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Love Never Dies

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Re: Love Never Dies

Mensagem por isabela c tonon em Seg Jan 16, 2012 3:35 pm

Keroll Salvatore escreveu:
isabela c tonon escreveu:sweetheart.
adorei Delena no capt.
muito fofo e doce.
como Damon é um cavalheiro não???
Eu amo você Elena. E amo pra sempre. Enquanto eu viver eu sempre vou amar você...
como ele consegue ser sexy e carinhoso ao msm tempo?
resp. ele é o Damon. Ele tem mil e uma utilidades.
HAHAHAHAHAHAHA'
imagine as utilidades extras Twisted Evil
huahuahuahuaha...
o mais engracado é que ele se declara pra Lena e depois pede sangue?
ele acaba totalmente com o clima!!!!!
rsrsrsrsrsrsrsrsrs
Estou faminto!
huahuauah imagino do que e como ele esta com fome!!! hehehehe
my dear, ficou mara,
não demrou nada my flower, tá td mundo com o Time Fast!!!
não se culpe.
mas eu quero mais.
vontade insasiavel e louca por capt da minha priminha! =) Smile
bjinhos no s2

My sweetheart!!!!
Eu não resisto em fzer uma cena Delena! kkk, nem sei quantas vzs já disse isso a mim msm.
Damon é simplesmente PERFEITO! #babando
Eu não faço ideia! Damon simplesmente é... Damon!
Kkkk, tem razão! Ele é Damon Salvatore!
Twisted Evil Hum, as utilidades extras dele certamente devem ser muito boas. lalala
Kkkk, vdd, ele se declara e pede sangue? kkkk Só o Damon msm.
Ele acaba com o clima msm, mas ele sabe como deixar a Elena caidinha. kkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, eu ri muuuito com isso.
Jura q não demorou? Eu achei q tinha demorado muuito! kkk
Q bom q vc gostou my dear! Fico super contente!
Pode deixar q hj tem post novo.
Kisses in your heart too my dear!
kkk amr.
eu agradeso que vc não resista a DELENA, eu adoro as cenas deles dois!
Damon é incrivel, não tem ne com o que compara-lo kkkkk
Damon é Damon e isso o faz mais irresistivel, lindo, sexy, provocante, apaixonado, gostoso, cheiroso, maravilhoso, tudo se "oso" que existe kkkk
as utilidades dele são as melhores que tem pra ofereser no mercado hj em dia, estão em alto quesito kkkkk
Damon é uma piada, é a combinação perfeita entre beleza e bom humor.
mas a Elena volta pra real com isso, #acho
não demorou não, eu sei que é dificil pra vc ter muito tempo pra vc escrever um capt e ainda mais postar todos os dias, é quase e praticamente inposivel!
eu adorei lover, eu estou super feliz aqui com essa resposta mais fofa sua.
ty amu my dear.
hj tem post. lalalalalalalalalala cheers
mas baby, eu não vou ler agr, mas eu tenho um motivo, eu to com uma dor de cabeça do cão, e mal consigo abrir os olhos, vou dar uma descansadinha aqui, pode deixar que amanhã vai ter um coment meu aqui com o dobro do tamanho abtial tá?
love U soo much beaty. sorry for faled it U, I'm sick, acontece.
mais amanhã eu leio tudinho e comento tá blz???
bjo silent
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Seg Jan 16, 2012 4:04 pm

Capítulo 48- A Spirit of Brotherhood
Um Espírito de Irmandade





Bran andava cautelosamente por entre os arbustos. A mulher estranha, Judith, ainda estava naquela espécie de transe na qual Vougan a tinha deixado.

O irmão não tinha gostado nada da brincadeira. Não havia gostado dos berros que a mulher dava enquanto todos brincavam com ela. A tensão era palpável na Terra das Sombras.

Aodh devia estar bravo, ou no mínimo nervoso. Isso deixava todos os outros da mesma maneira que o rapaz, e para Bran aquilo era cada vez mais irritante. Queria comer, se alimentar, e aquela mulher parecia ser uma boa pedida, mas aparentemente não deveria mata-la. Ou foi isso que sua Mãe lhe disse. Grande coisa.

Tinha que obedecer, por mais que não quisesse. A ordem de Aodh tinha sido clara: obedeçam á ela. Escutem o que ela diz.

Era como se Vaanny tivesse sido nomeada vice-presidente. Ou talvez, rainha.

E Bran, assim como todos os demais era apenas um príncipe que escutava o rei e a rainha. Quase um plebeu qualquer que segue as leis e ordens à risca. Patético.

Mas ele não criava caso como Dragon ou até mesmo Luna. Não fazia questão alguma de ter alguma posição maior na Terra das Sombras. Entendia que Aodh fazia o que achava certo e ponto final. Entendia que deveriam obedecer ao irmão mais velho. Ele era o mais forte. Era uma questão de sobrevivência.

Por mais estranho que parecesse, Aodh fazia daquilo parecer uma família. Ele era o responsável por todos eles. Ele os alimentava, ensinava, cuidava. E Vaanny era a figura humana e maternal que de acordo com Aodh eles precisavam.

Gostava dela. Gostara dela desde a primeira vez que a vira. Desde que Aodh a trouxera do mundo humano para ficar com eles.

Ela parecia uma gatinha assustada, mas ainda assim confiava em Aodh. Os olhos verde-musgo dela ficaram arregalados quando ela viu os seis irmãos de Aodh. Os cabelos cor de bronze dela estavam bagunçados e num tom quase louro. E aquele vestido de sacerdotisa era extremamente bonito, mesmo para uma Druidisa.

Era feito certamente de algum tipo de seda na cor azul-piscina. Combinava de certa forma com os olhos dela e a pele clara. E aquela tiara com formatos irregulares.
Pra quem iria morrer, ela até que estava bem vestida.

Os olhos vermelhos do garoto cintilaram contra a luz clara. Ah como ele odiava o calor do sol! Era tão irritante! A Terra das Sombras em geral era sempre fria e escura. Tão agradável aos seus olhos supersensíveis!

Judith continuava andando ao lado dele, sem dar um pio, sem fazer nada que não fosse andar. Isso era extremamente agradável para ele. Ao menos, ela ficava calada e não falava besteiras.

Fora extremamente fácil encontrar a tal casa da mulher. Era só entrar, coloca-la na cama, apagar a mente dela e...

Mas ele não podia apagar mentes. Isso era coisa de Vougan ou Aodh. Especialmente Aodh.

Os dons de Bran eram apenas referentes à sua forma de corvo. Simples assim. E não incluía domínio sobre a mente de humanos. Ele não tinha aquelas habilidades. Era um transmorfo, mas era bem diferente do irmão mais velho.

-Vougan, seu grande inútil! –o garoto colocou a mão na têmpora direita enquanto fechava os olhos. –Eu não posso apagar a mente dela e nem alterar a memória!

-Então eu acredito que o único ser de classe inferior, de todo, seja você meu caríssimo irmão.

Ei-lo lá com sua mania de falar complicado! Até parecia que de alguma maneira Bran se importava se ela falava como um ancião. Mas ainda assim, parecia que seu grande cabeção era uma das muitas coisas da qual Vougan se orgulhava.

O rapaz apareceu lentamente no meio do nada. Os cabelos meio encaracolados e desgrenhados de Vougan estavam num tom escuro de castanho, e os olhos num tom de cinza tão claro que quase parecia branco.

A roupa do garoto era basicamente um traje humano natural: calça jeans azul, camisa cinza, jaqueta de couro preta, botas também de couro na mesma cor. Tal como Aodh dissera para que eles fizessem quando se infiltrassem no mundo humano. Eles tinham que se misturar entre eles. Parecerem normais. Isso fazia com que passassem despercebidos pelos Anjos da Morte.

Um truquezinho bem cara-de-pau na opinião de Bran, mas ele adorava ver como conseguiam ‘sacanear’ os Anjos da Morte numa boa.

-Não deveria estar usando algum tipo de disfarce humano habitual, Bran? Olhos vermelhos não são exatamente o que os humanos estão acostumados a ver.

Bran revirou os olhos enquanto dava de ombros.

-Digo o mesmo. Já viu alguém por aí de olhos cinza-claros?

No instante seguinte, os olhos de Vougan demonstravam um tom claro de verde.

-Exibido. –o garoto fechou os olhos, concentrando-se.

No instante seguinte, sua forma humana também era visível.

Cabelos preto-azulados que pareciam indecisos entre o liso e o cacheado, olhos castanhos, pele clara. As roupas eram normais como as do irmão: camisa azul, calça jeans preta e jaqueta de couro marrom. Típico de qualquer humano.

-Feliz Vougan? –resmungou. –Nem sei por que temos que fingir.

-É um disfarce simples para que os Anjos da Morte não desconfiem de que estávamos burlando as regras impostas à Aodh e consequentemente á nós mesmos. Sabe bem que é proibido termos contato direto com humanos.

O garoto assentiu, querendo livrar-se de uma vez da mulher e do irmão.

-Vamos logo com isso antes que eu morra de tédio.

-Certo. –ele virou-se lentamente para a mulher, concentrando-se. –O que Aodh disse que ela teria que saber mesmo?

-Algo como ‘ela não vai lembrar-se de nada que se passou na Terra das Sombras. Continuará sendo a tia preocupada com banalidades. Ela vai achar que Margaret está com Elena. E só deve acordar bem tarde. ’ Algo assim.

Vougan se concentrou na mente vazia da mulher, colocando as informações que Aodh queria que ela tivesse. Para ela, teria sido apenas mais um dia. E extremamente cansativo. Voltaria a sua rotina normal rapidamente, como qualquer outra pessoa e...

-Judith! Oh, Judith! –uma garota morena atraiu a atenção dos garotos. –Elena está aí? Eu liguei para ela, mas ela não atende. O que há?

Bran sorriu significativamente para o irmão, que negou com a cabeça, lançando um olhar repreensivo.

-Perdoe-me a intromissão senhorita. –Vougan sorriu gentilmente. –Mas creio que minha prima está dormindo ainda, sinto muito. Foi uma longa noite para todos nós. Tia Judith fez a gentileza de trazer a mim e a Brandon para brincarmos um pouco na neve. Ainda é muito cedo.

Bran quase deu um soco no irmão. Brandon? Certo, Bran parecia um bom apelido para Brandon, mas ainda assim!

E por que ele estava conversando quando podia simplesmente mata-la?

-Prima? – a garota parecia profundamente confusa. –Não sabia que Elena tinha primos.

-Não somos biologicamente primos dela. –Vougan continuou sorrindo. –Tio Robert é noivo de tia Judith, portanto consideramos Elena e Margaret como nossas primas. Viemos passar alguns dias com elas enquanto pintam nossa casa. Brandon é extremamente alérgico.

Bran apenas assentiu, sem conseguir negar o que o irmão falava.

-Qual o seu nome? –Bran entrou na brincadeira, assumindo uma voz típica de uma criança de cinco anos.

A garota sorriu educadamente.

-Meredith. O que há com Judith? Parece... Em transe.

-De modo algum. –Vougan parecia despreocupado. –Só recebeu uma notícia que a deixou...

-Completamente em choque. –completou Bran.

-Então Meredith, como eu e Bran dizíamos, acreditamos que Elena não acordará tão cedo esta manhã. Ela saiu com o namorado noite passada e voltou bem tarde. Ligue depois das cinco da tarde. Provavelmente ela estará acordada.

-Tem certeza que Judith está bem?

Bran percebeu quando o irmão pegou na mão da mulher, sorrindo calmamente.

-Tia, Meredith acha que a senhora está em choque.

-Meredith, querida! –a mulher focou o rosto da morena. –Desculpe-me por isso! Estava muito preocupada sabe? Robert acabou de me ligar marcando um jantar romântico aqui em casa, e eu não faço ideia do que cozinhar para nós dois! Talvez um espaguete? Vinho? Oh, sim, um bom vinho!

Bran quase riu. Era lógico que não era exatamente Judith falando. Era Vougan, usando seus poderes sobre ela, meio que possuindo o corpo da mulher.

A garota sorriu, parecendo convencida.

-Tenho certeza de que você vai se sair bem. E diga a Elena que ligo mais tarde, se não for muito incômodo.

-De modo algum. –Vougan sorriu. –Eu mesmo darei o recado, Meredith. Não se preocupe.

-É um rapaz muito educado. –a garota sorriu para ele. –Obrigada...

-Vougan. –disse amavelmente.

-Vougan? Um nome bem singular. –ela riu.

-Igualmente. –Vougan parecia confortável. –Nunca tinha visto ninguém chamado ‘Meredith’ antes. É bem singular.

A morena riu, apreciando o comentário.

-Combinamos bem então. E você é um mocinho bem gentil também Brandon. Obrigada.

-Chame-me apenas e Bran, por favor. –o sorriso do moreno era inocente.

-Como quiser Bran. Margaret tem sorte por ter priminhos tão gentis.

-Muito pelo contrário, Meredith. –Bran sorriu mais abertamente, mostrando duas covinhas típicas de crianças de cinco anos. –Nós é que temos muita sorte por termos tia Judith, Elena e Margaret para nos divertir.

A garota riu novamente, bagunçando os cabelos dos dois.

-Até logo meninos, Judith.

-Até breve querida! –‘Judith’ respondeu animadamente enquanto acenava para a garota que se afastava.

Depois que ela sumiu de vista, os dois irmãos caíram na gargalhada.

-Você viu a cara dela? –Bran se contorcia. –E aquela história sobre nosso ‘parentesco’ com Elena e Margaret! De onde tirou isso Vougan?

O outro deu de ombros, com um sutil sorriso em seus lábios.

-Eu investiguei a vida de Judith enquanto vocês a mantiveram na Terra das Sombras. Vasculhei cada canto da mente dela. Robert de fato tem dois sobrinhos, mas já estudam em Duke. Foi um golpe de sorte ela não saber tanto sobre a vida do noivo de Judith.

Bran assentiu, ainda rindo.

-Alergia? Brandon? Você é mesmo maluco.

-Brandon parecia mais humano e apropriado. Se ela fosse supersticiosa, saberia que ‘Bran’ significa ‘corvo’. Não queria correr riscos. –deu de ombros.

-No entanto ela sabe seu nome verdadeiro, não é? –fez uma careta.

-Não faz diferença. Meu nome significa ‘pequeno guerreiro’ em celta. Parece um nome qualquer e nada ofensivo.

Bran assentiu olhando para Judith.

-Belo truque o de tocar na mão dela e falar por ela. Como funciona?

Vougan deu de ombros enquanto entrava na casa.

-Eu ainda estou aperfeiçoando. Por isso tenho meditado tanto. –suspirou. –Por enquanto só consigo pelo toque direto, mas Aodh quer que eu tente fazer à distância. Ele disse que é arriscado apenas controlar a mente pelo toque direto. Alguém pode me machucar, você sabe.

-Claro. –Bran revirou os olhos enquanto subia as escadas arrastando Judith. –Como se você fosse morrer.

-Como eu estava dizendo, eu projeto meus pensamentos na mente de quem eu quero e o forço a fazer o que eu quiser. No caso de Judith, tomei o corpo dela. Aquilo tudo que ‘ela’ disse, era eu. Eu no corpo dela.

-Mas você falava também. –Bran abriu as portas dos quartos no andar de cima, procurando o da mulher.

-Por que projeto apenas uma parte de minha consciência na mente dela. –Vougan abriu a porta de um quarto cor-de-rosa. –Acho que não é esse.

-Achei! – outro entrou e colocou na mulher numa enorme cama de casal, cobrindo-a. - Agora vamos cair fora antes que eu vomite com tanta boa ação num só dia.

-Ordens da mamãe, você sabe. –Vougan lembrou-lhe. –Faz parte do trato que ela fez com Stefan Salvatore. Judith fica bem, assim como Elena. O que me faz lembrar que temos que avisar á Aodh sobre isso.

-Aodh que se vire. –resmungou o outro. –Não vou avisar nada. Se bem que ele já deve saber mesmo. Ele sempre sabe tudo.

Vougan deu-lhe um tabefe na cabeça.

-Continue desafiando-o assim como Dragon e vai receber um ótimo de um corretivo. –alertou.

-Cuide da sua eternidade e deixe a minha, Vougan. –rebateu de cara feia. –Obedeço Aodh como ele quer, mas não sou o cãozinho dele.

-Aodh não nos trata como cães, Bran. –Vougan parou em frente a ele. –Não sei de onde tirou essas coisas.

-Dragon tem meia razão nisso tudo. Se nós somos irmãos dele, por que ele nos esconde as coisas? –ele encarou os olhos verdes do irmão. -Não faz o menor sentido.

-Aodh tem seus motivos. –insistiu o outro. –E não é da nossa conta, de qualquer maneira.

-SAFIRA É DA NOSSA CONTA. –os olhos de Bran cintilaram num tom de vermelho novamente.

-Acalme-se, Bran! – Vougan o alertou. –Nosso poder pode atrair os Anjos da Morte.

O garotinho respirou fundo, acalmando-se lentamente.

-Safira é da nossa conta sim, mas Aodh já disse que ela não vai voltar. Seja como for, não creio que ele tenha a matado. Bem sei como ele gostava dela. Como ele sempre cuidou dela e a escutou. Responda-me com seriedade Bran: Entre Safira e nós seis, quem você acha que seria mais fácil Aodh se livrar?

O garoto virou a cara.

-Nós seis. –disse de má vontade.

-Ele jamais machucaria Safira. Ela era... A rainha na Terra das Sombras. Imperatriz. Presidente. Qualquer posto máximo que possa imaginar. Ele a colocou no topo. Como ele colocou Vaanny. A diferença, é que ele considera Vaanny como uma espécie de mãe para todos nós. E Safira... Bem, ele me mataria se eu dissesse isso em voz alta perto dele, mas acredito que... Aodh realmente a amava.

Bran arregalou os olhos para o outro, chocado.

-Vougan, bateu a cabeça? Somos demônios! Isso não existe!

-Não somos demônios, Bran. Somos partes separadas de um todo. É completamente diferente. E você sabe.

-Sei que temos os poderes dele e que é nosso irmão mais velho. Só isso.

O outro encostou-se á parede, fitando o menino de olhos castanhos.

-Por eu ser um telepata, consigo captar coisas, Bran. E dentre elas está o fato de que não somos irmãos de Aodh. Somos parte dele. Partes separadas.

O rapaz encostou-se á parede em frente ao outro.

-Como assim, Vougan? Aodh sempre disse...

-Ele só quer que não pensemos nisso. –deu de ombros. –Ele teve seus motivos, bem sei disso. Sabe o quanto ele é poderoso. Sabe o quanto seus poderes só aumentam. Acho que teve um tempo em que ele não estava mais conseguindo controlar. Um tempo em que havia muito poder dentro dele. Aodh pode ser um ser muito forte, mas não cabe tanto poder dentro de uma pessoa só. Ele perde o controle. Mesmo com a quantidade que ele tem hoje, e que divide entre nós seis, você sabe que é difícil ele se controlar.

