanhar as fics amr, mas vc sabe que sou completamente apaixonada pela sua fic, neh?
fico babando de orgulho aqui;
minhas filhootas tão talentosas *-*
filhaa linda, desculpe sua mãe ausente.
logo logo eu volto aqui com um comentário DECENTE e a altura dessa fic maravilhosa. Smile
te amoo filhoota
bjoos
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Sab Fev 18, 2012 3:37 pm

Vaanny escreveu:eita... chegou a mãe orgulhosa aqui. kkkk '
filhoota amr... queria pedir desculpas pelo sumiço. Embarassed
tá meio difícil acompanhar as fics amr, mas vc sabe que sou completamente apaixonada pela sua fic, neh?
fico babando de orgulho aqui;
minhas filhootas tão talentosas *-*
filhaa linda, desculpe sua mãe ausente.
logo logo eu volto aqui com um comentário DECENTE e a altura dessa fic maravilhosa. Smile
te amoo filhoota
bjoos

Womm mamy eu que tenho um orgulho enooorme de ter uma mamys como vc #fato
sem problemas mamy, sei bem como é dificil ficar att nas fics kkkk eu vivo atrasada em um montao Embarassed
wommm mamy vc sim é talentosa, vive deixando eu e as manas com um ego enorme de tanto orgulho *---*
mamy nao precisa pedir desculpa, tirei a sorte grande de ter a mamys mais perfeita \o/\o/
ai mamy se sabe como me deixar babando aqui kkkk suas fics sim que sao perfeitas =)
nao precisa ter pressa mamy, quando der vc aparece =)
tbm te amooo mamys I love you
bjao
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Mari-Chan em Sab Fev 18, 2012 3:45 pm

Leitora nova aqui!
Estou amando sua Fic Very Happy
Quando posta o proximo capitulo? Ansiosa aqui bounce
Beijos I love you
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Dom Fev 19, 2012 11:39 am

Marih Salvatore escreveu:Leitora nova aqui!
Estou amando sua Fic Very Happy
Quando posta o proximo capitulo? Ansiosa aqui bounce
Beijos I love you

Seja super bem vinda Marih =)
fico muuuito, muito feliz mesmo por vc estar gostando, obrigada linda Very Happy
logo, logo eu posto o proximo, espero que vc continue gostando
bjao linda
I love you
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Re: Brilho Eterno [Dedicada p/ Vaanny e Keroll]

Mensagem por Den!se ;D em Sab Fev 25, 2012 1:10 pm

Capitulo 27 - Primeiro passo

Samantha passou a mão pela boca, limpando os vestígios de sangue.

Ela queria mais. Precisava de mais.

Se alimentar de sangue animal era o mesmo que se alimentar apenas de vitaminas deixando de lado as proteínas. Era insuficiente.

O lado bom era que a ardência em sua garganta havia finalmente passado. O ruim era que a sede não ia embora nunca, quanto mais sangue bebia maior era sua sede.

Ao menos agora Samantha conseguia pensar mais claramente.

A sede se tornara amena. Amena o suficiente pra dar espaço pra única coisa que conseguia domina-la tanto quanto o sangue: o desejo de vingança.

O ódio a queimava de dentro para fora. Todo seu controle se dissipou quanto às barreiras de sua mente foram derrubadas deixando livre seus instintos de caçadora.

Suas unhas se fincaram na terra quando a imagem de Katherine lhe veio à cabeça. Katherine pagaria caro por tudo que havia feito.

Seu corpo foi novamente impulsionado para frente dessa vez movido pela raiva.

Não havia nenhum sinal de Troy por perto.

Se tivesse sorte ela poderia acabar com Katherine e ainda se livrar de Troy. Ele não precisava morrer, e se continuasse ao lado dela certamente esse seria seu destino.

Lá estava mais uma vez a sensação de liberdade. Cada musculo de seu corpo ansiava por correr. Ansiava por desafio e quebra de limites.

Samantha podia ouvir o som da respiração de cada animal a quilômetros dela, podia sentir o medo que emanava deles, seus instintos deviam estar alertando-os do perigo que corriam, fazendo com que ficassem o mais longe possível dela.

Ela poderia ir atrás deles e caçar mais um pouco, mas a sede aguentaria até que Katherine estivesse acabada.