-Então você acha que nós somos partes dele? Partes dos poderes dele? Que ele separou por que não estava conseguindo controlar? É isso?

Vougan assentiu.

-Primeiro a força. Ele não conseguia controlar, e sei que quase machucou Safira com isso.

-Então ele criou Dragon. –as peças começavam a se unirem de uma forma estranha na mente de Bran. –Deu a ele essa parte violenta.

-Exatamente! –Vougan deixou-se escorregar pela parede e sentar-se no chão. –E então acho que eu vim. A preguiça, como vocês dizem, o temperamento calmo demais...

-Os poderes telepáticos. –Bran olhava fixamente para a parede.

-Sim. Tenho a aparência de um garoto de nove anos, e Dragon de dez. Acho que é pela nossa aparência de idade mesmo.

-Então pela lista, agora vem Luna. Ela tem uns oito, acho.

-Sim, por aí. E Luna ama caçar. E aquelas asas. Aodh não tem asas.

-Acho que é uma habilidade que ele não quis. Você sabe como ele odeia anjos e tal.

-Pode ser. –Vougan deu de ombros. –E agora? Quem vem na lista?

-Eu e Arya. –fez uma careta. –Cinco anos em aparência. E depois vem Lyana.

-Você é um transmorfo. E Aodh é um metamorfo. São coisas bem parecidas.

Bran fez uma careta ainda maior.

-Só posso me transformar em corvo.

-Por enquanto. –corrigiu o outro. –Nossos poderes são partes dos deles. Quando os poderes dele aumentarem novamente, partes dos antigos virão para nós.

-O que nós somos? –Bran escorregou na parede, sentando no chão. –Uma válvula de escape do Aodh?

Vougan não parecia tão chocado quanto o irmão.

-Acho que sim. Uma válvula que ele criou para manter seus poderes na linha.

-Mas... Os poderes dele sempre aumentam. Vai chegar um tempo em que...

-Nós também vamos ficar cheios e descontrolados. –completou o outro. –E vamos precisar de uma válvula também? Mas não somos como ele. Não podemos separar partes de nós.

-Que inferno! –Bran colocou a mão esquerda na testa. –Ele sabe?

-Que vamos encher de poder como uma garrafa transbordando? –Vougan deu um sorriso fraco. –Acho que sabe.

-E o que ele vai fazer? –perguntou. – O que nós vamos fazer? Sinceramente, eu não quero deixar de ser eu. Não quero ser um maluco e perder a noção dos meus atos.

-Aodh vai criar mais válvulas, acho. –deu de ombros.

-E nós? –Bran parecia não querer enxergar.

-Nós, provavelmente, seremos destruídos com os poderes. Simples assim.

-Não mesmo! –rugiu. –Eu não sou descartável! E como ele... – o garoto silenciou-se, juntando novamente as peças. –Vaanny?

-A bruxa, sacerdotisa, druida, que Aodh precisa para isolar os poderes dele em nós. Para que quando chegar a hora, os poderes sejam destruídos conosco.

-Por isso ele a salvou. –o quebra-cabeça que os dois resolviam era ainda mais sombrio do que estavam acostumados. –Precisava de alguém como ela para selar esse feitiço.

-Ela era a guardiã dos selos de magia, você sabe. Ficou sedenta de poder e tal, e quase foi morta por isso. Aodh deu os poderes que ela tanto quis. Acho que foi uma troca.

Bran fez uma enorme careta. Aodh não tinha aquele direito, tinha? E Vaanny? Eles sempre a trataram como se fosse sua mãe, e ela os mataria?

-Sempre pensei que fôssemos os príncipes e princesas da Terra das Sombras. –a voz do menino era estranhamente fria. –Mas agora eu vejo que somos os peões.

-Não é um jogo de xadrez, Bran. –Vougan o encarou.

-Tem razão. É o jogo do poder. E nesse jogo apenas um é o vencedor.

Vougan assentiu, levantando-se e estendendo a mão para o irmão.

-Vamos embora. Já cumprimos nosso dever aqui.

Bran ignorou a mão estendida de Vougan, levantando-se e cerrando as mãos em punhos.

-Quando contamos a eles?

O rapaz negou com a cabeça.

-Não vou dizer a eles que Aodh e Vaanny vão nos matar. Não quero que se revoltem e tentem adiar o inevitável.

Bran pareceu incrédulo por meio segundo.

-Sempre te achei esquisito Vougan, mas daí a aceitar ser destruído é outra coisa. Vai deixar isso barato? Fala sério?

-Vou falar com Aodh. Abrir o jogo. Colocar as cartas na mesa. –deu de ombros. –Eu sei que ele tem uma boa explicação.

-Ou não! –Bran encarou o irmão atentamente. –Ele pode te matar e ponto!

-Confio nele, Bran. Não posso evitar. Sou parte dele. Nós todos somos.

Continua...


Última edição por Keroll Salvatore em Sab Abr 28, 2012 12:22 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Seg Jan 16, 2012 4:16 pm

Como viram, esse capt fala mais sobre Bran e Vougan. Personagens q estavam um pouco esquecidos no fundo do baú de Love Never Dies não é?
Logo mais veremos também o resto, afinal, eles fazem parte do mistério que denominamos 'Aodh'.
Bjins, espero q curtam o capt.
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Den!se ;D em Seg Jan 16, 2012 6:40 pm

Mana amei o caps
kkkkkk tadinha da tia Judith ta parecendo uma marionete kkkk
Aodhzinho sabe botar ordem kkkkkk
e continuo de olho nesses pestinahs rummm eles que ano roubem nossa mamys senao a coisa vai ficar feia pro lado deles kkkkkk
a mamy ta toda poderosa ne mana? kkkk
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk eu ri dos dois se fazendo de santinhos mana te parece, de santinhos aqueles dois nao tem nada kkkkkkk Meredith teria um treco se soubesse o quanto os dois consegue ser malvado
o Vougan jogava tudo as coisas ruins pra cima do Bran shushusuhsuhhus e dureza que é ser "irmao" mais novo kkkk
tomara que o Vougan nao fique mais poderoo senao a coisa vai ficar pior ainda, do geito que ele ta ja ta bom kkkk
ixe o Bran ficou revoltado com o Aodh mas tbm nao deve ser nadinha agradavel descobrir que é so uma valvula de escape
credo Aodhzinho espanta, ele tem que parar de ficar cada vez mais forte
wonnn mana o Aodh gosta mesmo da Saf ate deixo ela no topo do poder *--*
mana adorei toda a explicação de como eles foram meio que criados sendo digamos assim os excessos de poder do Aodh
tadinhos eles vao ser destruidos pelo proprio poder (Ô eu ficando com dó deles sendo que nao deveria #fato kkk)
mana ainda bem que com nos a mamy é boazinha, pq ela da medo sendo praticamente o braço direito do Aodh kkkk
mana amei, foi mega revelador o caps, vou esperar ansiosa por mais *-----*
nao demora mana
e nao some rummm
te amo mana linda
bjao
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Gil Somerhalder Salvatore em Sab Jan 21, 2012 6:15 pm

Minha linda, nn ache q eu esqueci hein??
É q to sem net, ai ferou...
Mas saiba q eu amay os caps, hein??
Vc escreve divinamente bem, e lamento pela sua perda
BJoos
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Giulia Salvatore em Qua Jan 25, 2012 6:26 pm

mana!!!!

pois eh! cheguei na continuação! heheehee. chorei com o Damon indo embora... Sad agora vo começar a ler a cont... hehehehe. vicio

beijooos
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Dom Jan 29, 2012 3:26 pm

Vaanny escreveu:Filhooota o/
nossa, nem eu estou acreditando que finalmente me atualizei.
sabe filhaa, eu realmente sei qe vc deve estar mto chateada pelo meu sumiço. Embarassed
tanto tempo desaparecida por aqui... eu sei que sou uma mãe desnaturada e ausente. Sad
desculpa mesmo amor.

mas enfim, vamos aos comentários:

Elena cara-de-pamonha. ¬¬
falar tudo aquilo pro Damon é meio qe pedir pra levar um tapa na cara, néh?
ele cuidou dela e salvou ela e ela foi uma ingrata de primeira. ¬¬
e o Damon tão lindinho lá, cuidando pra não falar besteira. *--*
chamar a Bonn de "princesa" é pra dar ciúmes na humanidade feminina mesmo. kkkk '
até eu fiquei. kkk vc sabe, neh filhaa?
então ele foi procurar vc, a Dê e a Vicky.
5 anos depois Shocked
pode brigar com ele filhoota. ele não pode sumir assim /rum

achei fofo o quando vc e as meninas aceitam ele do jeito qe ele é.
A Vicky falando um monte pra Elena. bounce
falou mto bonito. Surprised

e o Tefinha achou a Miriam. *toquem os tambores*
amei ver o quando ele tá envolvido com ela.
assim ele deixa a Elena pro irmão.

e Elena saindo só de sutiã? Shocked
bateu revolt'z total na garota. kkkk ' Aodh ficou olhando, né? Suspect
eita Aodh, toma jeito garoto.

a Bonn tbm pediu pra Elena tratar ela mal.
ôh menininha chata. kkkkk ' ¬¬
caramba, e ainda quer o Damon?
vai pegar uma fila grande #faato
kkkkk '

Meredith com essas história de matar vampiros ¬¬
falo nada pra ela não.
só deixa ela pegar no nosso baby pra ela ver. kkkkkk '
filhaa, cuida do nosso baby, ok?
O Alaric foi bem legal no qe falou. gostei dele. Very Happy
romance dele com a Meredith tá lindo filhoota.
amei *--*

A Mag tá uma fofa.
sempre tentando entender o "amiguinho". kkkk
e a Safira se apaixonou por um humano? /choquei Shocked
tadinho do Aodh.
eu sinto qe ele tem algo de bom dentro de si.

A Juh, tadinha.
tá tão perdida. :\
mas foi bom aparecer a Dani pra ajudar ela.
e essa história de mediadora tb é super interessante.
kkkk ' achei legal as duas.
ri bastante. *--*

E eu com a Katherine. kkkkkk '
eu tenho medo de mim na sua fic filhoota. Shocked
as formas com que eu tento arrumar poder...
almas de crianças de 0 a 2 anos? Shocked
e agora as da Mag e da Miriam? Shocked
vixe, a coisa tá feia.
mas amei me ver falando do Damon e criticando o Tefinha. rsrs '
mto bom mesmo.
e eu falando do Damon como se ele fosse "meu"? Wink
kkkkkkkkkkkk ' eita Kath com ciúmes de mim. Shocked
posso com uma coisa dessas? kkkkkk

e esse trato do Stefan? o.o
o vampiro tá enlouquecido de aceitar tudo aquilo.
agora nem tem vontade própria. Shocked
quero ver como ele vai ajudar assim. :\

e a história do Aodh?
tipo, ele deu o sangue dele pro Damon?
vixe, tem coisa aí. ¬¬
além do qe, o Damon acha qe já viu ele de algum lugar.
pronto, já vi qe isso vai render. kkkk '
tadinho do nosso baby.

e meio assim, o Aodh pode ser vencido?
pooq tá meio difícil, neh?
até sem poderes ele desenvolve mais poderes Shocked
a coisa tá tensa por nosso baby enfrentar ele, néh?
owwn, protege nosso baby aí filhaa.

e esse agarramento Delena alien
kkkkkkk Elena não resiste.
e como culpá-la? *--*
e tb pelo fato do Damon falar aquelas coisas lindas de que quer a Elena dele. *--*
mas que lindão é esse vampiro. *--*

e esse final da discussão do Jesse e do Aodh.
kkkkkkkkkkk ' eu ri.
mto engraçado mesmo.
gostei de como o Jesse acredita nele. *--*
e essa de alguém ter qe tirar o colar pra ele ter os poderes *--*
fofo demais filhaa


enfim amor, é isso.
mamis atualizada aqui e ansiosa por mais.
amei a história, amei ler os capítulos e o orgulho tá enorme meesmo.
ter só filhaas talentosa é tãoo mágico. *--*
kkkkk ' puxaram o pai. lalalá
desculpa mesmo o sumiço demorado amor.
senti saudades daqui. *--*
beijoos filhoota linda
te amo, tá? Surprised
sz

Mamyyyyyyyyyyyyyyyyyyy!!!
Magina mamy, não precisa esquentar com isso ñ!
Eu disse q vc podia ler com calma, lembra?
E vc ñ é nd desnaturada! Rum, ñ pode falar assim da minha mamys ñ viu?

Tb acho q Elena merecia uns tapas na cara! Aquela jumenta! Como ela pôde falar assim com aquele divo lindo???
Nem me fala mamy, eu quis esganar ela #fatoooo
Ele é sempre fofys d+ *-*
Adoro o jeito como ele se controlou para ñ falar oq ñ devia né??
Na vdd, acho q ele bem q podia ter falado sim. lalala
Né? Até eu fiquei querendo esganar a Bonnie. Pode não viu?
Hahaha, a Dê praticamente disse q ia me bater se eu ñ fizesse uma personagem minha! kkk
Mas é ruim fazer viu?
Aiin, eu brigo, mas eu amo aquele lindo. #baba

Bate nela dinda! kkkkkkk
Eu até pensei na cena épica do tapão sabe? Mas aí deixei pra lá...

Achava q ele nunk mais encontraria ela né mamy? kkk
Demorou pra caramba msm! Kkkk
Mas é bom msm ele estar envolvido com ela. Quem sabe ele ñ deixa a Elena?

Elena surtou geral tadinha! Pensou q estava numa cena do filme American Pie. hahaha
Aodh só olhando! Garoto safado! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Bonn realmente foi uma mala de primeira. Rum
Ela parece ñ querer largar o Damonzito né? #afffffffffff
Hahaha, e q fila viu? Ela q pegue ficha. Rum

Psé, Ric está tentando fzer ela abrir os olhos, mas...
Hahaha, ñ se preocupe mamy, eu cuido do Damon.
E qualquer coisa, vc vai correndo pra cidade salvar ele.
Ric está tentando pensar com calma né? Ao contrário dela. Rum
Até pq, ele ñ quer machucar inocentes. (e eu tenho uma queda pelo jeito responsável do Ric)
Eu tentei deixar claro q eles estão juntos. =D assim acelera a história.

A Mag realmente é uma fofaaa!!
Nunca vou entender como ela pode defender ele dps de td q ele disse pra ela. É3
Psé, Saf provavelmente se apaixonou, e nosso Aodh ñ ficou contente com isso.
Se ele tiver mamy, deixa enterrado bem no fundinho né?

Eu tinha q colocar minha filhota né mamy? kkk
E Juh precisa de ajuda para dar um jeito na eternidade dela. Ñ dá pra ficar perdida pra sempre.
Adoro mediadores! kkkk

Hahaha, medo de vc msm?? O.O
É, realmente, algumas coisas são sinistras... #meedo
Tadinhas da Mag e da Miriam né?
Amooo mostrar o quanto vc adooora o Damon, hahaha.
Damon como se fosse seu? hahaha, pra vc acho q ele é msm.

Stefan deve ter surtado né?
Cheirou canetinha... Só pode!
Vamos ver como ele vai tentar ajudar agora né?

Aodh e seus mistérios! Hahaha
E Damon e suas sensações né? lalala

Pra vencerem o Aodh vão ter q ralar mt mamy. #fataço
O garoto é forte msm né? (MEU DNA, KKKKKKKKK)
Até sem poderes ele arruma nvs, tá podendo hein?
Deixa cmg q eu protejo nosso baby!

Own, nem me fale, lindo é pouco! hahaha

Gostou do Jesse, mamy? EEEEEEEEEE
Teve gente q ficou com medin dele! hahaha
Logo ele q é do bem!


Ahhh, eu é q tenho mó orgulho da mamy diva q tenho! E as manas tb, aposto!
Bejoo mamy, tb te amooooooooooooooooooooooooo!!!
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Dom Jan 29, 2012 4:01 pm

Capítulo 49- Plan Underway
Plano em Curso





Aodh já estava ficando entediado de toda aquela enrolação. Tinham lido menos da metade de sua história e ficavam ali de papo furado. Tão típico de humanos. Se bem que tecnicamente, havia apenas uma humana naquela sala enorme.

Três vampiros, uma bruxa e meio – já que ele não considerava Bonnie como totalmente uma bruxa – e uma humana.

Ainda assim cada um deles tinha uma porcentagem de curiosidade humana excessivamente alta. Ao invés de lerem logo e acabarem com aquilo, ficavam debatendo sobre detalhes nem um pouco importantes.

Se bem que eles estavam procurando algo que não iam encontrar.

Aquele livro nada mais era do que um tipo de enciclopédia de criaturas místicas antigas. Apenas isso. Não havia uma cura milagrosa ou um feitiço fantástico que pudesse destruí-lo. Era uma perca de tempo sem tamanho.

A garota de cabelos louro-escuros mencionou aquilo minutos antes, e a morena inteligente até demais apenas dera de ombros e dissera:

-Precisamos conhecer o inimigo antes de ataca-lo. Estudar os pontos fracos.

Um furo em tudo aquilo, já que ele não tinha pontos-fracos.

Estava ficando cansado. Queria logo matar á todos e voltar para a Terra das Sombras. Queria esquecer aqueles dias estranhos na terra, queria voltar á sua velha rotina normal.

Quem sabe ele não pudesse esquecer aquela dimensão por meio milênio?

Sabia que não faria tal coisa. Gostava muito das almas. Gostava de devorá-las. Era seu prato predileto. E aquele era seu bufê. Não poderia abandoná-lo por meio milênio. Onde estava com a cabeça?

O rapaz soltou um suspiro pesado enquanto fechava os olhos novamente. Se fosse humano, dormiria. Na verdade, Aodh podia de fato dormir se quisesse. Quando estava muito entediado, costumava dormir um pouco. Não que precisasse, ou sentisse realmente a necessidade que os humanos sentiam, mas simplesmente parecia melhor do que ficar parado como uma estátua olhando para o nada.

De todo, sentia que não era o único cansado e tampouco entediado. Elena estava quase entrando em coma numa das poltronas de couro da grande sala. Mesmo de olhos fechados Aodh podia ouvir e sentir as coisas ao seu redor.

Elena estava prestes a dormir, isso era claro.

Talvez fosse bom. Se ela entrasse em coma, então Aodh não teria que mata-la, certo?

Sem falar naquela cena ridicularmente melosa à apenas minutos atrás. O rapaz quase vomitara com todo aquele papo meloso de amor. Damon realmente estava ficando um completo idiota, e aquilo era inaceitável.

Talvez Aodh pudesse ajuda-lo e dar ao vampiro um choque de realidade. Talvez. Se ele não o irritasse muito como estava fazendo nos últimos anos.

Poupar o irmãozinho caçula? Salvar a irmã da bruxa? Cuidar obcessivamente de Elena?

Onde estava a graça de tudo aquilo, francamente? Damon estava precisando mesmo de uma boa ajuda. Do tipo que Aodh dava á ele quando era criança.

Os raios do sol começavam a surgir mais fortes no céu claro daquela manhã de inverno. O que não agradava nada ao garoto. O sol era incômodo. Sempre tão brilhoso! Pelo menos ele estava protegido daqueles raios de luz em sua árvore.

Sentiu um par de olhos sobre si. Aquela sensação familiar de alguém estar te vigiando.

Não se incomodava tanto assim. Tanto que sequer abriu os olhos para ver quem era. Apenas se aconchegou melhor e suspirou.

Era como um tipo de radar. Sabia que quem quer que estivesse olhando para ele, não significava perigo nenhum para o mesmo. Não era uma ameaça á ele.

-Vougan. –disse lenta e preguiçosamente.

Ouviu uma risada baixa, mas tensa.

-Oi Aodh.

Sentiu outra presença, e dessa vez abriu um dos olhos.

-E Bran?

-Irmão. –disse o rapaz simplesmente.

Aodh estranhou. Bran e Vougan não eram exatamente melhores amigos, mas pareciam muito... Unidos naquele momento. Extremamente unidos. E claro, o fato curioso de Vougan estar bloqueando a mente dos dois, impedindo que Aodh lesse sem esforço.

-Hum. Vejo que está me bloqueando. –Aodh abriu os olhos, olhando para os garotos parados na ponta do galho.

Se fossem humanos, aquele galho certamente quebraria, mas eles tinham o equilíbrio perfeito. Era algo natural.

-Desculpe-me por isso. –disse ainda meio nervoso. –Queria conversar.

-Estamos conversando. –disse ainda sondando os dois com seus olhos negros. –E estou meio ocupado.

-É importante. –Bran disse entredentes, como se estivesse se controlando.

Aodh revirou os olhos.

-Jura Bran? O que é tão importante assim para virem até aqui enquanto eu estou planejando uma matança?

Bran deu um passo feroz á frente, mas Vougan o segurou de imediato, lançando-lhe um olhar repreensivo.

-Bran. –advertiu. –Só queremos conversar. É importante Aodh. Pelo menos para nós.

-Desembucha de uma vez Vougan. Não tenho tempo. Então vá direto ao assunto e me deixem em paz.

Os rapazes respiraram fundo. Vougan para tomar coragem e Bran para se controlar.

-Sabemos da verdade. –começou lentamente. –Que não somos seus irmãos.

Aodh continuou sentado, distraído por um breve momento. Claro que Vougan sabia. Era um ótimo telepata. Mas e daí? Aquilo não era a notícia do século.

-Grande novidade. –olhou para os dois. –Parabéns.

-Sabemos que mentiu esse tempo todo! –Bran vociferou irritadíssimo.

Aodh deu um sorriso de canto cínico enquanto cruzava os braços contra o peito.

-Não menti. Eu omiti. É completamente diferente.

-Ah é? –Bran avançou novamente, sendo segurado por Vougan mais uma vez. –Você mentiu sim! Fez com que acreditássemos que você era nosso irmão! Que éramos... Algo importante para você! E nós sempre fomos apenas sua válvula de escape!

Aodh deu de ombros.

-Não vejo onde está o problema nisso tudo, meus caros. –disse simplesmente.

-O problema está no fato de que você vai nos destruir quando ficarmos cheios do SEU poder e completamente descontrolados.

-Detalhes. –Aodh levantou lentamente. –Não vou ter que fazer nada se aprenderem a se controlarem. Por que acham que eu sempre digo o quanto é importante manterem o controle? Estou tentando mantê-los existindo, e não o contrário. Já tenho problemas demais com os malditos Anjos da Morte, não quero mais.

-Mas Aodh, não podemos deter o avanço de seus próprios poderes. –Vougan se aproximou. –É algo natural. Algo que vem até você.

-Eu sei disso Vougan. –Aodh o fitou. –Eu não quero destruir ninguém. –olhou para Bran. –E eu criei vocês. De fato, vocês sempre foram minhas válvulas. Dividir meus poderes parecia o modo mais simples de controla-los. Saf não gostava disso. Dizia que era errado. Mas sabemos que para ela, até pisar uma formiga era errado.

Aodh pulou do galho alto da árvore, pousando com leveza no chão enquanto esperava os irmãos. Não demorou nem meio minuto para que aparecessem.

-Vaanny não está conosco para matar vocês. –Aodh olhou para os dois com desdém. –Ela só está lá para tentar conter os meus poderes. Não entendem? Vocês são os selos. Os que detêm todo esse poder. Não tenho controle. Sequer consigo aprender a desenvolver direito um! Sempre surgem mais e mais poderes. E isso antes que eu possa me adaptar ao anterior. São sim minhas válvulas, mas eu não quero que sejam destruídos.

-Somos os selos? –Bran parecia ainda mais confuso. –Selamos seus poderes?

-Vocês os mantêm na linha, é diferente. Depois de tantas décadas, séculos, milênios, comigo, deveriam aprender a confiar em mim.

-Mentiu para nós. –Bran tornou a dizer, os olhos em chamas.

-Eu omiti. –Aodh rebateu. –Não tinha importância alguma na época e não tem agora. Vougan foi enxerido até demais em ter invadido minha mente. Se bem que... Como fez isso? Ninguém pode fazer isso.

Vougan pareceu nervoso novamente.

-Tecnicamente não invadi sua mente. –deu um sorrisinho tímido. -Quando você... Dorme... Suas defesas parecem mais baixas. Especialmente quando seu corpo sente que o oponente não é uma ameaça. Eu não ia ferir você. Só queria testar até onde meus poderes iam contra os seus. Não deu muito certo, se quer saber. –Vougan fez uma enorme careta. –Acabei com uma bruta dor de cabeça. E olhe que eu sempre achei que não podia ter dor de cabeça.

Aodh deu de ombros, encostando-se ao tronco.

-O que viu?

-Nada muito relevante. No começo eram flashes sem sentido. Sua defesa é muito boa mesmo quando sabe que não representa perigo. –Vougan deu um suspiro. –Sua mente percebeu que eu era um invasor e me atacou.

-Espera aí! –Bran os encarou longamente. –Ele te atacou dormindo?

Aodh revirou os olhos para o menino, meio que deliciado com o fato de Bran não ter consciência de como ele podia ser forte mesmo sem querer. E por isso ele era tão perigoso. Por isso ele sempre fora perigoso.

-Minhas defesas nunca baixam totalmente Bran. –sorriu. –É algo instintivo. E bem feito para você, Vougan. –fez uma careta para o outro. –Eu não mandei testar seus poderes em mim. Mas fiquei curioso. Se só viu flashes, como deduziu?

Vougan pareceu orgulhoso de si mesmo por um breve momento.

-Como um quebra-cabeça. Fui juntando as peças. Flash por flash. Até ter uma imagem coerente. Uma lembrança coerente. Havia muito o que separar sabe? Sons, imagens, sensações. Rendeu-me outra dor de cabeça, mas valeu a pena.

Aodh ouviu sons dentro da casa enquanto avistava mais e mais vampiros chegando para se refugiarem do sol. Aquilo ficaria bem interessante.

-Qual deles vai matar ‘maninho’? –Bran parecia ter voltado a confiar no outro.

-Não me conhece Bran? –Aodh deu um sorriso travesso.

Bran avaliou a cena, como se fosse uma lembrança conhecida. Algo com o qual ele sempre havia lidado. Ele era um expert naquele assunto.

-Não me diga que quer matar todos eles? –o outro apenas ficou quieto, o que para Bran já era um sinal. –Aodh, você sempre foi guloso.

Vougan parecia ser o único desconfortável ali entre os dois.

-Aodh, devo alerta-lhe para que seja cauteloso. Sempre nos alerta sobre os Anjos da Morte. E você sempre se expõe dessa maneira quando causa confusão ao mundo humano. Pense bem...

-Poupe-me do sermão Vougan. –disse simplesmente com uma careta. –Não é nada meu além de algo que criei no tempo livre. E tão fácil quanto o criei posso destruí-lo. Então não me aborreça com sua maldita mania de se preocupar com tudo. Eu me cuido sozinho.

-Relaxa aí irmão! –Bran tocou o braço do garoto. –Vougan tem razão. Você sempre nos alerta, mas nunca segue o que diz.

-Eu nunca disse que eu precisava tomar cuidado com eles. O que vão fazer contra mim? Francamente, seria mais fácil eles fugirem de mim e não o contrário. Vocês, por outro lado, não passam de crianças. –olhou atentamente para os dois. –Agora voltem logo para a Terra das Sombras. Lyana, Luna e Arya estão sozinhas lá.

Os dois se entreolharam.

-Onde está Dragon? –perguntaram em uníssono.

-Desobedecendo, como sempre. –Aodh revirou os olhos. –Ele me enche a paciência. Procuro por ele depois que resolver umas coisas aqui. Agora caiam fora e só voltem se forem chamados.

Vougan assentiu enquanto Bran fez uma careta.

-Eu estou ficando com fome. –anunciou. –E você vai fazer um banquete... Ideias?

Aodh abriu a boca para manda-lo para o inferno, mas a fechou em seguida, ponderando a ideia do irmãozinho.

-Sabia que gostava de você por algum motivo. –sorriu sombriamente. –Vão para a Terra das Sombras. Chamem as meninas, encontrem Dragon. Digam que hoje eu dividirei meu bufê com todos vocês.

Bran sorriu animadamente, os olhos cintilando de excitação enquanto praticamente quicava no lugar. Fazendo Vougan revirar os olhos pela atitude do irmão.

-Sério?! Não acredito! Aqui só tem vampiros! É como...

-Sobremesa antes do jantar. –Acrescentou Vougan com uma careta de desconfiança. –O que há Aodh? Por que essa mudança de planos?

O outro deu de ombros, fazendo sinal para que os dois apenas escutassem os sons dentro da casa antiga.

-Então esse Aodh ficou um tempo entre os humanos? O que diz o livro?

-Sim, mas não foi um tempinho. Foram centenas de anos. Talvez milênios. Não sei exatamente.

-E ele tem seis irmãos mesmo?

-Sim, e mais um que vem depois. Mas não é como os outros...

-O que estão fazendo? –Bran encarava os irmãos. –Lendo... Sobre nós?

-Sobre mim. –corrigiu Aodh. –Vocês estão na história por obra de alguém muito querido de vocês.

-Aodh, não seja enigmático. –Vougan parecia ansioso.

-Safira. –deu de ombros, indiferente.

Bran abriu a boca para negar enquanto Vougan mantinha-se quieto, mas Aodh foi mais rápido, falando ainda indiferente.

-Eles querem saber mais sobre nós. Acho que é chegada a hora de nos conhecerem.

***

Damon sugava lentamente o líquido vermelho e quente pelo canudo. Era realmente gostoso. Aplacava um pouco a sede que o incomodava, mas era como um aperitivo antes da real refeição.

O sangue pelo menos também estava quente. Ele renegou completamente o sangue congelado que tinha na geladeira. Parecia repulsivo e nojento demais para despertar o apetite do vampiro. Era muita apelação.

Parecia algo doentio, todo aquele sangue frio e estocado numa geladeira. E nada apetitoso. Era tão atraente para o vampiro quanto sangue de pato congelado. Ou talvez um remédio.

Para ele, sangue deveria ser quente e da fonte. Direto de uma jugular, de preferência feminina, ou talvez de uma artéria... O simples pensamento fez a boca do vampiro salivar de expectativa.

-Ah não amorzinho. –Vicky deu um sorriso largo para ele. –Morde o canudo.

Damon revirou os olhos enquanto soltava um muxoxo de frustração com aquela situação. Sentia-se muito faminto. De uma forma que há muito não se sentia.

O moreno sabia que aquilo era meio idiota, afinal, tinha acabado de se alimentar do sangue da loura que tentava inutilmente lutar contra o sono na enorme poltrona de couro, mas ainda assim continuava com fome. Ou sede. Não sabia separar uma coisa da outra. Tinha fome e sede do sangue fresco descendo quente por sua garganta...

Concluiu que estava com tanta sede por que só havia tomado uma pequena quantidade do sangue de Elena. Levando-se em conta que cortara seu pulso muitas vezes naquela última noite. Perdera mais sangue do que tomara, isso era fato.

O sague de Stefan não contava muito. Não era sangue humano. Tinha suas diferenças.

Ele se viu realmente mordendo o canudo transparente. Fez uma careta enquanto segurava o enorme copo com força.

-Eu pedi sangue e não genérico. –resmungou.

-Ah, para de reclamar tanto docinho. –Denise praticamente ronronava enquanto passava as mãos pelos ombros dele. –É sangue quente pelo menos.

O vampiro fez uma careta enquanto tomava um longo gole.

-Esse sangue é tão bom quanto um limão azedo. –resmungou novamente. –Não há humanos por aqui não? –uma lembrança lhe ocorreu, fazendo o vampiro sorrir. –Keroll...

A vampira baixinha o encarou, desconfiada. Tanto ela quanto Vicky estavam acostumadas com aquela voz suave e sensual que ele fazia quando queria alguma coisa. Era como chocolate derretido... Ele praticamente ronronava para ela.

-Sim? –a voz dela saiu com uma nota profunda de confusão e divertimento ao mesmo tempo.

O moreno se aproximou dela, dando o copo ainda pela metade á Denise que o encarava curiosa. Damon tocou o rosto dela suavemente, traçando o contorno dos lábios da morena enquanto a fitava intensamente com aqueles olhos negros sempre tão profundos.

-Você tem um lanchinho de estimação... –começou delicadamente. –Poderia me emprestar por... Meia-hora?

A morena sorriu para ele, um sorriso cínico.

-Está se referindo ao Ryan? –ele deu de ombros, dando um daqueles sorrisos de canto bem típicos. –Ah você quer mata-lo, isso sim!

Damon manteve o sorriso e a voz sedosa enquanto falava.

-Prometo não arrancar a cabeça dele fora. –continuou calmamente. –Só quero tomar... 90% do sangue dele. Juro. Nem uma gota a mais.

Denise riu enquanto encostava-se a parede. Damon estava realmente pedindo o quase-namorado de Keroll para lanchar? Sério?

-E você jura mesmo que 90% do sangue dele não vão fazer falta? –Vicky ria assim como Denise.

-Ah, Vicky, já está bem difícil sem sua ajuda. –resmungou para a outra morena na mesa do outro lado da sala. –Continue lendo que por hora está bom.

-O.K senhor. –riu de novo enquanto fixava seus olhos na página que lia.

Ele sorriu satisfeito, voltando a atenção para a morena baixinha.

-Eu prometo deixar ele vivo. –prosseguiu. –Você dá seu sangue a ele depois que eu acabar de lanchar e tal. Ele vai ficar novinho em folha. –sorriu abertamente, como se sua lógica fosse imbatível.

-Damon, pra quê você quer o Ryan? –ela o encarava seriamente. –Vicky te deu sangue humano. –ela apontou para o copo que Denise segurava.

-Não. –ele seguiu o olhar dela até Denise, fazendo uma careta para o conteúdo do copo. –Não mesmo. Vicky me deu sangue de gambá congelado, só pode. Não gosto desse sangue genérico. Gosto de...

-Veias pulsantes, jugulares atraentes. Nada de Fast-Food, prefere comida da fonte.

-Sou um cara orgânico. –deu de ombros. –Dizem na TV que comida rápida faz mal.

Denise se aproximou dos dois.

-Isso é pra X-Burger e batata-frita. Sangue não conta.

Damon deu de ombros novamente, fazendo sua melhor expressão de pidão. Aquela cena poderia ser engraçada na posterioridade, mas no momento, as garotas sentiam seus corações partidos com aquela carinha.

Os olhos negros do vampiro estavam muito brilhosos e profundos, enquanto de alguma maneira ele meio que mordia o lábio, meio fazia um biquinho tentador. As sobrancelhas negras meio unidas...

-Keroll... –a voz de Denise era quase chorosa. –Ryan nem é lá essas coisas. Pense no bem estar do Damon.

-Ela tem razão K! –Vicky parecia desolada. –Ele está com fome! Tadinho! Pode até ficar doente! Imagine só! –a expressão dela ficou aterrorizada. –Não pode deixar ele com fome. Seria inaceitável! Algo completamente fora de cogitação!

-Eu até daria meu sangue á ele. –Denise tornou a falar, a voz ainda chorosa. -Se você não arrumar um humano, eu vou fazer isso K.

-Usem a bruxa de Blair ali! –a morena apontou para Bonnie. –Ela é inútil! Pode servir de lanche!

-Bonnie e Dê estão fora de cogitação. –Damon falou baixinho. –Ficariam fracas e tal. Preciso delas com força total para encontrar Margaret e Stefan.

-Nem vem Damon, não vou cair nessa não. –desviou o olhar para o outro lado. –E a sua namorada humana?

-Elena? Já tomei do sangue dela hoje. E ela quase morreu. Dá um desconto pra ela K.

-Não vou chamar o Ryan. –disse simplesmente. –Tome o sangue de pato congelado que a Vicky te deu. É suficiente por hora e...

Quando ela virou-se para os três, todos a encaravam com as mesmas carinhas pidonas de Damon. A garota suspirou, batendo a mão na testa.

-Tudo bem K. –Damon deu um suspiro. –Você prefere seu namorado humano e tal. Eu entendo. Sério, sério. Eu realmente entendo e...

Ele parou de falar ao ver a garota pegando um pequeno aparelhinho no bolso da calça e discando alguns números rapidamente.

Demorou meio minuto antes de uma voz masculina grave atender animadamente.

-Heeei! Princesa! Eu jurava que você não me ligaria à uma hora dessas e...

Damon fez uma careta. Ninguém chamava as garotas dele de ‘princesas’ além dele mesmo. Ninguém. Quem aquele tal de Ryan pensava que era para se meter com uma delas?

-Ryan, não tenho tempo. Vou resumir pra você entender com a maior facilidade que conseguir: Caso de vida ou morte. Venha pra cá agora. Entendeu?

-Tá, caso de vida ou morte, entendi. –um barulho de chaves foi ouvido. –Chego em... Vinte minutos no máximo.

Damon escutou quando a garota bufou irritada.

-Em vinte minutos o apocalipse já vai ter acontecido. Dez minutos no máximo Ryan.

-Dez? Caraca, quem a Denise incendiou dessa vez? É sério, você tem que colocar na cabeça dela que o entregador de pizza não é um assassino em série que ela viu no filme do mês passado.

-Não, dessa vez a Denise parou de tentar incendiar os entregadores de pizza. –a morena estava impaciente. –Trocou pelos entregadores de comida mexicana. Ah, para de papo furado, vem logo Ryan.