Ela olhou em volta tentando se localizar seus olhos perscrutando a escuridão em busca dos morros que delimitavam Mystic Falls.

Ela não podia negar que era fabuloso poder enxergar até mesmo no escuro. Tudo se distinguia perfeitamente em meio a escuridão.

E lá estavam eles mais escuros que a noite, uma pequena cadeia de morros, que mais pareciam pequenas montanhas.

Um trajeto que provavelmente demoraria horas pra alcançar na velocidade humana poderia ser feito em apenas alguns minutos nas atuais circunstancias de Samantha.

Ela não perdeu tempo deslizando pela noite. Voltaria para Mystic Falls e livraria Damon, Stefan e Giuseppe de Katherine.

Era impossível dizer se voava ou corria tamanha era sua velocidade.

Como eles estariam? Eles a odiavam? Seu pai havia conseguido enxergar a verdade? Samantha apostava que sim, mas não poderia ter certeza. E Damon e Stefan? Até que ponto saberiam da verdade?

Ela continuava avançando na escuridão com a mente lotada de pensamentos.

Farejou o ar tentando sentir alguma presença humana. Não havia ninguém. Ela poderia ir pela estrada, que era o caminho mais acessível, e poupar tempo.

Foi o que fez. Em segundos já estava correndo pelo caminho que a levaria diretamente para a cidade.

Um tremor a percorreu ao se dar conta de quão perto estava de Mystic Falls e consequentemente de sua família. Ela seria capaz? Conseguiria sair sem ferir ninguém? A não ser é claro Katherine e se encontrasse pelo caminho a bruxinha metida à justiceira.

Precisava ser capaz. Não poderia deixar que seu pai cuidasse sozinho de Katherine, e ainda correr o risco de ele não ter levado a serio o que estava escrito em seu diário. Ela precisava fazer isso. Katherine estava ali por sua culpa, e era ela quem deveria impedi-la.

Impulsionou-se para seguir em frente.

Já estava visível a passagem de terra entre os morros. Só precisava ultrapassa-los e estaria dentro de sua terra Natal.

Sua velocidade aumentou. As arvores mal eram distinguíveis enquanto corria, meros borrões deformados.

Tudo aconteceu tão rapidamente que Samantha ficou perdida.

Primeiro ela estava a um passo de entrar em Mystic Falls, em seguida foi lançada com força para trás.

Caiu deslizando pela estrada.

Levantou-se rapidamente tentando entender o que havia acontecido.

Uma lembrança lhe aflorou rapidamente a memoria:

“A garota não poderá mais entrar na cidade. Está tudo certo.”

Fora o que Emily falará em resposta a pergunta de Katherine.

Agora Samantha acabara de descobrir o que ela queria dizer com aquilo : ela estava impedida de entrar em Mystic Falls.

-Malditas.

Voltou ao ponto que foi lançada e tentou esticar seu braço para frente. Não adiantava, era como uma barreira invisível.

Seus instintos estavam ficando novamente adormecidos e davam lugar ao desespero.

O que ela faria?

Sem pensar fechou as mãos em punhos e começou a socar a barreira invisível.

Por que tinham que fazer isso com ela? Por que sempre queriam tornar tudo tão difícil?

As lagrimas se fechavam dentro dela se tornando um peso na garganta.

Seus punhos continuavam batendo de maneira frenética e inútil na barreira que não cedia.

-Moça? - a voz vacilante a chamou logo atrás.

Samantha enrijeceu.

Estava tão concentrada tentando arranjar uma brecha na barreira que não tinha se dado conta da aproximação do estranho.

Ele devia ter por volta dos 40 anos, era rechonchudo, com um bigode farto, e olhos castanhos gentis.

-Moça está tudo bem? - tornou a chamar se aproximando um pouco mais.

Samantha sentia suas mãos tremerem com o esforço que exercia para não ataca-lo, mas já era tarde, ela já havia sentido o cheiro dele e seria impossível se segurar com tanta aproximação. Seu lábio inferior sentiu a pressão de suas presas.

Ela podia ouvir os batimentos ritmados de um coração que bombeava sangue quente e extremamente apetitoso.