Os vampiros da sala ouviram o barulho de quando o rapaz vestiu alguma coisa. Damon constatou que era um casaco, ou talvez uma jaqueta. Que humano lerdo.

-Tá sua nervosinha. Levo um extintor ou uma pá?

Ao que parecia, o garoto acreditava que Denise tinha incendiado alguém. Ou estava prestes a incendiar.

-Não traga nada além de você. Já é mala o suficiente.

-Ui, magoou. Você é sempre sensível como uma pedra.

-Entra na droga do carro e vem logo Ryan!

-Tá, tá! Calma! –um barulho de motor soou no celular. –Ouviu? Já estou no carro e chego daqui a pouco. Será que pode relaxar?

-Dez minutos no máximo, ou cabeças vão rolar, começando com a sua.

Damon sorriu abertamente para a morena quando ela desligou o celular com a respiração irregular.

-Ahhhh! Pronto! Estão felizes? -ela encarava os três com um biquinho. –Agora parem de fazer chantagem emocional comigo antes que eu ligue pro Ryan de novo e peça para que ele me traga duas estacas e um maçarico!

Denise sorriu colocando o braço em volta dos ombros da garota que a fuzilava com os olhos castanhos.

-Ah mana, fica tranquila. Se eu tivesse um namorado eu o daria de boa vontade pro Damon morder, sabe como é...

-RYAN NÃO É MEU NAMORADO, DENISE! –a morena baixinha falou entredentes.

-É claro que não é! –Damon a tirou de perto da loura antes que a morena a atacasse. –Você não namoraria um palerma. E além do quê, vocês sabem que são minhas garotas, e eu sou extremamente possessivo.

-Ah Damon, as coisas que não fazemos por você, não é? –todas riram enquanto a morena fazia uma careta com um biquinho.

Damon estava quase contente. Quase.

Teria um café-da-manhã decente em dez minutos, tinha quase feito as pazes com Elena, reencontrado três grandes amigas...

Mas tinha a outra parte que o impedia de querer comemorar: precisava encontrar Margaret, Stefan, Judith... Livrar a todos de um moleque emo mutante, de Katherine, a ex-namorada maluca...

De todo, o vampiro sabia que só conseguiria voltar a ter sua pós-vida de volta quando conseguisse trazer a todos os que sua amada amava de volta para ela.

Ele estava mesmo ficando idiota! Desde quando deveria se importar tanto com humanos? E com Stefan?

***

-Concentre-se sua anta morena! –a voz da morena era repreensiva. –Não! Não olhe para mim, se concentre! Se derrubar essa pedra em cima de mim vai ver só!

Juh revirou os olhos enquanto trincava os dentes pelo esforço. Ela estava tentando, poxa! Dani poderia ser mais compreensiva com ela. Para uma primeira vez levantando uma pedra gigantesca com a mente, até que Juh estava se saindo bem. Não que para a outra morena isso significasse alguma coisa.

-Então fecha essa matraca senão eu jogo isso em cima de você. –resmungou. –Acha que é mole manter essa coisa no ar?

A outra calou-se prontamente, como se estivesse de fato ajudando de alguma maneira. Não que para Juh aquilo fosse relevante, já que naquele momento sentia que sua cabeça explodiria a qualquer segundo pelo esforço demasiado que fazia. Se fosse viva, com certeza morreria.

Por mais irritante que fosse, ela admitia que a morte tivesse lá seus encantos. Bem, era isso que achava quando parava de tentar acreditar que um dia voltaria a viver. Estava mesmo morta, e admitir isso era realmente complicado para ela.

Juh era do tipo que amava a vida, as cores, os sabores, os cheiros... O calor do sol contra o rosto, correr no meio da chuva, correr descalça pela grama verdinha, roubar frutas dos quintais alheios... Isso para ela era tão bom, tão gostoso! Tão... Vivo!

E agora ela não sentia mais isso. Estava morta, e aquilo era irritante.

Onde estava a graça de ver o sol, mas não sentir seu calor? Onde estava a graça de ver a chuva, mas não senti-la batendo contra sua pele? De pisar na grama e não senti-la fazer cócegas em seus pés descalços?

Um estrondo forte foi ouvido, fazendo a garota se sobressaltar.

-Maluca! –Dani estava com a respiração pesada, bem longe de onde estava anteriormente. –Se quer me matar, pode não usar algo tão visível, sabe?

Juh sentiu-se envergonhada com aquilo. Até poderia ver o rubor subindo por suas bochechas e esquentando-lhe até as orelhas. Mas ela não podia mais corar...

-Desculpe Dani. Distraí-me com alguns pensamentos errantes.

-Jura? Achei que estivesse treinando a pontaria. E que por sinal, o alvo era a minha cabeça.

Juh deu uma risadinha nervosa enquanto via a morena se recompor rapidamente, arrumando os fios de cabelos que saíram do lugar.

-Como é ver os mortos? –perguntou de repente. –Não te apavora?

Dani parou por meio segundo, parecendo pensar realmente sobre o assunto, mas no fim deu de ombros e negou com a cabeça.

-Pra quem os vê desde que se lembra, eu acho que não é grande coisa. –disse simplesmente. –Pelo menos eu não saio me descabelando quando algum engraçadinho puxa meu pé à noite. Pelo contrário, dou um bom soco na cara e mando embora.

Juh revirou os olhos. Para quem tinha aquele rostinho de menina, Dani não era nada do que sua aparência fazia com que parecesse.

-Você é tão esquisita. –disse com um sorrisinho. –E usa luvas de motoqueiro/ciclista, sei lá.

A morena deu de ombros novamente.

-É para não cortar minhas mãos quando eu escalo coisas. Estou juntando minha mesada para comprar luvas de couro no próximo semestre. –sorriu. –Isso aconteceria mais depressa se Dean cooperasse, mas isso não vem ao caso.

Juh assoviou lentamente.

-Quem é Dean?

-Meu irmão. Meus pais morreram quando eu tinha sete anos e Dean tinha acabado de fazer quinze. –ela se escorou numa árvore. –Não é grande coisa, levando-se em conta que isso é bem normal.

Juh ficou triste por meio segundo. Perder os pais, e tão nova? Tadinha da garota! Juh agora também era praticamente órfã, levando-se em conta de que não poderia rever sua família nunca mais. Nem sentir aqueles abraços de tirar o fôlego dos pais, a tia praticamente arrancando-lhe as bochechas enquanto as apertava impiedosamente, o irmãozinho caçula puxando-lhe os cabelos ou jogando bolas em sua testa...

Sentia falta até dos pais gritando com ela por ficar até tarde com Jerry na rua. Não era que ela fosse irresponsável, mas Jerry sempre conseguia fazer com que ela ficasse mais cinco minutos com ele, e mais cinco, mais cinco... E de cinco em cinco chegavam duas horas. Não que ela se importasse. Ouvia as reclamações, e depois subia para seu quarto. Simples assim.

-Sinto muito Dani. Deve ter sido bem difícil.

-Juh, relaxa, não foi nada tá? Nem me lembro direito deles. E o Dean sempre cuidou bem de mim.

-E ele é como você? Tipo... Ele poderia me ver?

-Necas. –a morena balançou a cabeça negativamente enquanto fazia uma careta. –Dean é normal. O que só dificulta meu trabalho se quer saber. Dean sempre achou que eu era uma garota rebelde e revoltada por sair de casa à meia-noite.

Juh riu. Não era do tipo que saia à meia-noite, embora vontade nem sempre faltasse a ela de fazer tal coisa. Mas sempre havia sido uma boa garota. Respeitava as regras, andava na linha. Tudo como uma boa menina deveria ser.

E no final, do que aquilo adiantou?

Morrera de um jeito tão... Trágico, impiedoso. E sequer sabia quem tinha sido seu assassino. Terrível. Simplesmente inaceitável.

-Chega de falar da minha vida ou da sua morte. –Dani jogou os cabelos para o lado. –Temos pouco tempo para te treinar e achar seu corpo. Agora... Que tal explodir algumas escolas e professoras de química?

Os olhos de Juh se arregalaram.

-Relaxa mortinha! –Dani revirou os olhos. –Era só uma ideia, já que terei prova de química depois de amanhã, mas esquece. Vamos andando. Achamos seu corpo, damos um jeito nas doidas, e pronto. Eu estarei em casa tomando chá com biscoitos no fim do dia.

Dani sorriu abertamente, andando em direção á floresta escura, decidida a ajudar aquele fantasma tão interessante e educadinho.

-Tem certeza Dani? Pode ser perigoso para você...

-Você quer se libertar ou não? Quer ou não salvar sua alma? –disse simplesmente. –Vamos logo! –gritou já um pouco longe.

-Tudo bem. –Juh soltou um suspiro. –Mas tem uma coisa que você tem que saber antes de irmos...

-O que é? Vai dizer para que eu tome cuidado, que não quer que eu morra e tal? De boa, Juh, eu sei me cuidar, agradeço a preocupação, mas...

Juh riu altamente, fazendo a outra se calar.

-Eu não estou preocupada com seu bem estar não. Está nessa porque quer, eu não te forcei, e nem vou dizer pra não me ajudar, já que é a única que pode me ver.

Dani fez uma careta para a outra morena.

-Então o que você quer Gasparzinho?

-Está indo pelo lado errado ó Grandíssima Mediadora. –riu.

Juh ouviu quando a garota bufou irritada, reapareceu pisando forte, e entrou na floresta na direção certa.

-Ando inútil! Senão desisto de você!

A garota fechou os olhos, suspirando e andando atrás da outra.

Dani não era exatamente uma professora paciente, mas certamente seria a única disponível para ensinar á Juh sobre como socar sequestradoras malucas e jogar, explodir, levitar coisas que precisasse.

Não era a melhor, mas era a única, o que só deixava a outra sem opções.

Mas no fim, não importava, importava?

Continua...


Última edição por Keroll Salvatore em Sab Abr 28, 2012 12:24 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Den!se ;D em Qui Fev 02, 2012 4:06 pm

Por mais que eu nao consiga deixar de gostar do Aodhzinho ele me da medo silent
esse negocio de seu prato preferido ser almas Suspect
que isso Aodh sera que no poderia ser uma bela lasanha feita na hora? Evil or Very Mad
nao estranho o fato do Vougan estar nervoso escondendo os pensamentos dele e do Bran
Tadinho do Bran
wonnnnnnnnnnnnnnnnnnnn falei que o Aodh tinha um lado bom mana? ele acabou de provar, falando que se importa com os "irmaos" cheers
bufê? AODH VC ESTA NOS CHAMANDO DE BUFÊ? mana o Aodh estaa precisando levar um pelo puxao de orelha rummmm, menino teimoso
xiiii tadinho do Ryan vai virar cafe da manha kkkkkkk
coitado mana ele esta vindo servir de alimento e vc manda ele ser mais rapido kkkkkkkkkkkk so pelo Damonzito ne? kkkkkk
coitados dos entregadores de pizza kkkkkkkk e eu levando a culpa de ter incendiado um entregador de comida mexicana kkkk
Adoro a Juh e a Dani, rio tanto com elas kkkk
a Juh perdida em pensamentos e derrubando a pedra kkkk
tadinha da Dani, apesar de tudo ainda ajuda os mortos, e que coisa ruim deve ser ficar conversando com algo que so a gente ve
mana amei o caps
to ansiosa pra ver se vamos virar Bufê,e oq vai acontecer com a mamy e a Kath
bjao mana
estou morrendo de sdds sua sumida rummm
te amo s2
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Sex Fev 03, 2012 3:30 pm

Den!se ;D escreveu:Por mais que eu nao consiga deixar de gostar do Aodhzinho ele me da medo silent
esse negocio de seu prato preferido ser almas Suspect
que isso Aodh sera que no poderia ser uma bela lasanha feita na hora? Evil or Very Mad
nao estranho o fato do Vougan estar nervoso escondendo os pensamentos dele e do Bran
Tadinho do Bran
wonnnnnnnnnnnnnnnnnnnn falei que o Aodh tinha um lado bom mana? ele acabou de provar, falando que se importa com os "irmaos" cheers
bufê? AODH VC ESTA NOS CHAMANDO DE BUFÊ? mana o Aodh estaa precisando levar um pelo puxao de orelha rummmm, menino teimoso
xiiii tadinho do Ryan vai virar cafe da manha kkkkkkk
coitado mana ele esta vindo servir de alimento e vc manda ele ser mais rapido kkkkkkkkkkkk so pelo Damonzito ne? kkkkkk
coitados dos entregadores de pizza kkkkkkkk e eu levando a culpa de ter incendiado um entregador de comida mexicana kkkk
Adoro a Juh e a Dani, rio tanto com elas kkkk
a Juh perdida em pensamentos e derrubando a pedra kkkk
tadinha da Dani, apesar de tudo ainda ajuda os mortos, e que coisa ruim deve ser ficar conversando com algo que so a gente ve
mana amei o caps
to ansiosa pra ver se vamos virar Bufê,e oq vai acontecer com a mamy e a Kath
bjao mana
estou morrendo de sdds sua sumida rummm
te amo s2

Manaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!
Q sdds de vc!
E vc é q está sumida viu? #choraaaa

Acho q vc nunca vai deixar de gostar dele né mana? Kkk
Ele tem uma preferência culinária bem esquisitinha não é? ¬¬
Pois é, que tal uma bela lazanha? Bem mais saudável, eu acho! Kkkk
Psé, o tadinho do Vougan está cada vz mais nervoso. E o Bran tb.
Kkkkkkkkkkkkkk, ele pode até ter seu lado bom, mas realmente conta? Tecnicamente, ele está fazendo o bem para ele msm. Então ele está ajudando pq os 'irmãos' têm algo que ele precisa né?
Hahaha, vai lá dar um puxão de orelha nele mana! Kkk, só ñ esquece de levar um balde de água fria né?
Pobre Ryan! Kkkkkkkkkkkkkkkk
Ah, mas Damon prometeu q ñ mataria ele né? Kkkk
Psé mana, pq será q vc é q sempre leva a culpa né? lalala
Tb gosto bastante das duas! =D
Imagina se alguém visse as duas 'batendo um papinho'? Iam prender a Dani numa camisa de forças! Kkkkkkkkk
Ñ sei quando posto mana, fiquei meio desanimada com umas coisas q aconteceram, mas vou tentar postar logo tá?
Bjão pra vc tb mana, amucêeeeeeeee
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Re: Love Never Dies

Mensagem por SweetDream em Sex Fev 03, 2012 11:36 pm

amoooooor
maninha, perfeito de novo

Aodh mal, eu já estava até gostando de vc! rum!
que história é essa de matar Damon?

pq será q eu sabia que Keroll ia dar sangue pro Damon?
ou melhor... Ryan ia dar sangue pro Damon né... kk'

genteee, eu quase matei a Dani!
tenho que me cuidar, ou melhor, cuidar dos meus pensamentos!
gzuiz, assim eu mato alguém em definitivo!
e ela tbm nem tem paciência comigo
ha, tirei com a cara da pobre da Dani, foi só ela errar o lado... q má q eu sou!
vamos salvar meu corpo agora?

amr, pra variar eu amei! kk'
quando tem mais? ansiosa!
bjooos
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Qua Fev 15, 2012 4:50 pm

Capítulo 50- A Power Plan
Um Plano de Poder


Damon batia os dedos repetidamente no balcão enquanto tinha o rosto deitado na mão desocupada.

O moreno deu um suspiro pesado, olhando para o teto e voltando seu olhar para a sala, e assim por diante. Parecia que ficar quieto, naquele momento, era impossível.

Estava entediado, faminto, irritado... Tantas coisas ao mesmo tempo, que simplesmente o deixavam ainda mais impaciente com relação a toda aquela história.

Ele levantou-se lentamente do banco alto onde estava sentado, indo juntar-se á Vicky. Ao menos a morena parecia muito entretida com seu livro gigantesco e cheio de historinhas doces para fazer crianças dormirem.

Ele passou por Denise, que parecia animada em ensinar Bonnie alguns feitiços bizarros. As duas pareciam duas velhinhas trocando receitas antigas de família, falando de novelas, tricotando, essas coisas.

Sequer parecia que minutos antes Denise havia pensado em mata-la e jogá-la em um córrego qualquer só pelo simples fato de Bonnie ter olhado ‘indecentemente’ para Damon.

O vampiro revirou os olhos, vendo as duas fofocarem animadamente.

Keroll estava do outro lado da sala montando um castelo de cartas. Parecia muito focada no que fazia, ao mesmo tempo em que Damon via que estava entediada também. Ainda assim, manteve seus olhos fixos em sua atividade atual.

Elena finalmente havia adormecido numa das poltronas da grande sala. Ela estava encolhida e respirava lentamente. Os cabelos louros caíam delicadamente sob seu rosto, enquanto a boca estava ligeiramente aberta. O que provava que ela estava mesmo em sono profundo. O que era bom de certa forma. Talvez assim ela recuperasse o juízo.

O moreno arrastou uma cadeira na mesa onde Vicky lia atentamente o livro.

-Parece cansado. –observou a morena sem tirar os olhos do que lia.

-Entediado. –corrigiu suspirando. –Ah, Vicky, não me ignore! Deixe esse emo, gótico, sei lá, pra depois!

Ela riu, encarando o vampiro imediatamente.

-Quer uma massagem, docinho? –sorriu inocentemente.

Damon abriu um sorriso malicioso para ela, dando uma piscadela.

-Como nos velhos tempos?

Vicky deu de ombros, sorrindo abertamente para ele.

-Sem indecências, é claro. Só para tirar toda essa tensão de você... Precisa relaxar...

Ela levantou lentamente, contornando a mesa e se aproximando dele por trás, colocando as mãos nos ombros largos dele e alisando-o sob o suéter preto que marcava bem os músculos definidos e perfeitos.

-Oh claro, sem indecências... –Damon deu um de seus típicos sorrisos de canto. –Só para... Tirar a tensão. Não é?

-Você é comprometido, amor. –ela se inclinou para frente, sussurrando no ouvido do vampiro com um tom de lamento.

-Sou? –disse num tom meio rouco e sexy. –Tem Certeza Vi?

Ela mordeu levemente o pescoço dele, sentindo o cheiro viciante do vampiro.

-E ela? –disse com um meio sorriso. –Está chateado, o que não significa que não a ame. São coisas diferentes, amor.

Damon assentiu, apenas suspirando levemente.

-Não sei se quero sentir de novo. –confessou.

-Quietinho meu bem. –ela apertou levemente os ombros dele, descendo as mãos por toda aquela extensão. –Apenas relaxar, lembra-se?

Ele assentiu lentamente, querendo realmente dar um tempo de toda aquela situação perturbadora na qual ele se encontrava naquele momento.

-Vamos lá pra cima? –sugeriu a morena com uma voz lenta e sensual.

-Comprometido, lembra-se? –disse o vampiro sorrindo abertamente.

-Ah, quanta malícia Damon! –a morena riu. –Estou apenas tentando deixa-lo mais confortável! Já viu alguém fazer massagem numa cadeira?

O moreno riu, dando de ombros enquanto levantava-se lentamente e se espreguiçava.

-Há muitos modos de se fazer muitas coisas Vicky. –disse simplesmente, dando uma piscadela para a morena. –E será que as meninas vão gostar de te ver me levando lá para cima sem convidá-las?

Vicky deu de ombros, se aproximando do vampiro.

-Convide-as então.

Damon arqueou a sobrancelha negra para a morena enquanto avaliava sua expressão cuidadosamente. Vicky sugerindo que ele chamasse mesmo as outras para fazerem uma massagem nele?

-Está mentindo. –constatou surpreso.

-Não, estou omitindo que vou levar você lá para cima. –sussurrou maliciosa enquanto o puxava pela mão.

Damon imitou o sorriso da garota enquanto se deixava ser arrastado por ela. Talvez fosse realmente bom ter um tempo com Vicky. Seria fácil mudar aquela massagem para algo mais interessante, tal como ele sempre fizera antes. Seria muito simples. Era fácil demais para o vampiro imaginar como fazer tal coisa.

Ele fechou os olhos, deliciando-se com uma lembrança... Até que ela se alterou e ele fez uma careta.

Não era Vicky, era Elena.

Elena sorrindo na clareira onde ele havia a levado quando ela estava furiosa com ele. Eles ficaram juntos naquele dia, ela viu o sol nascer nos braços dele. Eles brincaram, sorriram... E por fim aquela maldita aposta que só causou confusão!

Ela ficara furiosa com ele por ele ‘acidentalmente’ ter beijado Denise. E ainda mais furiosa teria ficado se soubesse que ele já a conhecia.

Aquele dia fora tão perfeito! Os dois ficaram deitados na grama verdinha, conversando, namorando, pensando asneiras quaisquer que naquele instante pareciam fazer algum sentido. Brincaram, se provocaram, fizeram juras bobas de amor. Coisas que no momento Damon não julgou tão importantes, mas que agora simplesmente pareciam importar.

Ele queria subir aquelas escadas com Vicky. Já estava quase na metade do caminho. Mas ainda assim, parecia errado aos olhos dele.

Outra memória antes sem importância, do mesmo dia, assim que o sol nasceu e clareou tudo ao redor deles, tomou conta do turbilhão de pensamentos que era a mente do vampiro.

Ele e Elena, deitados, descobrindo desenhos bestas em nuvens.

Ela dissera que seria importante para ele um dia, e o vampiro lembrava-se de ter revirado os olhos naquele momento. Por que descobrir desenhos em nuvens seria importante algum dia?

-Não seja tão sério Damon! –ela se aconchegou melhor nos braços do vampiro enquanto apontava para uma nuvem branquinha. –Vê? Aquela me lembra um bule de chá!

Damon lembrava-se de ter zoado de todas as comparações que ela achava. Tudo o que ele via era uma nuvem. Uma coisa que parecia ser macia e branca. Mas aos poucos, vendo como os olhos dela brilhavam de excitação ao encontrar a forma de alguma coisa, ele acabou achando a brincadeira engraçada e começou a achar comparações que ela demorava quase meia hora para encontrar.

Era engraçado para ele ver o quanto ela se esforçava para ver o que ele via.

Ver o que ele via. O que ela via...

Damon quase pulou de susto ao ouvir o som de uma porta abrindo.

-Vicky, não posso. –o vampiro deu um passo para trás, inseguro. –Ela não pode me ver aqui em cima com você.

A morena parecia séria, mas algo nos olhos dela indicava que ela estava achando graça.

-E por que não Damon? Não vamos fazer nada, não é?

Damon negou com a cabeça, passando a mão pelos cabelos sedosos.

-Ela não vai interpretar isso da melhor maneira possível Vicky. Vai imaginar coisas. E do jeito que Denise e Keroll gostam dela, com certeza vão mata-la de ciúmes caso ela pergunte onde estou.

-Achei que não gostasse mais dela. –a garota arqueou a sobrancelha. –Que queria apenas salvar Margaret.

Damon pareceu incomodado por meio segundo. De fato, era essa sua intenção anterior não era? O que tinha mudado em tudo aquilo?

-Eu...

-Você a ama, e nunca vai deixar de amá-la. –completou a outra com um sorrisinho satisfeito nos lábios. –Vamos lá, admita que o que você quer é ficar com ela. Não vai te matar, sabe?

-Ela sabe disso.

-Mas você não sabe, caso contrário sequer teria vindo tão longe comigo com uma proposta que poderia acabar tendo consequências graves para seu relacionamento com ela. Você quer esquecer Damon. Admita.

-Eu quero? –ele arqueou a sobrancelha negra. –Eu só quero cumprir a droga da promessa.

-Você quer que ela aceite quem você é para que possam ficar juntos. Você quer que ela veja que te magoou tanto que talvez seja obrigação dela te dar o que você mais quer... Torná-la sua Princesa das Trevas... –sussurrou a última frase.

Damon olhou atentamente para a morena, sem proferir nenhuma palavra.

-Não vai me contradizer? –a morena colocou as mãos na cintura.

O moreno deu de ombros, dando um meio sorriso.

-Por quê? Você me acha um manipulador de primeira e um egoísta. Grande coisa.

-O quê, de tudo isso, é verdade?

-Eu a quero como minha Princesa das Trevas. –deu um sorriso perturbador.

-Está manipulando ela? –perguntou.

-Não. –Damon disse seriamente.

-Então por que ficou quieto? –a morena bufou.

-Gosto de ver até onde a imaginação de vocês vai. –a expressão dele se suavizou. –Vi, eu realmente a quero como minha Princesa das Trevas, mas eu não vou força-la a tomar essa decisão.

Vicky se aproximou do vampiro, tocando-lhe gentilmente a face.

-Não precisa fingir que não se importa só por que é mais fácil. –ela acariciou a bochecha dele lentamente, sentindo a pele macia do vampiro. –Não precisa mais ser assim Damon. E não pode pensar em fazer besteiras sempre que estiver magoado.

Ele deu um sorrisinho fraco, meio concordando com a lógica da garota.

-Você a ama. –o vampiro abriu a boca para retrucar, mas ela o silenciou. –E amá-la não torna você mais fraco do que qualquer outro vampiro. Pelo contrário, só te torna mais forte por lutar contra tudo e contra todos por esse amor.

Damon semicerrou os olhos para a morena. Como ela podia fazê-lo ir contra aquilo que acreditava, só por que a lógica dela, e o modo como ela falava, parecia melhor?

-Você a ama, Damon.

As palavras ficaram rondando na cabeça do vampiro, entrando em sintonia com a memória da garota loura de olhos azuis sorrindo que estava fixa na mente de Damon.

-Amo sim. –admitiu com a voz baixa. –Mas às vezes eu preferia não sentir nada. Dá menos trabalho e pelo menos eu sei que assim eu não sairia machucado.

-Ah... –Vicky o abraçou com força, sentindo o cheiro familiar e gostoso do vampiro. –Não se preocupe baby, ninguém está livre de decepções amorosas, nem o vampiro mais sexy, lindo e perfeito do Universo...

-Não está ajudando... –o vampiro fez uma careta, enterrando o rosto nos cabelos sedosos da garota.

-Oh baby, relaxa, eu quis dizer que até você teria que lidar com isso quando se apaixonasse de verdade.

Damon se afastou dela, fazendo uma careta enorme.

-Chega desse papo emo! –resmungou bagunçando os cabelos. –Sabe o que eu quero mesmo?

-Além da Elena? –alfinetou.

Damon revirou os olhos, abrindo um de seus sorrisos típicos.

-Elena é meu plano em longo prazo. O que eu quero agora é curtir uma daquelas festas de arrasar a cidade que costumávamos dar antes.

A morena arregalou os olhos castanhos por meio segundo, enquanto se recuperava do choque momentâneo. Damon e sua mania de surpreendê-la constantemente.

-Quando eu começo a achar que você tomou jeito e virou um vampiro decente, você me vem com uma dessas e me mostra que é o mesmo vampiro de antes.

O sorriso do moreno alargou-se enquanto ele ria com gosto para Vicky.

-Vicky, querida, quando vai aprender que certas coisas nunca mudam?

A morena abriu a boca para retrucar, mas a campainha foi ouvida no segundo andar seguida por uma voz bem conhecida para ela, e enjoativa aos ouvidos de Damon.

-Denise! –a voz parecia apavorada por meio segundo. –Sou eu Denise! Quer parar de colocar fogo no meu carro? Juro que isso já está ficando irritante!

-Ah meu Deus! Ryan me desculpa! Eu achei que era...

-Um entregador de comida mexicana? –a voz parecia sarcástica e irritada ao mesmo tempo. –Às vezes eu morro de vontade de internar você, sabe?

-Já pedi desculpas, tosco. Não precisa ofender. –a voz da loura era chorosa.

-Não foi uma ofensa. Seria ofensa se eu dissesse que você é uma bruxa de quinta. –o outro se defendeu. –Agora, quer me deixar entrar?

Vicky ouviu quando a garota saiu ruidosamente da frente do outro.

Damon abriu um sorriso perverso enquanto passava a língua levemente nos lábios perfeitos.

-Meu café da manhã chegou. –e desceu as escadas lentamente.

Aquela manhã ia ser longa, sem sombra de dúvidas.

***

Stefan mergulhou as mãos no lago, limpando-as rapidamente. Odiava ficar com as mãos sujas de sangue depois de caçar.

Felizmente Vaanny dissera que não era da conta dela como ele se alimentava ou não. A única condição era que ele não fugisse. Poderia caçar à vontade onde bem entendesse. Caçar o que quisesse. Ela não ligava, contanto que ele não quebrasse a droga do acordo.

Ele esfregou as mãos uma na outra, tentando livrar-se de todo aquele sangue seco que tanto o incomodava. Mesmo que fosse algo com o qual ele já deveria estar acostumado, ainda parecia bizarro para ele.

No fundo, parecia que Stefan Salvatore ainda não tinha se acostumado à sua vida de vampiro.

O vampiro suspirou, juntando as mãos em concha e jogando um pouco de água fresca no rosto, limpando as gotas rubras que haviam respingado em sua face.

-Que droga. –o vampiro resmungou.

-Falando sozinho, Stefan?

O rapaz fez uma careta ao reconhecer a voz que lhe chamava. Será que ele não teria paz?

-Melhor do que falar com você. –rebateu, enxugando as mãos levemente na própria camisa azul-escuro que havia acabado de vestir.

O vampiro dera uma rápida passada na pensão para vestir roupas limpas e tentar achar algum sinal de Damon. Infelizmente, nada do irmão, ou de Elena, ou sequer de Bonnie.

-Está tão malvado comigo. –a loura fez uma expressão de mágoa. –Achei que seria mais gentil comigo depois de passar tantos séculos sem me ver.

Stefan bufou irritado. Parecia que a cara de pau de Katherine não tinha limites. Até quando ela iria falar do modo como o enganou como se não fosse nada demais? Até quando ela falaria de como fingiu que havia morrido por culpa indireta dele e do irmão como se tudo aquilo fosse uma brincadeira?

-Eu estou sendo até muito gentil e cortês com você Katherine. –abriu um sorrisinho. –Eu estaria sendo rude caso pegasse um galho qualquer e enfiasse bem onde seu coração deveria estar. Mas acho que seria perca de tempo. Você não tem um.

A garota revirou os olhos.

-Se isso é seu lado mais gentil, nem quero ver quando começar a ficar mal educado. Seu pai ficaria decepcionado com seu comportamento lastimável, Stefan.

O vampiro revirou os olhos.

-Poupe-me Katherine. Não sou obrigado a aturar você. –ele passou por ela rapidamente, mas parou ao sentir a mão dela de encontro com a sua.

Stefan virou-se lentamente, encarando os olhos azuis da garota parada á sua frente. Por mais que ele odiasse admitir, Katherine ainda era tão linda quanto sempre fora. A mesma pele delicada que lembrava-lhe um cisne, o mesmo cabelo sedoso e macio num tom prateado muito belo, o mesmo corpo esbelto e pequeno.

E sempre com aquele olhar infantil que tanto o encantava juntamente com aquele sorriso secreto que ela costumava dar para ele a todo instante.

Por um momento as lembranças invadiram a mente de Stefan, fazendo-o lembrar-se de quando aquela garota significava todo um futuro para ele. Uma época onde toda a sua vida girava em torno de Katherine e de seus sorrisos que o faziam suspirar. Uma época onde ele passava noites e mais noites sonhando com o rosto delicado dela, com aquele corpo perfeito que também o fazia perder o sono...

-Você me amou, Stefan. –ela continuou num tom delicado, como uma gatinha ronronando. –Eu sei que me amou. Você desistiu do Sol por mim, lembra-se? Desistiu de ter uma família humana normal apenas para ficar ao meu lado. Não destrua tudo isso novamente querido. Não se esqueça do que vivemos...

Ela se aproximou ainda mais dele, colocando as duas mãos no rosto tenso e meio torturado do vampiro. Ele estava confuso, e Katherine sabia disso. Stefan passara mais de quinhentos anos sofrendo por achar que a tinha perdido, e não esqueceria tudo aquilo numa única noite de rancor e raiva.

Katherine encarou os olhos verdes de Stefan profundamente, sentindo como o vampiro estava se controlando profundamente para não deixar-se levar pelas antigas sensações que queriam voltar a explodir dentro dele.

Stefan balançou a cabeça negativamente três vezes, desviando o olhar dos olhos doces e suplicantes de Katherine. Aquilo era uma farsa, ele tinha que se lembrar disso. Era a única maneira de manter sua mente e seu coração intactos.

-Você destruiu isso, Katherine! –ele a empurrou para longe de si. –Você e somente você! Você e seu maldito egoísmo em querer sempre ser o centro do Universo! Você era o centro dele, Katherine. O centro do meu Universo! Até querer também ser o de Damon! Não vê? –os olhos verdes de Stefan ardiam. –Você destruiu qualquer chance que algum dia nós tivemos apenas por um capricho idiota de uma garotinha mimada! A única pessoa que esqueceu o que significava para a outra aqui é você!

-Stefan, não pode me culpar por amar os dois, não pode!

-Culpo você por ter sido egoísta o bastante para não falar na minha cara que não me amava tanto assim. Se me amasse tanto quanto diz, não teria se apaixonado por meu irmão!

-Vocês são tão diferentes Stefan... –a vampira parecia se lamentar. –São como as partes opostas...

-Da mesma moeda? –o vampiro fez uma careta ao lembrar-se que Elena tinha dito aquela mesma frase.

Katherine assentiu.

-Eu amo você Stefan. Amo de verdade. Eu só queria que vocês dois fizessem as pazes...

-Fazer as pazes? –o vampiro a encarou furioso. –Eu e Damon nem sempre nos dávamos bem, mas ainda assim convivíamos em algum tipo de trégua. Você é quem causou isso, Katherine! Você desencadeou uma rixa tão forte e tão profunda que resultou em consequências tão graves que duram até hoje.

-Vocês é que foram tolos o bastante para entrarem em casa correndo, no calor da tristeza e do ódio, armarem-se de espadas e atacarem um ao outro! Eu queria que se unissem na dor! Que consolassem um ao outro! Não que agissem como dois personagens de contos chinfrins que lutam pela honra da mulher amada.

-Jeito meio estranho de tentar me convencer a ficar com você novamente, não acha Katherine?

Stefan tentou se afastar novamente, mas a vampira surgiu bem à sua frente, fazendo-o bufar de raiva.

-Você não pode ter deixado de me amar.

-Ache o que bem entender. Eu sei que deixei de amar você. Você só trouxe desgraça à minha vida e a de Damon. Causou-nos mais dor do que nenhuma outra coisa jamais poderia ter causado. Por sua causa, e por causa de seu egoísmo, perdi quaisquer chances que um dia tive de ter um relacionamento aceitável com meu irmão mais velho.

-Sério? Nada te feriu tanto quanto eu? –ela semicerrou os olhos. –Nem Elena? Pelo que sei você ficou louco depois que soube que ela foi pra cama com seu irmão mais velho. O que doeu mais Stefan?

O vampiro cerrou os punhos duramente, os músculos do braço contraindo-se em meio a sua fúria repentina.

Por mais que quisesse arrancar a cabeça de Katherine fora naquele instante, Stefan ainda era cavalheiro demais para fazer tal ato contra uma mulher. Já bastava o peso que sentia ao lembrar-se do modo rude, grosseiro e bruto com o qual ele havia tratado Elena. Certo que Katherine merecia, mas ele não iria perder o controle que havia retomado sobre si próprio novamente.

-Confesse que sentiu vontade de matar aquela vaga...

-CALADA, KATHERINE! –ele explodiu, fazendo-a recuar um passo, assustada pela reação dele. –NÃO DIGA MAIS UMA PALAVRA, SENÃO EU ESQUEÇO QUE UM DIA FOI UM CAVALHEIRO E ARRANCO ESSA SUA CABEÇA FORA!

Quando deu por si, Stefan percebeu que segurava Katherine pelo pescoço, suspendendo-a no ar. Era impressionante até para ele como ela parecia leve. Quase uma pluma. Como se seu peso nada significasse para ele. Desde quando o vampiro era tão forte assim?

E a mente. Stefan podia sentir a mente de Katherine. Poderia invadi-la com facilidade se quisesse, tal como faria se estivesse cara a cara com um humano. Ele sabia que poderia até manipulá-la se quisesse. Ou pelo menos achava que sim. Era como se pela primeira vez, Stefan soubesse que era realmente o predador dali. E Katherine era sua presa.

Ela se debatia no ar insistentemente, tentando em vão livrar-se do aperto férreo dele. As unhas arranhavam os braços do vampiro, deixando cortes enormes e sangrentos na pele clara. Para Stefan aquilo era ainda mais curioso. Além dos cortes cicatrizarem-se como por encanto, ele sequer sentia dor enquanto as unhas afiadas de Katherine rasgavam a pele. Parecia mais que ela estava tentando acariciar a pele dele tão suavemente que sequer fazia um contato muito direto.

Stefan ficou em êxtase ao constatar que realmente estava bem mais forte do que nunca estivera. Sentia cada ponto de poder do qual ele poderia extrair mais e mais poder para alimentar a si próprio. Sentia o poder que emanava de cada ser vivo dali, cada coração pulsante ou não pulsante, cada pedra, cada folha... Tudo parecia diferente aos olhos dele. Ele via mais, ele via além. Ele via como tudo ao redor dele servia aos propósitos dele...

Será que era assim que Damon também via? Será que era assim que se sentia?

-S... Te... Fan... –a voz entrecortada de Katherine o fez lembrar-se de que ainda apertava o pescoço da vampira com força o suficiente para quebra-lo se quisesse.