O homem soltou uma exclamação surpresa e deu um passo para trás ao ver o rosto de Samantha.

Seus batimentos passaram a ser mais rápidos.

Seu corpo se congelou no lugar amedrontado.

Ele a achava um mostro.

-O...o...o que... – começou a dizer, mas desistiu quando viu que não conseguiria formar nada que tivesse nexo.

Samantha deitou a cabeça de lado, seus olhos o analisando.

Seu controle a havia abandonado novamente.

Ela saltou sobre ele, um grito cortou a noite, o único som audível.

Era tão quente quanto Samantha se lembrava, a sensação de prazer e comodidade a invadiam ao sugar o sangue. Seus nervos automaticamente relaxaram.

Mas lá no fundo havia uma parte dela que sabia que isso era errado, que ela não queria fazer isso. Eram dois lados de um conflito. Um só corpo, mas com duas consciências uma movida pelos instintos e outra pelo coração.

A primeira sentia prazer. A segunda vergonha e nojo de si mesma.

A primeira era sempre a mais forte, a dominante. A segunda a persistente.

Foi essa persistência que levou Samantha a fazer o que fez.

Ela pendeu para frente cuspindo sangue e soltando o homem.

Se havia algo que ela sabia que podia tomar espaço expulsando todo o resto Samantha sabia que era a dor.

Funcionou. Suas mãos segurava com força a estaca que pendia de seu próprio peito. Ela havia conseguido.

Não pode impedir de se orgulhar de si mesma. Conseguiu. Ela havia vencido ao menos essa vez.

Sentia seu lábio livre da pressão. Levou as mãos ao rosto e o sentiu liso, sem as veias dilatadas.

Olhou para o homem caído ao seu lado.

-Vai ficar tudo bem. - tentou acalma-lo e a si mesma.

Ela não havia sugado sangue o suficiente a ponto de deixa-lo desmaiado, mas estava pálido e apavorado. Sua voz havia se perdido entre o pânico.

-Sim vai ficar tudo bem. - Samantha nunca se sentiu tão aliviada ao ouvir a voz de alguém, o alivio a invadia de tal forma que seu corpo amoleceu. Era Troy.

Com facilidade ele colocou uma mão em seus ombros a levantando firmemente, mas ainda assim gentil. Tirou a estaca que ainda estava no peito de Samantha e colocou as mãos ao lado de seu rosto o erguendo para que ela o encarasse.

Seus olhos eram cristais brilhantes, controlados e impressionados. Um fraco sorriso iluminava seus lábios.

-Custava me esperar? - perguntou erguendo uma sobrancelha.

Samantha não respondeu, o alivio de velo ali a impedia de falar qualquer coisa.

-Mas tenho que admitir: você realmente sabe como me impressionar. Conseguiu se impedir sozinha. - aumentou o sorriso soltando um assovio surpreso.

Troy a soltou se voltando para o homem que observava os dois, atordoado. Fixou seu olhar no do homem e começou a falar:

-Um animal te atacou...

Enquanto falava os olhos do homem perdiam o foco.

Samantha entendeu o que ele iria fazer:

-Espera. - Foi em direção aos dois Troy a encarava preocupado – eu quero fazer isso – se ajoelhou ao lado de Troy de frente para o homem.

Uma ideia lhe surgira.

Troy não a impediu.

Samantha firmou seu olhar ao do homem. Mordeu seu lábio inferior hesitante.

-Katherine o atacou – Troy teve um pequeno sobressalto ao seu lado – mas você conseguiu se defender e a atingiu com um galho rente ao coração, e depois conseguiu fugir. E agora precisa procurar por Giuseppe Salvatore e lhe contar isso. Se procurarem provavelmente alguém vai achar o vestido rasgado e manchado de sangue – Samantha se lembrava do exato lugar que havia conseguido atacar Katherine na noite que ela a havia se transformado – se não acharem o vestido provavelmente alguém deve ter visto ela ou sua criada o queimando ou fazendo algo parecido com isso.

O homem repetia cada palavra que Samantha dizia.

Samantha se levantou tentando manter-se controlada.

O homem também se levantou se encaminhando ao cavalo parado ali perto.

Troy encarava Samantha enquanto ela tentava fugir de seus olhos.