Ele a largou no chão, fechando e abrindo as mãos repetidamente, ainda sem conseguir acreditar que todo aquele poder estava mesmo dentro dele. Era como... Uma chama. Uma chama forte e pulsante que o alimentava. Uma chama que o aquecia...

-Ficou louco? –a voz de Katherine se estabilizava. –Você quase arrancou minha cabeça fora...

-É uma pena que ele não tenha feito isso.

A ruiva marchou decidida de encontro aos vampiros parados fitando-a profundamente.

-O que faz aqui experiência de laboratório? –Katherine tossiu, passando a mão no pescoço dolorido.

-Protegendo meu território. – a garota semicerrou os olhos para Katherine enquanto ficava ao lado de Stefan. –Eu sei que tem certas cobras esperando para dar o bote.

-Ciúmes Miriam? –Stefan deu um enorme sorriso para a garota, ainda eufórico pela nova descoberta.

-Não. –Miriam sorriu para ele. –Só estou cuidando do que é meu. Katherine que vá latir em outra freguesia.

-A única cadela aqui é você ruivinha. –ela praticamente cuspiu a palavra ‘ruivinha’ como se fosse um palavrão.

-Pelo menos eu teria pedigree. –Miriam piscou, sequer se abalando pelo comentário da vampira. –Vai passear Katherine! Eu vi aquele garoto por aqui agorinha mesmo. Ele estava te procurando. Se não quiser virar chaveiro, sugiro que vá dar um passeio.

Funcionou quase instantaneamente, Katherine arregalou os olhos azuis ao ouvir falar de Aodh, levantou-se do chão, ainda meio apavorada e olhou ao redor. Depois seus olhos se focaram em Stefan e Miriam.

-Não vou cair nessa...

-Ah, quase me esqueci! –Miriam sorriu, aproximando-se de Katherine. –Tente manipular meu Stefan daquele jeito de novo e eu queimo você viva.

A loura a encarou, cética.

-Estou morrendo de...

Katherine sequer teve tempo de terminar a frase. Sentiu a mão direita de Miriam atingir com força sua face esquerda, provavelmente deixando uma marca avermelhada no local. Uma tapa? Aquela humanazinha ridícula havia lhe dado uma tapa?

-Sua...

No instante seguinte, Stefan estava parado à frente de Katherine, com Miriam atrás de seu corpo. O vampiro arqueou a sobrancelha para a loura antes de abrir um sorriso e dizer em alto e bom som:

-Vai dar uma volta, Katherine.

Os olhos da vampira saíram de foco por meio segundo. A voz de Stefan não era a mesma, vinha com um tom muito forte de ordem. Um comando inquestionável. Ela não podia dizer não. Ela não tinha como dizer não.

-Sim... –disse lentamente, dando as costas e correndo para a floresta.

Stefan virou-se para Miriam, chocado com o que acabara de fazer. A garota também tinha os olhos arregalados.

-Stefan como...

-Um acordo tem sempre dois lados. –disse meio eufórico. –Nunca fiquei tão forte antes!

-Você acha que... –Miriam sussurrou. –Pode nos tirar daqui?

O vampiro a encarou profundamente, perdendo-se naquela imensidão de azul-piscina que eram os olhos da ruiva. Ela estava esperançosa. Ele via isso.

-Talvez sim Miriam. –admitiu num tom muito baixo. –Mas teria que ser rápido e com tempo o suficiente para fugirmos caso Vaanny nos cace. Talvez... –ele ficou pensativo por meio segundo antes de encará-la com seus olhos verdes arregalados. –Damon!

A garota pareceu confusa.

-Seu irmão?

-Posso tentar mandar uma mensagem telepática para ele. Um local onde ele possa nos encontrar e tirar pelo menos vocês duas de lá! Eu sei que ele seria rápido o suficiente...

-Vaanny o mataria caso nos ajudasse! –Miriam parecia relutante com o fato de tentar ter reais esperanças.

Stefan negou com a cabeça.

-Não se for Damon. Lembre-se que ela tem uma queda por ele. Damon não correria riscos caso Vaanny o encontrasse com vocês. Sendo assim, ele poderia estar em vantagem. Além disso, vou alertá-lo para que não venha sozinho...

A garota abriu um sorriso fraco para Stefan, ainda relutante, mas esperançosa.

-Pode dar certo Stefan! Podemos conseguir! Vamos, vamos pegar Margaret e sair daqui enquanto há tempo... –ela disse um pouco alto demais.

-Shh... –ele a repreendeu levemente. –Não agora. Ela teria muito tempo para nos achar. Tem que ser num momento em que a atenção dela esteja em tudo menos em nós. Eu posso controlar Katherine para que fique calada. Vaanny só saberá que fugimos quando for tarde.

-Ah Stefan! –ela pulou no pescoço dele, abraçando-o contente. –Você realmente é um anjo!

O vampiro riu, retribuindo o abraço, sentindo o cheiro gostoso que emanava da garota. Talvez, quando todo aquele pesadelo tivesse acabado, ele poderia convidá-la para sair. Sem mordidas ou ações precipitadas. Apenas um encontro normal...

-'Salvatore', lembra-se? De 'Salvador'. - ele riu, feliz por finalmente perceber que tudo entrava nos eixos. -Nunca em cinco séculos eu achei que diria isso, mas, ‘obrigado charme de Damon’. –Stefan riu novamente, apertando um pouco a garota contra si.

Finalmente ele tinha um plano, e daquela vez, parecia que ele estava mesmo no controle da situação. Ele poderia ao menos tentar... E claro, não contava com o fato de precisar contar com o irmão mais velho e seu ‘charme’, mas ainda assim. Ele podia liderar tudo aquilo, mas não sozinho. Precisava do irmão. Como sempre precisara.

Continua...


Última edição por Keroll Salvatore em Sab Abr 28, 2012 12:27 pm, editado 2 vez(es)
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Giulia Salvatore em Qui Fev 16, 2012 3:29 pm

Oii mana!!!!!
To no cap 43!!! To quase la! Hahahaahhahaahaha
To morrendo! Delena ta a MUITO tempo brigado!
A Elena ta diferente porque o Stef compeliu ela?? Tipo... Nao parece mesmo ela
Hahahaahahahaha
Espero que Delena volte logOoooooo!
Amanha eu devo chegar ao cap que voce postou. O ultimo la
Haahahaha
Beijos mana!!!
PS: to viciada na fic. Nao to estudando fisica e deveria estr KKKKKKK
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Sex Fev 17, 2012 3:17 pm

Giulia Salvatore escreveu:Oii mana!!!!!
To no cap 43!!! To quase la! Hahahaahhahaahaha
To morrendo! Delena ta a MUITO tempo brigado!
A Elena ta diferente porque o Stef compeliu ela?? Tipo... Nao parece mesmo ela
Hahahaahahahaha
Espero que Delena volte logOoooooo!
Amanha eu devo chegar ao cap que voce postou. O ultimo la
Haahahaha
Beijos mana!!!
PS: to viciada na fic. Nao to estudando fisica e deveria estr KKKKKKK

Maninhaaaaaaaaaaaaaa!!!
Nossa mana, vc é rápida hein? O.o
Psé maninha, mas é preciso né? A Elena fez muita burrada com ele. Se eu fzesse ele perdoar de cara, haveriam mortes no recinto. #meedo
A Elena está msm diferente, mas ainda ñ sei se é por causa do tetefan. Vamos ver né?
Tb espero q eles se resolvam logo. Ñ gosto de ver esses dois assim.
Caraca mana, minha fic está sendo uma má influência. é3 kkkkkkkkkkkkkkk
Beejos mana, amucê d+!!!!!!!!
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Den!se ;D em Dom Fev 19, 2012 7:31 pm

Mana nao pense que esqueci de comentar.
Logo apareço por aqui
te amo mana I love you
saudades
bjos
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Seg Fev 20, 2012 12:06 pm

Den!se ;D escreveu:Mana nao pense que esqueci de comentar.
Logo apareço por aqui
te amo mana I love you
saudades
bjos

Manaaa, nem se preocupe com isso!
Okk, esperando por vc!
Tb amo mt vc mana, sdds de conversar contigo.
Bjããaaaaaaaaaaaao!
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Re: Love Never Dies

Mensagem por SweetDream em Seg Fev 20, 2012 8:02 pm

ahhh Keke, maninha linda do <3
perfeito de novo

o Stefan é um mané, pode ter força e tals mas precisa do Damon e seu charme irresistível do mesmo jeito. kk'
e o Damon sabe que ama a Leninha, é só questão de tempo. kk'
Katherine, essa vaquinha, querendo fazer Stefan se sentir mau. ainda bem que a Mih tá na história né...
ahh, vão salvar a Maggie, tava na hora já!

como sempre, esplêndido.
quando tem mais, maninha? ansiosa

bjoos, amucê.
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Ter Fev 21, 2012 2:16 pm

SweetDream escreveu:ahhh Keke, maninha linda do <3
perfeito de novo

o Stefan é um mané, pode ter força e tals mas precisa do Damon e seu charme irresistível do mesmo jeito. kk'
e o Damon sabe que ama a Leninha, é só questão de tempo. kk'
Katherine, essa vaquinha, querendo fazer Stefan se sentir mau. ainda bem que a Mih tá na história né...
ahh, vão salvar a Maggie, tava na hora já!

como sempre, esplêndido.
quando tem mais, maninha? ansiosa

bjoos, amucê.

Minha maninha lindaaaaa!!!
Obg flor!
Hahaha, ele sempre precisa do Damon, msm q ñ queira.
Hahaha, vdd, Damon sabe q ama a Leninha, só precisa de um tempo para acertar oq está errado entre os dois.
Psé, a Kath falou como se a culpa fosse tdinha do tefinha. #bitch ¬¬
Q bom q vc gostou maninha, fico super feliz.
Logo tem mais, ñ se preocupe!
Bejoooooooos maninha, tb amooo mt vc!!
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Den!se ;D em Ter Fev 21, 2012 5:38 pm

Rumm Bonnie estava olhando indecentemente para nosso Damon? acho que vou aproveitar que estamos fazendo trocas de feitiços e transformar a Bonn em um chaveirinho (roubando a ideia do Aodh kkkkk) assim posso falar que foi um acidente kkkkk
Bem que a Elena poderia poupar a humanidade de sua existencia e continuar dormindo de preferencia pra nunca mais acordar, eu nunca vou perdoar ela pelo que ela falou para o Dmaonzito #fato
Dinda sortuda kkkkk
ixee eu to colocando ate fogo no carro do coitado do ryan kkkk
to pior que a Bonnie kkkkkkk
Que Kath V****, ela só não esta pior do que a Elena, pq por mim agora odeio mais a Elena do que a Kath, mas mesmo assim a Kath é uma insuportável
tadinho do Tefinha
isso ai tefinha mostra pra Kath quem manda
ADOREI ver a Miriam defendendo o que é dela kkkkk
ela dando um chega pra lá na Katherine foi demais amei
Stefan ta mesmo poderoso UAU
agora tomara que de certo o plano dele
kkkkk e ele querendo usar o charme do nosso Damon como parte do plano foi demais kkkk se bem que é uma otima ideia kkk é impossivel a mamys resistir
mana amei o caps, torcendo pro plano do tefinha dar certo e esperando por mais
bjao mana I love you
sdds
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Qua Fev 29, 2012 7:40 pm

Den!se ;D escreveu:Rumm Bonnie estava olhando indecentemente para nosso Damon? acho que vou aproveitar que estamos fazendo trocas de feitiços e transformar a Bonn em um chaveirinho (roubando a ideia do Aodh kkkkk) assim posso falar que foi um acidente kkkkk
Bem que a Elena poderia poupar a humanidade de sua existencia e continuar dormindo de preferencia pra nunca mais acordar, eu nunca vou perdoar ela pelo que ela falou para o Dmaonzito #fato
Dinda sortuda kkkkk
ixee eu to colocando ate fogo no carro do coitado do ryan kkkk
to pior que a Bonnie kkkkkkk
Que Kath V****, ela só não esta pior do que a Elena, pq por mim agora odeio mais a Elena do que a Kath, mas mesmo assim a Kath é uma insuportável
tadinho do Tefinha
isso ai tefinha mostra pra Kath quem manda
ADOREI ver a Miriam defendendo o que é dela kkkkk
ela dando um chega pra lá na Katherine foi demais amei
Stefan ta mesmo poderoso UAU
agora tomara que de certo o plano dele
kkkkk e ele querendo usar o charme do nosso Damon como parte do plano foi demais kkkk se bem que é uma otima ideia kkk é impossivel a mamys resistir
mana amei o caps, torcendo pro plano do tefinha dar certo e esperando por mais
bjao mana I love you
sdds

Roubando a ideia do Aodh mana? Ele ñ vai gostar disso. Kkkkkkkkk
Own mana, não seja tão rancorosa com a Elena. #fato
Hahaha, né?
Vc adora colocar fogo nas coisas né? Hihihihi
Eita, odeia mais a Elena dq a Katherine? Tenso hein?
Uhuu, Tefinha tendo atitude né? kkkkkkkk
Miriam é uma garota de atitude e corajosa. #fato
Hahaha, psé, estão tentando usar isso contra ela! Tadinha! kkkkkkkkkkk
O charme do Damon realmente é uma arma e tanto né?
Bejão mana linda!
Amucê!
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Qua Fev 29, 2012 8:29 pm

Capítulo 51 - The Same Story
A Mesma História




Se eu desistir de você, eu desisto de mim
Se lutarmos pela verdade ficaremos juntos
Mesmo Deus e a fé que eu conheço
Não deveriam me prender aqui, não deveriam me manter longe de você
(refrão)
Provoque-me, estendendo sua mão
Então me deixe ou me aceite como eu sou
E viveremos nossas vidas, Estigmatizados
Eu posso sentir o sangue correndo em minhas veias
Quando ouço a sua voz, me enlouquecendo
Hora após hora, dia após dia
Toda noite solitária que eu sento e rezo
(refrão)
Nós vivemos nossas vidas em lados diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Apenas vivemos nossas vidas, estigmatizados
Nós viveremos nossas vidas, nós levaremos socos todos os dias
Nós viveremos nossas vidas, Eu sei que nós vamos encontrar um jeito
Sim, eu acredito em você
Mesmo que ninguém me entenda
Sim, eu acredito em você, e simplesmente não dou a mínima
Se nós estamos estigmatizados
Nós vivemos nossas vidas em lados diferentes
Mas continuamos juntos, você e eu
Nós vivemos nossas vidas em lados diferentes
Nós vamos viver nossas vidas
Nós temos que viver nossas vidas
Nós vamos viver nossas vidas
Vamos viver nossas vidas, vamos viver nossas vidas estigmatizados...

Damon fuzilou o rapaz que olhava obcessivamente para a morena baixinha.

Em outros tempos, aquele mesmo rapaz perderia a cabeça. Damon não admitia que outros olhassem daquele jeito para suas garotas. Elas eram as garotas dele. E não de qualquer outro homem que tivesse algum interesse nelas.

Mas eram outros tempos. Naquele instante, ele tinha plena consciência da loura adormecida em uma das enormes poltronas. Era ela quem mais importava para ele. O sentimento que sentia enquanto avaliava o rapaz não era de ciúmes. Era mais como um cuidado. Ela era pequena, delicada, jovem. Quase como uma irmãzinha para o vampiro. Ele estava apenas avaliando se aquele garoto era bom o suficiente para ela. E ao ver de Damon, ele não era.

-Então você é o Riley? –ele o encarou.

O rapaz também o avaliou.

-Meu nome é Ryan, Damon.

O vampiro não estava surpreso com o fato de o castanho saber seu nome. Naturalmente Keroll já havia falado dele, o que não seria algo anormal.

-Tanto faz. –deu de ombros. –Quando vou comer, princesa? –perguntou olhando para a morena com um biquinho.

Ryan a encarou por um breve momento, arqueando a sobrancelha castanha. Que história era aquela de ‘comer’? E por que ela estava com aquela expressão?

-Keroll? –ele virou-se lentamente para ela. –O que exatamente você não me contou? Qual era o caso de vida ou morte que mencionou na ligação?

A morena deu de ombros, encarando os olhos azuis do rapaz demoradamente.

-Não é grande coisa, e não é nada que você já não tenha feito Ryan. –a voz dela saiu apressada. –Damon está com sede.

Ryan a observou por um breve momento, tentando entender o que aquelas palavras queriam realmente dizer. E daí que o vampiro estava com sede?

-E...

-Acho que deveria procurar alguém com um QI maior, Keroll. –Damon revirou os olhos, aproximando-se do rapaz. –Eu estou com sede, e você é um saco de sangue ambulante. Ideias?

Ryan semicerrou os olhos para o vampiro. Os dois tinham a mesma altura, possibilitando a Ryan encarar o vampiro bem nos olhos. Saco de sangue? Sério que ele achava que ele deixaria que um vampiro tomasse o sangue dele assim? E logo Damon? O vampiro que tinha um tipo de controle absurdo sobre a garota que ele amava e as amigas dela?

-A única ideia que passou por minha mente foi a de pegar uma estaca e enfiar no seu coração. Compatível com a sua? –ele deu um sorriso sem humor.

-Mal educado. –o vampiro deu um sorrisinho cínico. –Francamente, esse é seu modo de me convencer que é bom o bastante para uma de minhas garotas?

O rapaz cerrou as mãos em punhos, deixando evidentes os músculos definidos dos braços.

-Ela não é ‘sua garota’. –cuspiu entredentes. –Ela sequer é sua. Perdeu o direito de chama-la assim quando a abandonou como todas as outras.

Damon se aproximou, vendo o outro sequer fraquejar. Ele tinha coragem, isso o vampiro admitia completamente. Mas era fraco, como qualquer humano. Era apenas útil.

-Ou você é muito corajoso, ou muito idiota para falar comigo como se fosse semelhante a mim. –o vampiro semicerrou os olhos para o humano. –E sim, ela é minha garota, supere isso. Não importa quanto tempo eu possa ficar longe, isso não vai mudar.

-Seu...

-Ryan, já chega. –Keroll o puxou para longe do vampiro. –Não faça drama por uma besteira. É só deixar que ele beba do seu sangue.

Ryan a encarou incrédulo.

-Eu não vou fazer isso! Ele é um vampiro!

-E não é a primeira vez que você troca sangue com um vampiro. –a morena revirou os olhos.

-Sim, mas com você. Porque eu confio em você! –a garota virou o rosto, bufando.

-Se confia em mim, pode confiar nele. –rebateu ácida.

-Não, eu não posso. Porque sequer gosto dele. Ele magoou você! –ele a encarou profundamente.

-E desde quando eu fico magoada com Damon? Logo com ele? –ela revirou os olhos.

-Sério que quer que eu faça isso? –ele encarou Damon por um momento.

-Independente de eu querer ou não isso, você vai fazer. Pense bem, prefere fazer isso por livre e espontânea vontade, ou por livre e espontânea pressão? –ela arqueou a sobrancelha, colocando as mãos na cintura.

-Eu não entendo por que faz tudo o que ele quer. –rebateu ácido. –Até me sacrificar.

-Pare de fazer drama Ryan. São só umas gotinhas de sangue, nada demais. E depois te dou meu sangue. Pronto. Todo mundo fica feliz.

Ryan deu um suspiro pesado enquanto a encarava. Será mesmo que ele seria capaz de fazer aquilo? Era completamente contra a natureza dele, servir de lanche para um vampiro.

-Eu não sei não...

-Ryan... –os olhos da vampira encheram-se de lágrimas. –Por favor? Por mim?

Ela mordeu levemente o lábio, fazendo-o fraquejar na hora. Aquela garota era muito boa com chantagem emocional, o que naquele momento era péssimo para Ryan. Mais do que péssimo na verdade, mas o que ele podia fazer?

-Tudo bem. –suspirou. –Mas no pulso.

Damon bufou irritado. Que garoto irritante!

-Claro, claro. –Keroll deu de ombros. –Mas isso fica ao critério de Damon, não meu.

O vampiro deu um sorriso cínico para o rapaz que o encarava com uma careta. Era claro que nenhum dos dois sentia algum tipo de simpatia um pelo outro. Para Damon ele era apenas a refeição, e para Ryan ele era apenas mais uma das coisas que ele fazia por aquela garota.

-Eu estou com sede demais para brincar hoje. –Damon se aproximou. –Então se puder ficar calado e me deixar fazer meu trabalho, acabamos com isso rapidinho.

Ryan apenas tirou a jaqueta marrom que vestia e a entregou à morena baixinha que lançava-lhe um sorrisinho encorajador.

Damon não estava se divertindo nada com aquilo. Francamente, não era sua diversão favorita alimentar-se de homens humanos. Geralmente preferia uma linda garota, mas às vezes era preciso fazer sacrifícios pelo bem-maior. E esse era um dos casos.

O vampiro apenas desligou-se de quaisquer pensamentos ‘humanos’ normais e deixou-se levar apenas pelo instinto. Um vampiro não teria preferências por sua presa. Não importava a aparência física. Para ele, bastava que o sangue aplacasse a sede e o mante-se forte e cheio de poder.

Ele mal percebeu quando prendeu o outro, tal como fizera com Stefan há tempos atrás, e mordeu-lhe o pescoço com força.

O sangue inundou a boca do vampiro, fazendo-o delirar com a sensação quente e familiar que sentia. O sabor era extremamente bom para ele. Era realmente extasiante sentir o sangue novo cantar dentro dele, mantendo-o vivo, forte, poderoso. Fazendo com que cada célula de seu corpo praticamente vibrasse.

Não era tão bom quanto o sangue de Elena, mas já dava para o gasto.

O garoto não soltou nenhum ruído, embora Damon soubesse que ele não estava exatamente relaxado e muito menos permitindo que o vampiro tomasse do sangue dele. Só havia aceitação ali. Um tipo de sacrifício que ele não queria fazer, mas que ainda assim faria. Por que ele não se importava se tivesse que morrer pela vampira baixinha, ele apenas queria ajuda-la como pudesse, sempre. Queria provar para ela que a amava.

Damon não queria de fato olhar a mente do rapaz, mas esses pensamentos eram fortes demais. Vinham até ele, simples assim. Pelo simples fato de Ryan se concentrar neles para não reagir ao vampiro que sugava-lhe o sangue.

Durou apenas tempo o suficiente para aplacar a sede de Damon. O vampiro soltou o outro, que cambaleou até ser amparado pela morena.

-Obrigado. Foi muito gentil de sua parte oferecer-me de boa vontade seu sangue. –Damon sorriu, limpando o sangue dos lábios perfeitos.

-Não fiz por você. –rebateu o outro, ficando ereto.

-Eu sei. –Damon deu de ombros. –Mas fui muito bem educado, portanto agradeço. E se pensar bem, você é que deveria me agradecer. Se não fosse por mim, talvez nem a conhecesse.

Ryan deu um impulso para frente, como se pretendesse brigar com o outro.

-Já chega Ryan, relaxa! –a morena apareceu na frente dele, colocando as mãos no peito do garoto. –Já acabou. Você não é tão agressivo assim! Que bicho te mordeu?

Ele a encarou com uma careta.

-Certo, certo. Piada errada, eu entendi. Mas agora pare com isso.

O rapaz relaxou ao sentir o toque dela, assentindo com a cabeça enquanto dava um meio sorriso cansado.

-Viu Ryan? –Denise deu um sorriso para o rapaz. –Nem doeu.

-Fale por você Denise. –ele fez uma careta.

-Se doeu, a culpa é inteiramente sua. –Keroll deu uma tapa na cabeça do rapaz. –Mandei relaxar.

-Seu amiguinho me morde, e eu ainda tenho que relaxar? –ele arqueou a sobrancelha, incrédulo com o modo com o qual ela defendia o vampiro.

-Meu amiguinho é muito importante para mim.

-Tão importante que me entregou de lanche, não é? –ele a encarou irritado.

-Não comece com seus ciúmes bobos agora. Já disse que não me importo. –ela levou o pulso até a boca, cortando-o com os dentes e o entregando a Ryan. –Agora beba e pare de reclamar.

Ele semicerrou os olhos para ela enquanto a avaliava longamente.

-Não, obrigado. –ele colocou a mão no pescoço, apertando a ferida ainda aberta. –Eu me viro.

A morena revirou os olhos.

-Vamos Ryan, pare de drama. Quer sangrar até a morte?

-Que diferença faz para você? –rebateu entredentes. –Esqueça. –Ryan pegou a jaqueta e a vestiu rapidamente. –Se não precisa mais de nada, estou indo.

Damon o encarou durante muitos minutos antes de falar alguma coisa.

-Covarde. –disse com um meio sorriso pendurado nos lábios perfeitos.

O outro virou-se lentamente para encará-lo.

-Como é?

-Se está me achando com cara de gravador, se enganou. E tenho certeza que ouviu plenamente bem, embora sua audição não seja melhor do que a de um animal.

O vampiro sorriu satisfeito ao ver os olhos azuis do rapaz arderem de fúria. Raiva era bem mais útil do que auto-piedade.

-Você se acha invencível, não é? –Ryan cerrou as mãos em punhos.

-E não sou? –Damon deu um sorrisinho cínico para o rapaz, avaliando as reações do mesmo.

-Você não passa de um vampiro qualquer, um monstro que destrói vidas e quer tudo aos seus pés quando bem desejar. Acha-se melhor do que qualquer outro ser, mas você não é!

Damon semicerrou os olhos para o outro. Ou aquele garoto era idiota, ou estúpido. Por acaso ele não havia notado que havia vampiros por aquela casa inteira? Que ofendendo-o, ele estava ofendendo a todos? Que mais claramente, ele estava ofendendo a própria Keroll?

Os olhos do rapaz arregalaram-se meio minuto depois, como se ele tomasse consciência do que havia dito. Um pouco tarde demais.

-Keroll, eu...

-Não. –ela ergueu a mão, impedindo-o de continuar. –Não me venha com ‘sinto muito, não foi minha intenção. ’, ou ‘não foi com você, foi com ele. ’. Francamente, estou por aí há tempo o suficiente para reconhecer desculpas esfarrapadas, e essas são as mais velhas que devem existir.

Ryan negou com a cabeça enquanto olhava suplicante para ela.

-Falo sério, eu não falei de você!

-Tem razão, você generalizou. Poupou seu tempo de ofender um vampiro de cada vez. Generalizar é sempre mais fácil. –ela deu um sorrisinho cínico.

-Eu jamais falaria algo do tipo de você, sabe disso!

-Eu sei o que eu ouvi, e para mim basta. –retrucou fuzilando o castanho com o olhar.

-Mas...

-Basta, Ryan. Fez o que tinha que fazer, agora se nos dá licença, temos uma criança para encontrar e um vampiro possivelmente louco. Então, pode ir agora. –ela apontou para a porta.

-Está me expulsando? –a voz dele parecia meio chocada.

-Estou dizendo que estou ocupada com coisas mais importantes do que seus preconceitos idiotas por minha espécie. –rebateu ácida. –Entende Ryan? Ou precisarei explicar novamente?

-Não precisa ser grossa. –os olhos azuis dele ficaram mais escuros conforme a mágoa, o ódio e o rancor ficavam evidentes em sua face.

-Não estou sendo. Estou sendo realista. Agora vá. –ela passou por ele, indo falar com o moreno. –Damon, acho que já perdemos tempo demais lendo sobre coisas que talvez sequer nos ajudem. Não acha que é hora do feitiço de localização?

O vampiro assentiu, focado. Ela tinha razão. Estava mais do que na hora de descobrirem o paradeiro de Margaret e de Stefan. Stefan era apenas uma precaução, caso ele estivesse atacando metade do país, Damon se via na obrigação de detê-lo e tentar meter um pouco de juízo naquela cabeça geneticamente modificada. E Margaret, além de ser um sequestro não muito explicado, era uma promessa.

-Concordo. –ele assentiu. –Vicky? Do que precisamos?

A morena mais alta, que estava parada apenas vendo o desfecho da cena, aproximou-se do vampiro, dando de ombros.

-Pode ser um objeto pessoal dele, ou o seu sangue. Os dois servem.

-E Margaret, o mesmo processo?

Ela assentiu.

-Elena pode dar o sangue dela. Não acho que vá se importar. –Denise deu de ombros. –Ela está desesperada o suficiente para arrancar até o último fio de cabelo, se precisar.

Damon assentiu, olhando de relance para a loura adormecida.

-O que não significa que eu deixe que ela faça tal coisa. Posso pegar alguma coisa de Margaret, não demorará nada.

-Uma coisa pessoal, lembre-se. Que ela usava muito.

Damon ponderou por meio segundo.

-Acho que sei o que pegar.

-Eu posso fazer os feitiços assim que você trouxer o material. –Denise folheou um pequeno livrinho. –Não vai dar muito trabalho. Bem, talvez Stefan dê, já que não é exatamente humano, mas podemos tentar.

Damon assentiu enquanto dobrava as mangas do suéter até os cotovelos.

-Melhor eu ir logo. Quanto mais rápido partir, mas cedo voltarei com o material. –ele encarou as três garotas por um momento. –Não a matem enquanto eu estiver fora, certo?

Denise olhou para cima, assoviando, enquanto as outras faziam-se de desentendidas.

-Meninas. Por favor. –Damon fitou-as. –Não se deixem levar pelos impulsos assassinos. Não hoje.

Vicky deu um suspiro pesado assentindo.

-Tá, eu prometo.

Damon encarou as outras duas que pareciam alheias ao que estava acontecendo.

-Denise, Keroll?

As duas se entreolharam.

-Nós? –Denise apontou para si mesma e para a morena. –Somos incapazes de ferir alguém, Damon.

-Pois é. Seus poderes são realmente incapazes de queimar alguém vivo, não é Denise? E suas presas pontudas, super-força, velocidade, agilidade, são completamente inofensivos, não é Keroll?

-Eu prometo que não mato sua namorada. –disse de má vontade. –Dê? –cutucou a loura que fazia bico.

-O. K. Prometo.

-Ótimo, agora provem que não somos meros monstros que destroem vidas, afinal, estamos tentando salvar algumas, não é?

Vicky deu um meio sorriso.

-Eu diria que com Aodh na história, estamos mais tentando salvar metade do mundo. Ou mais, não sei.

O vampiro assentiu sorrindo.

-Eu não quis ofender vocês, meninas. –Ryan revirou os olhos. –Só que vocês defendem demais alguém que só procura por vocês quando precisa de ajuda.

As três viraram-se ao mesmo tempo para o garoto, cada uma com um olhar diferente. Denise o fuzilava com o olhar, as mãos delicadas fechadas em punhos. Vicky estava séria, os lábios numa linha rígida. Já Keroll apenas o encarava, sem esboçar quaisquer sentimentos que poderia estar sentindo.

-Ryan, retire o que disse, RETIRE! –Denise avançou, tentando alcançar o rapaz, ao mesmo tempo em que Vicky a segurou com força. –Me solta, deixe-me bater nele!

Damon puxou a loura para longe do outro, acalmando-a pacientemente, assentindo quando ela dizia que ele estava sendo um estúpido ciumento.

-Tenho mais o que fazer. –Vicky lançou um olhar fulminante para o castanho enquanto se afastava.

Ryan ficou encarando a morena baixinha que apenas o encarava.

-Não vai gritar? Ou tentar me estapear? –perguntou.

A morena arqueou uma das sobrancelhas, sorrindo sem humor.

-Estava pensando em arrancar sua cabeça, mas pelo tempo em que me serviu de lanche, eu deixo essa passar. De qualquer forma, não o verei novamente mesmo. –deu de ombros saindo de perto do rapaz.

-Ei, como assim? –ele a seguiu.

-Você é surdo, ou algo assim? –ela revirou os olhos castanhos. –Não quero mais ver você. Nunca mais. Entende?

Ele parou de segui-la, estancando no lugar enquanto as palavras faziam sentido em sua cabeça. Ótimo, ele tinha ferido os sentimentos dela de tal forma que agora ela estava ‘terminando’ com ele. Ryan revirou os olhos.

-Ah, droga, não faça isso. –o garoto voltou a segui-la, puxando-a pelo braço. –Fique calma O.K? Quer me ouvir antes de me chutar? –como ela não respondeu, ele apenas continuou. –Como acha que me sinto vendo o modo como o protege? Como o defende? Acha que gosto de saber que a garota que gosto, gosta de outro? Não, eu não gosto! Mas eu respeito o modo como cuida dele. Eu sei que ele é importante para você. De um modo que ninguém nunca foi pra você. Nem eu. E às vezes eu até sinto inveja dele...

Damon estava apenas parado do outro lado da sala, com Vicky e Denise. Mas ao contrário das duas, ele ouvia atentamente o que o rapaz dizia. Inveja? Que virada interessante do jogo...

-... Simplesmente porque ele a tem de um modo que eu nunca terei. Não dá para competir com isso, sabe? O que torna tudo tão mais confuso! Eu queria poder deixar isso para lá, esquecer completamente você... Mas eu não consigo! Tem sempre alguma coisa que me puxa de volta, sempre, incansavelmente. Eu não consigo lutar contra isso, e nem quero. Eu quero você. Entende isso? Mesmo que você nunca sinta algo tão forte por mim quanto sente por ele. Eu não ligo. Apenas não fique longe de mim...

O vampiro viu como a morena ficara abalada com aquilo. Os olhos antes frios mostraram uma profunda confusão, e depois, por um breve instante, ele pensou tê-los visto brilhar. Mas durou apenas um momento antes de a garota sorrir cinicamente e puxar o braço de volta.

-Leu isso em que conto frufru? –ela arqueou a sobrancelha.

O rapaz revirou os olhos.

-Será que não acredita que sou capaz de expressar algum tipo de profundidade quando falo de sentimentos?

Ela riu, debochada.

-Você é tão sensível quanto uma pedra. –ela piscou.

Damon deu um meio sorriso ao lembrar-se que ele havia dito a mesma coisa dela quando conversaram por telefone. Talvez ele tivesse se enganado com relação ao garoto. Talvez ele não fosse tão inútil, e talvez, só talvez, ele fosse merecedor de algum tipo de afeto que a garota pudesse sentir por ele.

Pareceu que Ryan também lembrou-se da conversa ao celular dos dois, pois sorriu, meio contente, ao constatar que ela estava brincando com ele.

-Essa doeu. Você magoou esse insensível aqui. –ele assentiu drasticamente.

-Pare de chorar. –ela revirou os olhos. –Faça algo de útil e ajude ao invés de servir de estátua humana.

Ele bateu continência, rindo por um momento, antes de se dirigir à Denise. Provavelmente ele tentaria se desculpar com a loura, o que poderia lhe render uns bons hematomas.

-Se Elena acordar...

-Eu sei. –Vicky o cortou, entediada. –Digo que você voltará logo.

O moreno assentiu.

-Tente ser boazinha com ela. Pelo menos até que eu volte. E diga à Denise que prepare o feitiço logo. E que ensine-o à Bonnie.

-Vai de carro? –Bonnie apareceu com os olhos castanhos cansados.

Damon deu um sorrisinho cínico.

-E desde quando um carro é a forma mais rápida de se viajar?

-Avião? –a ruiva deu um sorrisinho.

Damon revirou os olhos.

-Se eu tivesse tempo, mostraria o melhor jeito de se viajar, mas como não tenho, fica para uma próxima.

-Vampiros têm super-velocidade. –Keroll surgiu atrás da ruiva e sussurrou-lhe como se fizesse uma confidência.

A garota arregalou os olhos por um momento antes de suspirar.

-Nem sei por que ainda me surpreendo.

Damon assentiu enquanto ia em direção à porta.

-Não sintam saudades, voltarei em breve. –deu uma piscadela para as garotas antes de sumir de vista numa velocidade impressionante.

***

Elena pisou com cuidado no chão cheio de folhas mortas. Estava descalça, com os cabelos louros soltos ricocheteando em sua face por conta do vento forte.

Não sabia onde estava. Só via árvores ao seu redor. E o frio. Como estava frio naquele lugar!

A loura abraçou-se enquanto continuava andando sem direção. Não sabia exatamente aonde ir. Só que tinha que ir e ponto.

A garota parou subitamente ao ouvir o som de passos sob as folhas mortas de carvalhos. Poderia estar ficando paranoica, mas sabia que não estava. Ela realmente tinha ouvido o som de passos seguindo-a.

Elena virou-se, esperando flagrar o perseguidor, mas ao virar-se apenas deparou-se com mais folhas mortas caindo lentamente sobre as demais.

Deu um suspiro pesado, relaxando os ombros tensos. Talvez estivesse realmente ficando paranoica. Tanto estresse dava nisso.

Ela voltou a caminhar, sentindo a estranha sensação de estar sendo observada. Quase podia sentir o olhar sobre si, praticamente perfurando-a de tão intenso que era. Elena se encolheu pelo mero pensamento de que poderia realmente estar sendo seguida por sabe-se lá quem.

Elena apressou o passo, fazendo ainda mais barulho com seus pés descalços em contato com as folhas mortas caídas no chão.

-Elena!

A voz que lhe chamava era extremamente familiar, tão doce e conhecida que Elena parou de correr ao reconhecê-la.

-Margaret? –murmurou olhando ao redor. –Margaret? –dessa vez a loura gritou, entrando ainda mais na floresta escura ao perceber uma silhueta pequena entre os arbustos.