Era assim que Katherine jogava não era? De forma suja e baixa. Agora ela experimentaria de seu próprio veneno.

Giuseppe não teria como duvidar do pobre homem.

Mas por que ela se sentia tão ruim fazendo isso?

-Eu posso ir falar com seu pai, sei lá, invento alguma coisa. - Troy tentou argumentar olhando preocupado para o homem.

Samantha olhou para ele, ela ainda não havia pensado nessa hipótese.

-Eu não sei, se ele desconfiar que você também é vampiro ele não vai querer matar só a hematófaga psicótica mas matar você também. E tem outra coisa –Samantha apontou para o ponto em que ela foi jogada para trás - eu não consegui passar, pode ser que você não consiga também.

-Como assim não conseguiu passar?

-É como uma barreira invisível .– Samantha foi ate o limite que conseguia chegar e estendeu o braço, sua mão novamente não passou.

Troy a imitou.

Caminhou lentamente ate o ponto em que Samantha estava. Por um instante Samantha acreditou que ele conseguiria, mas não. Assim como ela ele foi impedido de prosseguir.

-Não entendo como é possível isso funcionar com você também? Não deveria ser só comigo? Katherine também é vampira e sem duvidas ela passou.

-Não sei ao certo, mas pode ser que ele inclua todos que tem ou tiveram algum contato com você, com exceção a ela é claro.

-Então ele também não poderá passar? - Samantha perguntou apontando para o homem que ainda estava esperando por uma ordem mais obvia para que ele partisse.

-Vamos tentar fale para ele prossegui um pouco.

Samantha fez o que Troy mandou.

Ele passou normalmente pela barreira como se ela não existisse. Em seguida parou novamente esperando Samantha manda-lo embora de vez.

Ela e Troy se encararam.

-Acho que Katherine não considerou o fato de pessoas humanas que se aproximassem de você saíssem vivas pra contar historia. O feitiço só deve funcionar para os seres sobrenaturais que se aproximarem de você.

Samantha xingou baixinho.

-De qualquer forma ela vai ter uma surpresinha.

Hesitou novamente olhando para o homem, um desconforto se apoderava dela.

-Pode ir. - falou se voltando novamente para o homem.

O homem pegava as rédeas do cavalo, Samantha continuava o observando indecisa.

-Espere. Mudei de ideia. - o homem impediu os cavalos de irem para frente e ficou esperando por novas ordens - Você ira ate Giuseppe Salvatore e dirá o seguinte: “Sua filha o espera na entrada norte da cidade.” - mais uma vez o homem repetiu tudo o que Samantha dizia.

Samantha assentiu aprovando, foi quando se deu conta do corte que ela havia deixado em seu pescoço.

-Troy não tem nada que eu possa fazer pra que ele se cure mais rápido?

-De um pouco de seu sangue para ele. - sua voz era firme e preocupada- Mas não acho bom você chamar seu pai aqui. Você pode mata-lo ou ele pode querer mata-la, sinto muito Samantha, mas é a realidade, ele pode não aceitar o que você é agora.

Samantha mordeu seu pulso e deu um pouco de seu sangue ao homem.

Depois assentiu para que ele prosseguisse.

O homem seguiu seu caminho.

Samantha não se sentia arrependida, ao contrario, se sentia melhor, ela se vingaria sim de Katherine, mas de sua própria forma, de uma forma que ela não sentisse vergonha e si mesma.

-Ele com certeza ira querer me matar, ele sabe do que os vampiros são capazes, mas eu não posso simplesmente deixar as coisas acontecerem, se ele quiser me matar que me mate, mas primeiro eu irei lhe dizer toda a verdade sobre Katherine, só assim eu terei a certeza de que fiz a coisa certa e saberei se ele esta realmente alerta sobre ela. E pode ter certeza de uma coisa: eu não irei mata-lo, antes de se quer pensar em fazer isso eu mesma me mato. Acho que estou começando a entender como a sede funciona, ela nunca acaba, mas se acharmos algo mais forte para usar contra ela, ela poderá ser impedida, eu achei o meu meio de impedi-la.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Continua...


Última edição por Den!se ;D em Ter Maio 01, 2012 4:39 pm, editado 2 vez(es)
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