Ela afastou os arbustos que impediam o acesso livre do caminho, cerrando os olhos lentamente, tentando fazer sua visão limitada enxergar alguma coisa coerente na escuridão que a cercava. Era Margaret, ela tinha certeza! Tinha que achá-la!

-Mag? –gritou novamente. –Margaret, responda!

-Aqui Elena! –a voz soou clara e breve.

Elena correu ainda mais, seguindo o som da voz da menina. Lágrimas embaçavam a visão de Elena enquanto ela corria de encontro à sua pequena irmãzinha. Finalmente encontraria Margaret! Finalmente ela estaria segura!

Ela parou ao chegar a uma clareira. Parecia o fim da linha. Onde estaria a menina?

-Mag? –Elena olhou ao redor. –Fale comigo, Margaret!

-Elena... –a voz fazia eco. –Não, não venha! Fique longe Lena! Não venha, não...

A voz se perdeu como se tivesse sido interrompida por alguma coisa. A loura se apavorou com aquilo. O que teria feito Margaret parar subitamente de falar?

-Margaret! –Elena olhou ao redor, se deparando com um leve brilho dourado dentro da escuridão da floresta que a cercava. –Mag!

-Vá embora! –a voz que respondeu não era de Margaret, sequer poderia ser. Era medonha, assustadora, sombria.

Elena estancou no lugar onde estava. Quem ou o quê estava falando aquilo?

-Deixe-a em paz! –gritou para a escuridão. –Deixe-a! Ela é só um bebê!

Um riso estrondoso soou ao redor dela, fazendo Elena ficar desnorteada por meio segundo, tentando ver alguma coisa entre as árvores.

-Vá embora, se quiser viver. Vá!

A loura negou imediatamente com a cabeça, erguendo o queixo em desafio.

-Não.

A voz dela saiu firme, sem demonstrar nenhum vestígio do medo que sentia. A própria Elena surpreendeu-se com a confiança que soou em sua voz.

-Então as duas morrem! –a voz fez eco ao redor de Elena.

-O que quer com ela? –Elena gritou, o vento uivando ao redor da mesma.

A garota não recebeu resposta.

-Responda! –exigiu. –Solte minha irmã!

-Venha pegar. –disse simplesmente a voz.

Elena praticamente correu de encontro à voz. Ela não estava com medo. O que a surpreendeu. Estava apenas focada em encontrar a irmã caçula.

-Elena, não! –Margaret parecia implorar. –Saia daqui!

Ela chegou até outra clareira, diferente da anterior, já que nessa não havia folhas mortas cobrindo todo o chão. Havia neve. Uma neve branquinha que cobria cada centímetro daquele local, inclusive os galhos secos das árvores mortas que os cercavam.

Margaret estava no meio da clareira, parada, com um olhar assustado. O que chamou a atenção de Elena foi que não havia marcas de passos na neve que levassem até Margaret. Apenas os passos que a própria Elena dava marcavam o chão.

-Mag... –Elena olhou longamente para a menina. Ela não havia mudado nada...

-Eu mandei sair daqui! –vociferou a voz, junto com uma rajada forte de vento que chocou-se contra Elena, fazendo-a cair no chão.

A garota esforçou-se ao máximo para tentar levantar-se, mas parecia que o vento cortava-lhe sempre que tentava fazer algo do tipo. Ela podia sentir os braços cheios de cortes sangrando sem parar.

-Ela é minha irmã. Não vou sair daqui sem ela. –disse lutando para que sua voz saísse normalmente, com aquela confiança de antes.

A voz moldou-se até se transformar numa sombra.

-Então nunca sairá daqui. –disse simplesmente enquanto erguia uma das mãos e suspendia Elena em pleno ar.

A garota se debateu, tentando tomar o controle do próprio corpo, mas parecia ser inútil contra a força da criatura.

-Solte minha irmã! –Margaret pulou em cima da coisa, desconcentrando-o.

A sombra jogou a menina para longe de si, chocando o pequeno corpo contra uma rocha. Elena arfou ao ver que a menina parou imediatamente de se mexer.

-Solte-me, solte-me! Margaret! Margaret! –ela se debateu no ar.

Um par de olhos enormes e negros apareceu cintilante na escuridão, atraindo imediatamente a atenção de Elena. O que era aquilo?

Foi então que ela viu.

Era um lobo. De pelagem negra, garras longas e curvadas, que pareciam extremamente afiadas. Ele parecia extremamente forte. Elena acompanhou os passos lentos que ele dava ao caminhar até o meio da clareira.

O lobo abriu a boca lentamente, mostrando os dentes afiados e grunhindo ferozmente para a sombra. Ele fincou as enormes patas no chão, ficando em posição de defesa em frente ao corpo desmaiado da menina.

Elena reconhecia aqueles olhos de algum lugar, mas naquele momento não conseguia lembrar-se com clareza de a quem pertencia.

A sobra virou-se para o lobo, parecendo tão feroz quanto o mesmo. Até que pareceu derreter-se e virar apenas uma poça escura no chão branco. Durou apenas poucos minutos antes de erguer-se lentamente assumindo a forma exata do lobo.

O lobo negro caminhou lentamente para a esquerda, aproximando-se da menina desmaiada e grunhindo mais gravemente, feroz, irritado. O outro, que tinha olhos num tom de vermelho cintilante foi um pouco mais para a direita, como se estivesse cercando o outro lentamente.

Elena caiu de rosto na neve fria. O lobo de olhos negros tentava salvar Margaret, enquanto o de olhos vermelhos queria claramente matá-la. Era claro para Elena do lado de quem ela deveria ficar.

A garota agarrou um pedaço de madeira com as duas mãos, olhando atentamente para cada movimento do lobo de olhos vermelhos. Aproximou-se lenta e cuidadosamente por trás do mesmo, enquanto o lobo de olhos negros parecia tenso de repente.

Elena ergueu o pedaço de madeira com as duas mãos, pronta para acertar o lobo de olhos vermelhos, mas não contava com o fato de o lobo perceber sua presença atrás de si.

Ele rosnou, virando-se imediatamente para ela e pulando em cima da mesma. Elena gritou, assustada. O impacto a pegara totalmente desprevenida, tanto que a garota soltara o pedaço de madeira que segurava.

Não houve sequer tempo para que ela gritasse novamente. Outra forma negra atirou-se contra a outra, tirando-a de cima de Elena.

A loura olhou assustada para as duas formas negras que lutavam ferozmente numa batalha de vida ou morte. Não dava para saber quem era quem ali. Os dois lobos tinham exatamente a mesma tonalidade de pelagem, o mesmo tamanho. Não havia nada que pudesse distingui-los um do outro além dos olhos. E numa luta como aquela, Elena não conseguia ver os olhos de nenhum dos dois.

Um dos lobos foi arremessado para o outro lado da clareira, chocando-se contra uma árvore e caindo no chão, sem forças. Ele ganiu, tentando forçar as patas da frente a erguem-se, mas parecia em vão. Estava fraco demais, ferido demais.

O lobo caiu, ganindo e rosnando ao mesmo tempo. Elena viu o pelo do animal molhado de sangue fresco.

O outro lobo a encarou longamente, mostrando os olhos vermelhos. A boca abriu-se lentamente, meio de lado, parecendo um sorriso.

-Deixe-a em paz! Deixe-nos em paz! –gritou para ele.

O lobo grunhiu lentamente, aproximando-se da loura ameaçadoramente enquanto mostrava os dentes afiados.

Elena fechou os olhos, desejando que aquilo acabasse de uma vez, até que ouviu um som molhado perto de si e mais um ganido forte de dor, seguido por um baque surdo no chão frio.

A garota abriu os olhos, deparando-se com o lobo de olhos negros caído a seus pés. O que aquele lobo estava fazendo? Por que a protegia com a própria vida? Por que estava sacrificando-se por ela e pela irmã?

O lobo de olhos vermelhos pareceu revirar os olhos por um momento, antes de virar-se para onde Margaret ainda estava caída.

Elena abaixou-se até o lobo de olhos negros. Olhos tão conhecidos...

-Por quê? –perguntou acariciando o pelo ensanguentado. –Por que nos protege?

Ele a fitou longamente, os olhos tão negros quanto uma noite sem luar.

Porque eu prometi.

A voz familiar soou na mente de Elena, fazendo-a arregalar os olhos.

-Damon?

Elena voltou a encarar o lobo, mas ele havia sumido, assim como todo o resto.

A garota levantou-se, olhando ao redor assustada.

Agora se via correndo sem direção. Alguma coisa a perseguia. Ela tinha que fugir, tinha que se esconder, tinha que correr o máximo que pudesse.

Está sozinha!

As vozes a cercavam, deixando-a desnorteada.

Ninguém virá!

Elena olhava ao redor, apavorada.

Você perdeu...

-Deixem-me em paz! –gritou para as sombras enquanto dava outro grito de medo ao sentir-se caindo, caindo, caindo...

-Elena, acorde!

A loura saltou assustada da poltrona onde estava. Um sonho. Foi apenas um sonho...

-Damon! Onde está Damon? –perguntou encarando a outra loura longamente.

-Saiu. –disse simplesmente dando de ombros.

Elena arregalou os olhos.

-Eu sonhei com ele... Margaret estava lá, e as sombras! No começo era apenas uma, mas tinham mais sombras! E elas me perseguiam sem parar! E os lobos brigando... E a voz de Damon. Eu ouvi a voz dele! Ele disse que havia prometido...

-Calminha aí! –Keroll apareceu. –Fala devagar querida, desse jeito ninguém entende nada.

-Damon estava no meu sonho. Quer dizer, eu acho que era ele...

Denise a encarou arqueando a sobrancelha.

-Acha? Querida, Damon é inconfundível num sonho. Ou era ou não era ele. Decida.

Elena bufou, irritada.

-Eu só ouvi a voz dele, mas os olhos eram os dele. Eu tenho certeza!

As duas se entreolharam.

-O que você acha Dê? –a morena perguntou.

-Maluca de pedra. –respondeu a loura.

-Damon vai achar que a culpa foi nossa. –a morena fez biquinho.

-Ele pode superar isso...

-Não estou louca! –Elena encarou as duas. – O lobo era sim Damon! Tenho certeza que era! Ele ia salvar Margaret, mas eu estraguei tudo! Ele teve que desistir de salvá-la para me salvar e ainda se feriu com isso!

Ela sentiu um par de olhos sobre si além dos das duas garotas com as quais conversava.

-Não lembra-lhe alguma coisa essa história que você contou? –Vicky arqueou a sobrancelha. –Por que para mim parece bastante familiar.

Elena calou-se imediatamente. Ela estava certa. A mesma história repetiu-se em seu sonho. Margaret estava em perigo, ela tomava uma decisão precipitada, e colocava não somente sua vida em risco como a de todos a sua volta, Damon tentava proteger Margaret, mas seus planos mudavam para proteger Elena. E no fim, ele acabava ferido. De qualquer maneira.

No sonho, Damon acabara ferido fisicamente. Mas na realidade, Elena feriu-o de uma maneira muito mais profunda e dolorosa. Ela feriu o coração dele, de inúmeras maneiras que ela sequer sabia que fosse capaz.

De quantas maneiras um coração poderia ser ferido? O de Damon parecia ter batido todos os recordes. E a culpa daquilo tudo era dela.

Tal como no sonho, Damon faria qualquer coisa por ela. E tal como no sonho, Elena sequer reconhecia aquilo. No sonho, ela sequer o reconheceu antes de ouvir sua voz. E mesmo sabendo que ele era agora, Elena ainda não o reconhecia por tudo o que ele fazia por ela...

-Eu tenho que vê-lo. –disse simplesmente.

-Não mesmo! –Denise a encarou. –Pode ficar aí onde está. Se for assassinada no meio do caminho, ele vai pensar que fomos nós, então nem pensar.

Elena revirou os olhos. Será que elas não entendiam? Será que não viam que ela simplesmente precisava falar com ele? Precisava dizer que reconhecia o quanto ele se esforçava ao máximo para salvar a ela e a toda sua família? Elena tinha que dizer aquilo para ele. Precisava dizer que entendia...

-Mas eu preciso...

A voz dela soou como se a garota implorasse naquele momento por aquela conversa. Por aquele contato com Damon. Com o fim de todo aquele tormento que era ficar longe dele. Como se o ar não lhe fosse suficiente e lhe faltasse nos pulmões, como se seu coração não batesse regularmente, como se seus olhos não enxergassem nada... Sua vida não era nada sem ele!

Quantas milhares de vezes ela mesma se julgara uma fraca por não resistir a ele? Não, agora parecia diferente. Ela era fraca estando longe dele. Damon era sua única fonte de força, determinação e poder. Com ele, ela sabia que era capaz.

Ele era o que a mantinha viva. Ela estava morrendo no tempo em que estivera longe dele, e sequer sabia. Mas ele sabia daquilo, tinha que saber. Do contrário não teria ficado ao lado dela. Não teria dado a ela pequenos fragmentos de vida.

Elena respirou profundamente, tentando conter a vontade de chorar que sentia, e ao respirar fundo pôde sentir o cheiro de colônia que emanava da jaqueta do vampiro, trazendo a ela uma paz imensa e profunda, fazendo seus músculos tensos relaxarem imediatamente.

A loura suspirou. Podia esperar até que ele voltasse, mas nem um segundo a mais. Não aguentava mais aquela distância ridícula entre os dois.

Não ficaria nem mais um segundo sem seu coração. Nunca mais.

Continua...


Última edição por Keroll Salvatore em Sab Abr 28, 2012 12:29 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Qua Fev 29, 2012 8:31 pm

Ooops, capt graaaande d+ né gente? Sorry, de vdd! Eu ia dividir em 2, mas estou sem tempo agora. Ñ deve ter ficado mt bom tb, mas vou tentar fzer o prxm melhor. Bejooooooos
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Dany_Salvatore em Qui Mar 01, 2012 7:16 pm

Oiii Mammy... sua filha desnaturada voltou \o/. Pode me deixar de castigo se quiser (eu mereço)
Eu li os capitulos que estavam atrasados... e sabe o que achei??? SUPER PERFEITOS.
Eu tenho tanto orgulho da Margareth por ela ser tao corajosa, neim parece ter quase quatro anos! soh quero ver o que vai acontecer com ela nessa historia.
E o Aodh? Já te falei que eu adoro aquele menino neh! A historia dele eh incrivel... (onde que sai tanta criatividade?) Super curiosa pra saber mais daquele mocinho e sobre a Safira.
Putz... e essa enrolação do Damon e Elena. Ela tava sendo uma tapada com ele. Espero que ela vollte ser a "Elena" dele.
LOL vcs tao na fic... tao legal! Eu ri mto com isso. e o Ryan? kkkk
Ele eh uma figura.

Eu to na fic *-----* (eu nao esperava por isso... foi uma surpresa e tanto ver meu nome escrito)
Ate agora nao acredito que eu to na historia *--*
Eh serio eu ri mto de mim na historia... tava lendo pelo celular na portaria do meu serviço... tava rindo mto sabe... e os meus colegas começaram a me perguntar qual era a graça? E eu respondia.. eh um negocio aki! e voltava a rir. Mto massa msmo

To esquecendo de comentar varias coisas... mais fica pra depois!
Beijos Mammy...
Nao vou sumir denovo!
Ti dolu S2


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Re: Love Never Dies

Mensagem por Den!se ;D em Seg Mar 05, 2012 2:32 pm

Mana desculpa a demora, ta realmente complicado arranjar tempo
terminei de ler ontem mas ainda nao tinha dado tempo de comentar, desculpa mesmo mana Embarassed
Amei o caps mana
nunca me canso de dizer que eu tenho a familia mais talentosa \o/ meu ego fica cada vez mais inflado #fato kkkk
Eu nao sei se fico com dó ou raiva do Ryan mana kkkk
ele nao querendo dar sangue para nosso Damonzito rumm mas tbm deve ser dificil ele ter que servir de aliemtno logo pro Damonzito kkkkk
rummm mas ele nao deveria ter falado mal dos vampiros
mas ta tudo bem ele é gente boa entao pode ser perdoado kkkkkkk
Damonzito pedindo pra nós nao matarmos a Elena, wonnn so deixamos ela viva pq foi nosso Damon que pediu, mas senao ela ja teria ficado sem cabeça assim que falou tudo aquilo pro Damon, serio mana eu me lembro disso e tenho vontade de bater um monte nela
que fofo o Ryan se desculpando *---*
A-D-O-R-E-I a Elena ter o pesadelo, quem sabe assim ela se toque do quando feriu nosso baby,
soq eu estou com medo, Damonzito vai ficar bem ne mana?Aodh nao pode machucar ele rummm,
foi incrivel as cenas de luta entre os lobos no sonho mana Amei.
Alias amei todo o caps
quero so ver a Elena implorar perdao pro Damon
ansiosa por mais mana
te amo mana s2 I love you
e mais uma vez desculpa pela demora
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Re: Love Never Dies

Mensagem por Keroll Salvatore em Ter Mar 06, 2012 3:23 pm

Filhota: Nd de desnaturada viu? Não pode chamar minha filhota assim! #fataço
E não vou te deixar de castigo, imagina amr! Vc estava sem tempo, a mamys entende! Smile
Own q bom q vc gostou filha, fico super contente!
Tb tenho um super orgulho da Maggie, e logo vc vai saber oq vai acontecer...
Q bom q vc gosta do Aodh, filhota! No começo mt gente ñ gostava dele, mas de repente começaram a gostar. kkk E q bom q vc gostou da história dele!
Tb espero q sim, señ vou bater nela. ¬¬
Kkkk, q bom q gostou da familia na fic!
Ahh, filhota, eu te disse q só estava esperando uma oportunidade pra te colocar tb na fic. #fato
Kkkkkkkk, essa eu queria ver! Q bom q gostou tanto filhota, fiquei super contente!!!
Bejoooo filhota, ñ some msm hein?
Mamys te amaaa!

------------
Manaaa (Denise): Aff mana, ñ se preocupa com isso, já te disse! Kkk, o importante é q vc leu né?
Sem problemas mana, ñ precisa se desculpar. #fataço
Kkkk, concordo mana, eu tb tenho a familia mais talentosa do mundo!!!!!!
Dó ou raiva do Ryan? kkkk
Psé mana, tente entender o lado dele. é3
Vdd mana, ele ñ devia. ¬¬
Vc perdoa ele? O.O
Vc gostou do pesadelo né? Kkkkkkkkk Tadinha da Elena, mana...
Não se preocupe com Damon, foi apenas um sonho mesmo, nada real. Não era o Damon de vdd.
E Aodh vai aprontar sim, mas só depois. Oq Elena viu no sonho era apenas uma sombra, pq ela ñ sabe como Aodh é de vdd.
Sério q vc gostou mana??? \o/ EEEEEEEEEEE
Logo tem mais mana, prometo.
Tb amoooo mt vc!!!!
E ñ se preocupe em demorar hein? Leve o tempo q quiser. #fato
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